Um excerto da entrevista do empresário Jorge de Sá ao Diário de Notícias da Madeira
O custo do transporte de mercadorias, nomeadamente os elevados fretes, é um dos grandes, senão o principal, problemas com que se debatem as cadeias de distribuição e agentes económicos em geral. Isso mesmo confirma o presidente do conselho de administração do Grupo Sá. "Os preços são extremamente caros." Como forma de ultrapassar este problema o grupo madeirense tem procurado novas alternativas de transporte, nomeadamente através do ferry do armador canário 'Naviera Armas'.
"Temos aproveitado o Armas para efectuar alguns fretes, sobretudo de frutas e produtos frescos, mas os restantes fretes continuam muito caros, o que acaba por onerar bastante os produtos de outras origens". Questionado se a diferença de preços praticados pelos restantes armadores é muito superior aos que são cobrados pela 'Naviera Armas', Jorge Sá é peremptório: "São muito mais caros". Face a esta diferença de preços, Jorge Sá não tem dúvidas em afirmar que a entrada da 'Naviera Armas' na linha da Madeira constitui uma grande mais-valia. E dá como exemplo o transporte de frutas, que chegam cá muito mais baratas. "Chegam muito mais frescas e o preço do transporte é cerca de 30% mais barato comparativamente ao transporte noutros barcos".
Além disso, sublinha, é uma alternativa de transporte "muito mais rápida". Isto porque, ao contrário dos porta-contentores, o ferry permite fazer chegar a mercadoria à Madeira em pouco mais de 24 horas. "Embarcamos no domingo e na segunda-feira já temos na Madeira a mercadoria". Face a estas mais-valias Jorge de Sá refere que a 'Naviera Armas' será uma das opções privilegiadas do novo transitário, a 'Flutuamar', apesar de reconhecer algumas limitações do ferry do armador canário. "Vamos ver até que ponto a 'Naviera Armas' irá conseguir vencer os obstáculos. Eles não têm grande capacidade para dar resposta a toda a nossa carga", mas a ideia, segundo afirma, é apostar no ferry para transportar o máximo possível de mercadoria através deste armador.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Naviera Armas rejeita acusações de concorrência desleal

Com a devida vénia ao Diário Cidade
A empresa armadora espanhola Naviera Armas rejeitou ontem acusações de concorrência desleal nas suas operações de transporte de passageiros e carga rodada entre os portos de Portimão e Funchal.
“Não há concorrência desleal porque não há concorrência”, afirma a empresa, em comunicado, após polémica surgida na sequência de uma queixa da Associação Nacional de Armadores e Transportes Marítimos ao Instituto dos Portos e dos Transportes Marítimos (IPTM).
A associação acusa os espanhóis de “concorrência desleal” no transporte de mercadorias para o Funchal do Porto de Portimão. Em causa está o facto de a Naviera Armas estar alegadamente a infringir o licenciamento concedido pelo IPTM para o transporte de carga rodada, “nomeadamente transporte de mercadorias em camiões com
motorista”.
A Associação de Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) “tudo fará que se garanta o cumprimento das condições estabelecidas pelo licenciamento atribuído pelo IPTM” à empresa espanhola Naviera Armas, anunciou recentemente a instituição.
A Naviera Armas recordou ontem que foi feito um acordo para a realização da operação, a partir de 4 de Janeiro passado, pelo período de dois anos, que contempla
a possibilidade de o seu navio “Volcán de Tijarafe” transportar carga rodada e passageiros.
A empresa espanhola estranha agora a contestação quando tudo está previsto no decreto legislativo e já existe no Porto do Funchal um “ferry” que faz exactamente a mesma operação, não referindo mas insinuando a existência do “Lobo Marinho”, navio do Grupo Sousa que faz as ligações marítimas entre a Madeira e Porto Santo.
A companhia espanhola refere ainda ser incomparável a capacidade de transporte de carga de um “ferry” e de um navio porta contentor, que são obrigados a descarregar
no Porto do Caniçal.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
NAVIERA ARMAS & TRANSPORTE MARÍTIMO
Já repararam que de repente está tudo a falar do roubo que são as taxas cobradas ao transporte marítimo na Madeira? Nos custos acrescidos que os produtos têm pelo monopólio existente há largos anos, que tem beneficiado uns poucos enquanto os do costume que têm permitido a situação se queixam de falta de apoio do continente a quem tem custos de insularidade?
Mas a situação já existe há muitos anos e alguns partidos já tinham falado anteriormente no problema...
É esta a diferença entre eficiência e eficácia...
Mas a situação já existe há muitos anos e alguns partidos já tinham falado anteriormente no problema...
É esta a diferença entre eficiência e eficácia...
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
PND solidário com Naviera Armas
Com a devida vénia ao Diário Cidade
Na mesma hora em que a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) se encontrava reunida com os responsáveis pela empresa Naviera Armas, com vista a discutirem as regras do licenciamento nas operações de carga e descarga no Porto do Funchal, o Partido da Nova Democracia (PND) convocou uma conferência de imprensa para manifestar a sua solidariedade com a empresa espanhola relativamente aos últimos acontecimentos que ocorreram no porto da capital madeirense.
“A operação do Naviera Armas veio desvendar o roubo que os madeirenses têm sido sujeitos ao longo destes anos, pois vemos que há uma situação monopolista na operação portuária e vemos, ainda, que há uma concertação de preços relativamente aos armadores. Com a operação do Armas verificamos que transportar carga ficou muito mais barato”, salientou o dirigente do PND, Gil Canha.
Esta é a altura ideal, complementou aquele político, “para o povo madeirense saber que estamos a ser explorados na questão do transporte marítimo de produtos para a Madeira”. Gil Canha referiu, também, que espera que o governo regional defenda os interesses do povo madeirense e “não se deixe vergar aos interesses dos armadores, nem do operador portuário que tem o monopólio da operação”.
JT
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domingo, 18 de janeiro de 2009
UM DIA HISTÓRICO NO PORTO DO FUNCHAL
Com a devida vénia ao Democracia Liberal
O PND Madeira ajudou ontem a romper com o monopólio vigente na Madeira relativamente ao transporte de mercadorias. Uma manifestação promovida pelo PND permitiu o embarque de mercadorias no ferry-boat Naviera Armas apesar de várias tentativas no sentido de o impedir.
A operação marítima com mercadorias tem estado reservada, em regime de monopólio a uma empresa tutelado pelo Grupo Sousa, com custos de operação bastante superiores, o que onera o transporte de qualquer mercadoria de e para a Madeira.
A notícia do Diário de Notícias, com a devida vénia. Fotos Política Pura e Dura
PND diz que a PSP foi chamada a travar embarque de mercadoria
O Instituto Portuário da Madeira tentou impedir a entrada de mercadorias no navio Armas que faz a ligação Canárias, Funchal, Portimão.
O PND organizou uma manifestação no local e acabou por permitir o embarque de mercadoria. A operação acabou por ser efectuada sob fortes aplausos. De acordo com Baltazar Aguiar, dirigente da Nova Democracia, "havia agentes da PSP por todo o Funchal e à entrada do porto para travar o embarque dos atrelados alegando que o navio estava cheio, ou seja, em overbooking, …quando não era verdade. Facto que veio a ser provado", disse ao DN. E quer agora que o Ministro da Administração Interna esclareça que ordens foram dadas à PSP do Funchal para impedir a entrada de mercadorias no ferry espanhol
O problema dos portos da Madeira é um problema antigo há muito debatido por todos os partidos da oposição, dado que a operação marítima com mercadorias está reservada, em regime de monopólio a uma empresa tutelado pelo Grupo Sousa. Só que, recentemente, foi alargada a operação marítima ao transporte de passageiros e mercadorias a um armador espanhol. Este armador, ao utilizar uma ferry-boat gerou condições para um transporte concorrencial de mercadorias. Contudo, a respectiva licença não abrangerá o transporte de mercadorias, apenas de passageiros. Entendimento diferente tem o PND considerando que o que está em causa uma tentativa "descarada" de protecção ao monopólio do Grupo Sousa. Ontem, Baltazar Aguiar, deputado do PND, teve conhecimento de que o navio Armas recebera em alto-mar, quando se dirigia para a Madeira, um fax da Administração dos Portos da Região Autónoma (APRAM) que proibia o carregamento de mercadoria no porto do Funchal quando "há seis meses que o fazia e ninguém ligava nenhuma. O problema é que os empresários madeirenses começam a escolher transporte mais barato", disse.
O deputado do PND organizou uma manifestação, convocou a comunicação social, e acabou por impedir a ordem da APRAM. Os carros com os atrelados acabaram por dar entrada no porão do navio quatro horas depois do previsto, sob fortes aplausos dos presentes. Para Baltazar Aguiar "há lodo no cais, com a conivência das autoridades regionais. A verdade é que ordem emanada pela APRAM não foi revogada, simplesmente foi verbalmente alterada», disse. O DN apurou que muitos empresários madeirenses passaram a utilizar o serviço do Armas, apesar do contrato de concepção estar limitado ao transporte de passageiros, tendo em conta os preços favoráveis praticados.
LÍLILA BERNARDES
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