É a única coisa em que a ERC funciona... Consegue impor ao Jornal da Madeira a publicação de direitos de resposta vários meses depois... Quanto ao resto as suas deliberações são totalmente ignoradas!
Este foi publicado como pretenso esclarecimento e seis meses depois do envio, ou seja em Março deste ano!
Esclarecimento
A publicação do presente esclarecimento é efectuada por efeito de Deliberação do Conselho Regulador da ERC, ao abrigo do disposto no nº 4 do artigo 27º da Lei de Imprensa:
«O Dr. Filipe Malheiro no seu artigo titulado “Bizzarro” ataca os dirigentes do Partido da Nova Democracia e faz certos juizos de valor sobreos acontecimentos ocorridos na inauguração do dia 2 de Outubro que, como admitiu, não presenciou nem viu as imagens. Convém aqui, como protagonizanta e testemunha que fui, descrever o mencionado “acto patético protagonizado por gente idiota, que se aproveitou de um acto público de inauguração, paraarrotara verborreia patética que alimenta uns anormais frustrados” (sic) de forma a elucidar o Dr. Malheiro e seus leitores sobrea motivação das pessoas que participaram nessaacção que, de forma algo caricata, o nosso amigo atribui “à inveja” e à “vingança”, “fascizóide”.
O PND tem estado presente nas inaugurações durante o período da campanha eleitoral para protestar contra a violação da Lei Eleitoral. Há anos que o Presidente do Governo Regional utiliza estas inaugurações para fins politicos e para beneficiar a candidatura do seu partido. A mensagem é alias identica à do partido do poder no período do então Estado Novo que o Dr. Jardim tanto exaltava e defendia. A mensagem desta propaganda é a de que o partido do governo tem obra e o resto não presta. É o velho lema Salazarista do “come e cala-te”. Nas inaugurações Estado-Novistas da Madeira Nova, Jardim vai mais longe e acusa os outros partidos de serem “colonialistas”, “traidores”, “mafiosos”, “fascistas”, “anti-democráticos” e “anti-autonomistas”. Mais grave ainda, Jardim tem, em diversas ocasiões, aproveitado a sua intervenção para incitaro povo ao uso da violência contra aqueles que designa serem seus inimigos, e portanto “inimigos da região”.
No dia 2 de Outubro , o PND mais uma vez compareceu na inauguração, ostentando uma faixa com os dizeres “inaugurações eleiçoeiras, vergonha”. Os elementos do PND acompanharam todo o percurso da Estrada nova, sem qualquer incidente, apesardo Presidente do Governo Regional ter encorajado alguns trabalhadores da Tecnovia a que os agredissem. No fim do percurso, o PND levantou uma segunda tarja que, lembrando a frequente evocação do fascismo nos discursos oficiais de Jardim, perguntava, “quem defendia a ditadura no Voz da Madeira?” Mais uma vez, durante o discurso official, Jardim recordou os tempos do fascismo, o que motivou os dirigentes da Nova Democracia a juntarem-se ao coro, gritando “fascismo nunca mais! Viva a democracia”. Tudo continuou dentro da normalidade, até que um intellectual do PSD, perturbado pelo factor de eu estar a filmar o grande líder, sacou um cãozinho e meteu-se à frente da câmara de video. Este incidente, que durou alguns minutos, acabou por motivar uma gargalhada geral e foi aí que Jardim perdeu a paciência e mandou seus guarda-costas removerem os palhaços do local. Continuei a filmar, apesar das constantes provocações por parte de agitadores do PSD ali presentes. Terminado o discurso de Jardim, outro distinto intelectual do PSD subiu ao pódio onde fez um discurso emotivo, que foi muito aplaudido, inclusive pelo próprio chefe executivo. “Sem o Jardim” gritou o homem, “a Madeira era um enorme galinheiro!” Findos os discursos, dois ou três elementos mais histéricos do PSD, naturalmente sentindo-se autorizados ao uso da violência pelos apelos do Dr. Jardim, incomodados pelo facto de eu ter filmado toda aquela cena hilariante, digna de uma obra-prima de Kusturica, agrediram-me, com o objectivo principal de destruir e tomar posse da máquina de filmar, que felizmente, embora danificada, ficou na minha posse. O filme pode ser visionado pelo nosso distinto colega no site http://www.pndmadeira.blogspot.com/.
Finalmente, aproveito para agradecer o Dr. Filipe Malheiro de ter-nos dado esta pequena oportunidade para podermos esclarecer os acontecimentos daquele glorioso dia. Muito obrigado pela atenção.
Eduardo Welsh, dirigente do PND
7 de Outubro de 2009
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
JORNAL DA MADEIRA - MAIS UMA CONDENAÇÃO....
Direito de Resposta - A publicação do presente direito de resposta é efectuada por efeito da Deliberação do Conselho Regulador da ERC 22/DR-I/2010
Eduardo Welsh
Esta publicação decorreu desta deliberação
No artigo intitulado ‘É estranho’, publicado no JM no dia 11 de Março, o autor, identificado apenas pelas iniciais C. A., descreve, de forma desprimorosa, a minha atitude, manifestada no exercício do Direito de Resposta, publicado no dia anterior. Mais classificou de estranha ‘coincidência’ o facto de o meu esclarecimento e o do Dr. Marques de Freitas terem sido publicados no mesmo dia. Efectivamente, o meu Direito de Resposta foi publicado no dia 10 de Março 2010, por deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, no entanto, o texto já fora remetido para a redacção do Jornal no dia 7 de Outubro de 2009, ou seja cinco meses antes! Logicamente, ao existir ‘coincidência’, esta é da única responsabilidade da direcção do Jornal da Madeira. Mais, cumpre esclarecer que o Direito de Resposta exercido não se trata, de forma alguma, de ‘soltar’ a ‘bílis’, mas sim de repor a verdade sobre os acontecimentos relatados de forma facciosa, deturpada e insultuosa no artigo respondido. A atribuição do mero exercício de direitos legais e Constitucionais a ódios e animosidades é totalmente desprovida de sentido e cheira às técnicas de propaganda dos piores regimes totalitários do Século XX. Quanto à ‘fortuna’ do Hinton, esta já era considerável antes da família se radicar na Madeira e ter investido na fábrica, fundada mais de meio século antes do estabelecimento do Estado Novo. O que é verdadeiramente estranho é que o Sr. articulista critique as minhas ligações (inexistentes) ao Estado Novo mas demonstre uma atitude totalmente contraditória e hipócrita no seu artigo (...)
Eduardo Welsh
Esta publicação decorreu desta deliberação
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Jornalismo de terceira
terça-feira, 13 de julho de 2010
Em 4 anos, nada mudou....
Uma entrevista de Eduardo Welsh a Roberto Bruno Meijer Loja na dissertação LIBERDADES DE IMPRENSA E DE EXPRESSÃO NA MADEIRA
P. Liberdade de imprensa. Trata-se de algo que existe na Madeira?
R. A liberdade de imprensa, de facto, existe na Madeira. Mas existe quando é criada independentemente. Nós (Garajau) publicamos coisas muito contundentes e controversas. Mas nos média dominante não existe. Havia a impressão que existia liberdade, mas começamos depois a constatar que era tudo controlado, que havia muitas omissões, que havia muitas coisas que não chegavam ao publico, havia outras que chegavam, mas sem os nomes, ou sem a informação mais comprometedora e que de facto… no Jornal da Madeira não existia, e o Diário de Notícias estava controlado, o que “fechava” os dois diários. Chegamos pois à conclusão que não havia (liberdade de imprensa), e por isso criamos uma coisa alternativa.
P. As coisas não acontecem normalmente por uma única razão, mas quando afirma que o Jornal e o Diário estavam controlados, é porque o Governo faz um grande esforço por controlá-los, ou porque os jornalistas se deixam controlar?
R. O Jornal da Madeira é controlado directamente, e quem trabalha lá presta-se a isso. No Diário de Notícias é mais complicado, há um controlo indirecto, havendo uma negociação de interesses, a nível certamente do director, e até dos “donos”, que também nunca expressaram, nunca responderam a qualquer acusação que lhe tenha sido feita pelo Governo Regional. Adoptaram sempre uma posição de subordinação que os tem beneficiado.
P. Mas curiosamente, os resultados do inquérito aos jornalistas referem a existência de maiores pressões sobre jornalistas do Diário de Notícias do que sobre os do Jornal da Madeira…
R. Os jornalistas do Diário de Notícias têm uma expectativa de trabalharem num órgão independente. Os do Jornal da Madeira já sabem o que os espera. Mas há vários jornalistas que saíram do Jornal da Madeira, e referem ter verificado uma mudança para melhor.
P. A postura do GR é conducente a maior liberdade, e a uma maior intervenção do público na gestão da coisa pública? Ou as pessoas hesitam em intervir?
R. Claro (que hesitam), porque há mecanismos de represálias, a par de mecanismos de dependência. E há anos que ninguém cria ondas, ou estas são criadas de forma muito limitada. Há uma aparência de normalidade, que nunca chega a culminar numa situação… normal.
P. Liberdade de imprensa. Trata-se de algo que existe na Madeira?
R. A liberdade de imprensa, de facto, existe na Madeira. Mas existe quando é criada independentemente. Nós (Garajau) publicamos coisas muito contundentes e controversas. Mas nos média dominante não existe. Havia a impressão que existia liberdade, mas começamos depois a constatar que era tudo controlado, que havia muitas omissões, que havia muitas coisas que não chegavam ao publico, havia outras que chegavam, mas sem os nomes, ou sem a informação mais comprometedora e que de facto… no Jornal da Madeira não existia, e o Diário de Notícias estava controlado, o que “fechava” os dois diários. Chegamos pois à conclusão que não havia (liberdade de imprensa), e por isso criamos uma coisa alternativa.
P. As coisas não acontecem normalmente por uma única razão, mas quando afirma que o Jornal e o Diário estavam controlados, é porque o Governo faz um grande esforço por controlá-los, ou porque os jornalistas se deixam controlar?
R. O Jornal da Madeira é controlado directamente, e quem trabalha lá presta-se a isso. No Diário de Notícias é mais complicado, há um controlo indirecto, havendo uma negociação de interesses, a nível certamente do director, e até dos “donos”, que também nunca expressaram, nunca responderam a qualquer acusação que lhe tenha sido feita pelo Governo Regional. Adoptaram sempre uma posição de subordinação que os tem beneficiado.
P. Mas curiosamente, os resultados do inquérito aos jornalistas referem a existência de maiores pressões sobre jornalistas do Diário de Notícias do que sobre os do Jornal da Madeira…
R. Os jornalistas do Diário de Notícias têm uma expectativa de trabalharem num órgão independente. Os do Jornal da Madeira já sabem o que os espera. Mas há vários jornalistas que saíram do Jornal da Madeira, e referem ter verificado uma mudança para melhor.
P. A postura do GR é conducente a maior liberdade, e a uma maior intervenção do público na gestão da coisa pública? Ou as pessoas hesitam em intervir?
R. Claro (que hesitam), porque há mecanismos de represálias, a par de mecanismos de dependência. E há anos que ninguém cria ondas, ou estas são criadas de forma muito limitada. Há uma aparência de normalidade, que nunca chega a culminar numa situação… normal.
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domingo, 30 de novembro de 2008
MAIS UMA DERROTA PARA A.J.J. E OS SEUS LACAIOS DO JM
Deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Face à deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, publica-se nos termos do artigo 60.º, n.º 1, dos Estatutos daquela Entidade Reguladora, o direito de resposta de Eduardo Pedro Welsh, ao artigo de opinião designado “Conto com todos!”, da autoria do Exmo Senhor Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira, Sr. Dr. Alberto João Jardim:
«No discurso de inauguração do Dolce Vita, publicado em íntegra na secção “opinião” do Jornal da Madeira, sob o título “Conto com todos!”, no dia 24 de Outubro 2007, o Dr. Alberto João Jardim dirigiu vários comentários à minha pessoa, por virtude de eu ter movido um processo contra o Funchal Centrum. Venho por este meio esclarecer que não faço parte de nenhuma “movimentação destrutiva” nem da “conhecida sociedade secreta” que monta guerras fratícidas e suícidas entre grupos empresariais. Não são estas afirmações de Jardim que me farão desistir da luta pelo Estado de Direito na Madeira.
Mais digo que, desde que intentei o processo, a minha família tem recebido recados e ameaças de pessoas próximas de Jardim e identificando-se como seus mensageiros, no sentido que seríamos alvos de mais represálias económicas, caso eu não desistisse do processo. Semelhantes ameaças foram feitas pela redacção deste Jornal. Fui ainda ameaçado com a expulsão física da Madeira pelo Sr. Presidente da RAM, num discurso feito perante centenas de pessoas. Não desisto!»
Face à deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, publica-se nos termos do artigo 60.º, n.º 1, dos Estatutos daquela Entidade Reguladora, o direito de resposta de Eduardo Pedro Welsh, ao artigo de opinião designado “Conto com todos!”, da autoria do Exmo Senhor Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira, Sr. Dr. Alberto João Jardim:
«No discurso de inauguração do Dolce Vita, publicado em íntegra na secção “opinião” do Jornal da Madeira, sob o título “Conto com todos!”, no dia 24 de Outubro 2007, o Dr. Alberto João Jardim dirigiu vários comentários à minha pessoa, por virtude de eu ter movido um processo contra o Funchal Centrum. Venho por este meio esclarecer que não faço parte de nenhuma “movimentação destrutiva” nem da “conhecida sociedade secreta” que monta guerras fratícidas e suícidas entre grupos empresariais. Não são estas afirmações de Jardim que me farão desistir da luta pelo Estado de Direito na Madeira.
Mais digo que, desde que intentei o processo, a minha família tem recebido recados e ameaças de pessoas próximas de Jardim e identificando-se como seus mensageiros, no sentido que seríamos alvos de mais represálias económicas, caso eu não desistisse do processo. Semelhantes ameaças foram feitas pela redacção deste Jornal. Fui ainda ameaçado com a expulsão física da Madeira pelo Sr. Presidente da RAM, num discurso feito perante centenas de pessoas. Não desisto!»
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