domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
VOOS SECRETOS DA CIA - O primeiro livro apresentado pela internet em Portugal
"Voos secretos CIA - Nos bastidores do poder", da autoria do jornalista Rui Costa Pinto, é o primeiro livro a ser apresentado pela internet em Portugal.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
50% NÃO É GRANDE DESCIDA?
Discursos destes são a descredibilização total de quem os tem.
A realidade desmente totalmente - vários grupos hoteleiros na Madeira têm neste momento quebras superiores a 50% relativamente ao habitual... Por isso é perfeitamente ridículo este tipo de discurso!
Segundo a directora regional do Turismo, Raquel França, sobre evolução do sector turístico
Madeira não prevê grandes descidas
O sector turístico revela preocupação sobre a actividade em 2009 devido à crise económica, que afecta os principais mercados emissores, e espera um ano difícil, uma situação que exige resposta com novas estratégias, defendem as entidades regionais.
A excepção à visão de dificuldades é apresentada pela directora regional do Turismo madeirense, Raquel França, que, embora admita ser “expectável” alguns reflexos da actual conjuntura internacional, salienta que a Madeira “não está a prever grandes descidas".
"A percepção não é tão caótica como muitos" apontam, defendeu, em declarações à Lusa, Raquel França.
A directora regional do Turismo refere que no início do ano registaram-se alguns decréscimos em mercados tradicionais, como o inglês, mas garante, no entanto, que estão a ser trabalhados mercados alternativos, como os países nórdicos e de leste da Europa.
A realidade desmente totalmente - vários grupos hoteleiros na Madeira têm neste momento quebras superiores a 50% relativamente ao habitual... Por isso é perfeitamente ridículo este tipo de discurso!
Segundo a directora regional do Turismo, Raquel França, sobre evolução do sector turístico
Madeira não prevê grandes descidas
O sector turístico revela preocupação sobre a actividade em 2009 devido à crise económica, que afecta os principais mercados emissores, e espera um ano difícil, uma situação que exige resposta com novas estratégias, defendem as entidades regionais.
A excepção à visão de dificuldades é apresentada pela directora regional do Turismo madeirense, Raquel França, que, embora admita ser “expectável” alguns reflexos da actual conjuntura internacional, salienta que a Madeira “não está a prever grandes descidas".
"A percepção não é tão caótica como muitos" apontam, defendeu, em declarações à Lusa, Raquel França.
A directora regional do Turismo refere que no início do ano registaram-se alguns decréscimos em mercados tradicionais, como o inglês, mas garante, no entanto, que estão a ser trabalhados mercados alternativos, como os países nórdicos e de leste da Europa.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Líder da Jerónimo Martins aponta demagogia a Sócrates

Com a devida vénia à RTP
O presidente da Jerónimo Martins acusou o primeiro-ministro José Sócrates de ter optado pela via da demagogia, criando condições para o agravamento da crise actual. Num dia em que deixou a promessa de apenas recorrer a despedimentos como último recurso do grupo, Alexandre Soares dos Santos não poupou críticas aos deputados da nação, a quem aponta grave inacção.
O líder da Jerónimo Martins, empresa que mantém um quadro de 25 mil trabalhadores, utilizou um estilo duro e directo quando no congresso do 10.º aniversário da Associação das Empresas Familiares comentava a intenção anunciada pelo primeiro-ministro José Sócrates de passar a aumentar os impostos das classes ricas para aliviar os mais desfavorecidos.
Pouco crente na iniciativa do Executivo Sócrates, o empresário sustentou que a actual crise acaba por ser agravada pela "demagogia que o senhor primeiro-ministro está empregando neste momento".
São "absolutamente intoleráveis" as declarações que partem do Governo "quando vem falar em como os ricos deveriam ajudar os pobres", lamentou Alexandre Soares dos Santos, referindo-se ao anúncio feito pelo primeiro-ministro este domingo durante a apresentação no Porto da sua moção ao congresso "PS: A Força da Mudança".
O empresário alinha assim nas críticas feitas ao Executivo Sócrates pela líder do PSD e da Oposição.
Falando de uma "pura fantasia", Manuela Ferreira Leite considerou a proposta de José Sócrates para cortar benefícios fiscais dos mais ricos insuficiente para ajudar a classe média.
Parlamento não escapa à crítica de Soares dos Santos
O líder da Jerónimo Martins encontrou ainda espaço para apontar outros responsáveis pela actual conjuntura, não poupando "um Parlamento que nada discute e nada controla" e que, sustenta, ocupa o seu horário em assuntos que não constituem prioridade para o país.
"Temos um Parlamento que, em vez de ser o lugar de preferência para controlar as acções do Executivo, limita-se a discutir casamentos de homossexuais e sei lá o quê, como se isso fosse uma prioridade do país", verberou o empresário.
Combate à crise não será feito à custa de postos de trabalho
Perante os sinais de que a crise está para durar no tecido empresarial português, Alexandre Soares dos Santos prometeu que o grupo Jerónimo Martins não tem intenção de deitar mão dos despedimentos para fazer face aos tempos difíceis.
Garante o presidente da Jerónimo Martins que, "se a crise chegar ao pior", existe no grupo que lidera um leque de opções antes da diminuição do quadro de funcionários.
Uma das medidas já decidida é o congelamento de todos os planos de expansão até 2010.
"Não faremos despedimentos senão numa altura em que foi tudo, foram-se os anéis", assegurou Soares dos Santos para enumerar as opções que acredita dispor: "cortar nos investimentos sim, não estar dependente do crédito bancário, reduzir os salários dos quadros primeiro e, numa segunda fase, se isto não der, fazer um acordo com os trabalhadores para reduzir os salários".
ESTE MUNDO ESTÁ VIRADO DO AVESSO!
Agora até é o Pinóquio que anda a tirar aos ricos para dar aos pobres!
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José Sócrates
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
CASO FREEPORT - UM OSSO DURO DE ROER ENTRA EM CAMPO...
in: José Maria Martins
Caso Freeport - Informação
Caros visitantes deste blogue.
Venho informá-los que a partir de hoje não posso voltar a escrever sobre o caso Freeport.
A razão reside no facto de ter passado a representar - na qualidade de advogado - um cidadão que pediu para ser constituido assistente no processo Freeport.
Como disse já, não cobro honorários nas questões de intervenção civica.
No entanto volto a sublinhar que é necessário o Povo intervir no Proc. Freeport, para colaborar na descoberta da verdade, na defesa da democracia, por ser um direito de qualquer cidadão.
Quero deixar bem claro que nada de pessoal me move contra o PS e contra o Senhor Primeiro Ministro.
Mas a defesa da Democracia, da Liberdade e dos interesses do Povo Português não admitem transigência.
Tenham coragem, intervenham civicamente nos casos em que a lei o permite, sendo este precisamente um desses casos em que o Povo pode intervir no processo.
Saudações civicas!
Adenda em 06/02/2009: : Uma vez que tenho sido solicitado a concretizar as razões de deixar de escrever no blogue sobre o caso Freeport, informo o seguinte: Pelo facto de ser advogado no processo entendo não dever continuar a escrever no blogue sobre o caso.O que houver de ser feito, e quando for caso disso, será no processo.
Posto por José Maria Martins
Caso Freeport - Informação
Caros visitantes deste blogue.
Venho informá-los que a partir de hoje não posso voltar a escrever sobre o caso Freeport.
A razão reside no facto de ter passado a representar - na qualidade de advogado - um cidadão que pediu para ser constituido assistente no processo Freeport.
Como disse já, não cobro honorários nas questões de intervenção civica.
No entanto volto a sublinhar que é necessário o Povo intervir no Proc. Freeport, para colaborar na descoberta da verdade, na defesa da democracia, por ser um direito de qualquer cidadão.
Quero deixar bem claro que nada de pessoal me move contra o PS e contra o Senhor Primeiro Ministro.
Mas a defesa da Democracia, da Liberdade e dos interesses do Povo Português não admitem transigência.
Tenham coragem, intervenham civicamente nos casos em que a lei o permite, sendo este precisamente um desses casos em que o Povo pode intervir no processo.
Saudações civicas!
Adenda em 06/02/2009: : Uma vez que tenho sido solicitado a concretizar as razões de deixar de escrever no blogue sobre o caso Freeport, informo o seguinte: Pelo facto de ser advogado no processo entendo não dever continuar a escrever no blogue sobre o caso.O que houver de ser feito, e quando for caso disso, será no processo.
Posto por José Maria Martins
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
DIFFICULT JET
As operações da EasyJet a semana passada na Madeira ficaram marcadas por anulações de vôos, desvios para Porto Santo e aterragens apenas após várias tentativas, isto enquanto a TAP, a SATA e outras aterravam de forma relativamente normal, tendo apenas ocorrido neste período a anulação de um vôo de outra companhia.
Talvez não fosse má ideia a EasyJet colocar os seus pilotos num curso de reciclagem sobre aterragens com vento, dado que mostraram demasiado receio... E já sei de várias pessoas que dizem que Madeira com a EasyJet nunca mais!
Talvez não fosse má ideia a EasyJet colocar os seus pilotos num curso de reciclagem sobre aterragens com vento, dado que mostraram demasiado receio... E já sei de várias pessoas que dizem que Madeira com a EasyJet nunca mais!
OS INCOMPETENTES VOLTAM A ATACAR - N. SOUSA
Carta publicada hoje no Diário de Notícias da Madeira
Imoral. Indecente. São adjectivos que parecem leves para descrever o atentado que está a ser cometido no cais norte do porto do Funchal.
O projecto da obra do auto-silo que está a ser construído nunca foi publicamente apresentado. Muito menos discutido. Mas o monstro cresce. Ganha uma volumetria assustadora, totalmente inestética e absolutamente aberrante. A extensão horizontal da obra era já de si muito polémica e discutível, na medida em que poderia impor limitações à operacionalidade dos navios que atracam naquele cais.
Restava saber se, em altura, o monstro cresceria acima dos 2 pisos já construídos.
Dito e feito. O 3º piso avança mesmo a grande ritmo e uma parede de betão tapará para sempre a vista para o mar e para os navios a partir da Avenida Sá Carneiro. Aquela vista que todos nós, desde pequeninos, nos habituámos a desfrutar desde a zona das Vespas e arredores vai mesmo desaparecer.
Lentamente uma das zonas mais nobres e com maior potencial da cidade do Funchal - a nossa porta de entrada - vai sufocando e agonizando. Enfim, não há muitas palavras... Estou triste, profundamente triste, por constatar que, por um lado, os nossos governantes vivem num mundo à parte, completamente alheados do bom senso e das mais básicas regras urbanísticas e paisagísticas, e, por outro, que todos nós, amantes do Funchal, do seu magnífico porto, da actividade náutica e turística, das vistas largas, dos horizontes amplos, fomos incapazes de impedir mais este inacreditável atentado.
Exactamente as vistas e os horizontes largos que os que comandam os nossos destinos não conseguem nem nunca conseguirão ter. Deviam ter vergonha por estar a hipotecar tanto potencial comum.
Mas vindo da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento (qual desenvolvimento?) era de esperar tudo. Senão veja-se os exemplos do infelizmente famoso poço dos Reis Magos ou do ridículo projecto da promenade da praia Formosa. Inclusive no caso deste último, a incompetência na execução da obra veda-nos a todos, há 4 anos seguidos, o acesso às três magníficas praias a poente. Só mesmo na Madeira - terra da pacatez e do deixa andar.
Esta terra é de facto miserabilista e com horizontes de futuro muito curtos e limitados. Não há orgulho que resista...
N. Sousa
Imoral. Indecente. São adjectivos que parecem leves para descrever o atentado que está a ser cometido no cais norte do porto do Funchal.
O projecto da obra do auto-silo que está a ser construído nunca foi publicamente apresentado. Muito menos discutido. Mas o monstro cresce. Ganha uma volumetria assustadora, totalmente inestética e absolutamente aberrante. A extensão horizontal da obra era já de si muito polémica e discutível, na medida em que poderia impor limitações à operacionalidade dos navios que atracam naquele cais.
Restava saber se, em altura, o monstro cresceria acima dos 2 pisos já construídos.
Dito e feito. O 3º piso avança mesmo a grande ritmo e uma parede de betão tapará para sempre a vista para o mar e para os navios a partir da Avenida Sá Carneiro. Aquela vista que todos nós, desde pequeninos, nos habituámos a desfrutar desde a zona das Vespas e arredores vai mesmo desaparecer.
Lentamente uma das zonas mais nobres e com maior potencial da cidade do Funchal - a nossa porta de entrada - vai sufocando e agonizando. Enfim, não há muitas palavras... Estou triste, profundamente triste, por constatar que, por um lado, os nossos governantes vivem num mundo à parte, completamente alheados do bom senso e das mais básicas regras urbanísticas e paisagísticas, e, por outro, que todos nós, amantes do Funchal, do seu magnífico porto, da actividade náutica e turística, das vistas largas, dos horizontes amplos, fomos incapazes de impedir mais este inacreditável atentado.
Exactamente as vistas e os horizontes largos que os que comandam os nossos destinos não conseguem nem nunca conseguirão ter. Deviam ter vergonha por estar a hipotecar tanto potencial comum.
Mas vindo da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento (qual desenvolvimento?) era de esperar tudo. Senão veja-se os exemplos do infelizmente famoso poço dos Reis Magos ou do ridículo projecto da promenade da praia Formosa. Inclusive no caso deste último, a incompetência na execução da obra veda-nos a todos, há 4 anos seguidos, o acesso às três magníficas praias a poente. Só mesmo na Madeira - terra da pacatez e do deixa andar.
Esta terra é de facto miserabilista e com horizontes de futuro muito curtos e limitados. Não há orgulho que resista...
N. Sousa
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Porto do Funchal
sábado, 7 de fevereiro de 2009
SENHORES AUTARCAS, NÃO SE ESQUEÇAM DE CONTRATAR MAIS VEZES ESTA "EMPRESA"

Mais uma maravilha da Madeira Nova!
Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira e a Orlando Drumond
Cantarias são "irreparáveis"
"São danos irreversíveis, Não há volta a dar, não há milagres", diz João Baptista
A colocação de buchas metálicas nas pedras de cantaria do Solar dos Herédias, o edifício secular classificado de Monumento de Interesse Municipal, onde estão sedeados os Paços do Concelho da Ribeira Brava, não tem forma de ser reparada. "São danos irreparáveis e irreversíveis. Não há volta a dar, porque não há milagres". Quem o diz é o especialista em cantarias, o geólogo e investigador na Universidade de Aveiro, João Baptista.
Os buracos nas paredes de reboco do emblemático Solar dos Herédias para 'segurar' as gambiarras já foram entretanto tapados e as paredes 'pintadas de fresco'. O atentado registado por ocasião da colocação das iluminações decorativas do Natal está parcialmente recuperado. Sobraram, contudo, os furos realizados nas cantarias que envolvem as portas e janelas da parte frontal do edifício que outrora foi residência do visconde, o fundador do concelho. Nas pedras de cantaria ficaram os indisfarçáveis furos e as respectivas buchas metálicas.
São os efeitos daquela que bem se pode classificar como uma atitude condizente com a 'idade da pedra' e que, pelos vistos, ficaram também para a História. O docente universitário explica as consequências: "As buchas metálicas, que normalmente são de má qualidade, depois com o tempo oxidam e ao oxidar aumentam o volume e acabam por provocar outro tipo de patologia na pedra, nomeadamente a lascagem do bloco, entre outras".
"A oxidação acaba por partir a pedra, provocando também muitas vezes aquelas manchas castanho-amareladas ou castanho-avermelhadas, devido à oxidação do ferro, aquilo que vulgarmente chamamos de ferrugem", complementa o especialista.
João Baptista lamenta que o verificado na Ribeira Brava seja mais um caso a juntar a muitos outros. "Isto é um fenómeno que se vê em todos os concelhos e em vários edifícios classificados. Infelizmente, o que não falta são monumentos com o desrespeito total pela pedra e pelas pessoas que no passado trabalharam na edificação destes monumentos. Há uma listagem infindável", assegura o geólogo.
Actualmente na Universidade de Aveiro, o estudioso considera que "a atitude e o respeito perante o património edificado têm de ser outros. Devia haver outro tipo de fiscalização e de consciência das pessoas", apela. Enquanto tal não acontece, lamenta que "sempre que há iluminações nas quadras festivas, que não só no Natal, a situação repete-se. É uma atrocidade".
Orlando Drumond
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Madeira Nova
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
CREDORES APRESENTAM PLANO para CONCLUIR O PROJECTO DO PORTO SANTO
Não saía mais barato ao contribuinte dinamitarem a porcaria daqueles caixotes que lá estão e pagar um subsídio vitalício a todos os habitantes de Porto Santo?
Para quê criar mais um elefante branco à conta dos contribuintes?
Aquele empreendimento com a actual configuração nunca vai ser rentável! Duvido que alguma vez venha a cobrir sequer as despesas de funcionamento...
E é muito interessante que os mesmos que criticam o Governo central por ter gasto dinheiro dos contribuintes no BPN venham agora defender esta solução...
Com a devida vénia ao DN Madeira:
Credores pedem auditoria ao Colombo's Resort

O impasse em volta do Colombo's Resorts pode ter solução. Porque o Governo da República, os principais credores e a Câmara Municipal do Porto Santo estão em sintonia para que o projecto da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo seja concluído, ainda que esta seja declarada falida e sem recursos para concluir a obra.
Ontem realizou-se uma reunião em Lisboa que juntou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, Conceição Estudante - secretária regional do Turismo e Transportes - o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo e os representantes dos três principais credores: BANIF, Millennium BCP e a construtora Casais.
De acordo com as informações que conseguimos recolher, a reunião ficou marcada por duas propostas dos credores: a realização de uma auditoria que possa apurar a real situação do projecto, que por sua vez servirá de suporte a um plano de reestruturação da sociedade e do investimento tendo em vista a sua conclusão.
O encontro ficou marcado, assim, pela entrega de um pequeno dossier que cada uma das parte deverá estudar nos próximos 30 dias e onde os bancos sugerem uma solução, que passa - tal como havíamos escrito nestas páginas - pela constituição de uma empresa-veículo em que os bancos se assumam como sócios-financiadores, mas onde os governos da República e da Madeira surgem como parceiros a partir da criação de um capital de risco.
Sem que a actuação dos sócios da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo - Joaquim Coimbra, Sílvio Santos e Goes Ferreira - seja suspeita, o DIÁRIO sabe que os bancos, bem como o Governo da República querem que qualquer decisão a tomar seja antecedida pela realização de uma auditoria, que deve ser feita no prazo de um mês.
Nos próximos dias está acertada uma reunião entre os bancos e os representantes da empresa promotora, onde serão pedidas explicações sobre o modo como foram aplicados os mais de 70 milhões de euros que foram emprestados, já que o construtor reclama cerca de 40 milhões de euros e existe a suspeita que parte do financiamento do Colombo's Resort viabilizou outros projectos que Sílvio Santos e Joaquim Coimbra estavam envolvidos.
Embora todos os presentes se tenham remetido ao silêncio - mesmo durante a reunião não foi claro qual a disponibilidade de cada parceiro no plano apresentado - a verdade é que terá sido dado um primeiro passo que passa pelos bancos injectarem o dinheiro necessário para concluir a obra (50 milhões de euros), surgindo os governos interlocutores da entrada de grupos privados - ou sociedades anónimas de capitais públicos - que possam viabilizar a exploração do hotel ou a comercialização da imobiliária de luxo.
Uma coisa é certa. Sílvio Santos deixa de ser o rosto do Colombo's Resort, pois os bancos vão avaliar os activos - o que está construído - e com isso executar a Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo.
POSIÇÃO ESTRANHA
Alberto João Jardim e o seu 'vice', João Cunha e Silva, juraram que a solução do Colombo's Resort era um problema dos empresários e que o Governo Regional não se metia no assunto. Já Bernardo Trindade, o madeirense que é secretário de Estado do Turismo, é de opinião que o Estado deve ajudar, sendo mesmo o mais dinâmico parceiro na busca por uma solução. A presença de Conceição Estudante na reunião de ontem acabou por ser surpreendente, mas talvez possa indiciar que o governo percebeu que a ajuda a dar não é a Sílvio Santos, mas sim à economia do... Porto Santo.
Miguel Torres Cunha
Para quê criar mais um elefante branco à conta dos contribuintes?
Aquele empreendimento com a actual configuração nunca vai ser rentável! Duvido que alguma vez venha a cobrir sequer as despesas de funcionamento...
E é muito interessante que os mesmos que criticam o Governo central por ter gasto dinheiro dos contribuintes no BPN venham agora defender esta solução...
Com a devida vénia ao DN Madeira:
Credores pedem auditoria ao Colombo's Resort

O impasse em volta do Colombo's Resorts pode ter solução. Porque o Governo da República, os principais credores e a Câmara Municipal do Porto Santo estão em sintonia para que o projecto da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo seja concluído, ainda que esta seja declarada falida e sem recursos para concluir a obra.
Ontem realizou-se uma reunião em Lisboa que juntou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, Conceição Estudante - secretária regional do Turismo e Transportes - o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo e os representantes dos três principais credores: BANIF, Millennium BCP e a construtora Casais.
De acordo com as informações que conseguimos recolher, a reunião ficou marcada por duas propostas dos credores: a realização de uma auditoria que possa apurar a real situação do projecto, que por sua vez servirá de suporte a um plano de reestruturação da sociedade e do investimento tendo em vista a sua conclusão.
O encontro ficou marcado, assim, pela entrega de um pequeno dossier que cada uma das parte deverá estudar nos próximos 30 dias e onde os bancos sugerem uma solução, que passa - tal como havíamos escrito nestas páginas - pela constituição de uma empresa-veículo em que os bancos se assumam como sócios-financiadores, mas onde os governos da República e da Madeira surgem como parceiros a partir da criação de um capital de risco.
Sem que a actuação dos sócios da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo - Joaquim Coimbra, Sílvio Santos e Goes Ferreira - seja suspeita, o DIÁRIO sabe que os bancos, bem como o Governo da República querem que qualquer decisão a tomar seja antecedida pela realização de uma auditoria, que deve ser feita no prazo de um mês.
Nos próximos dias está acertada uma reunião entre os bancos e os representantes da empresa promotora, onde serão pedidas explicações sobre o modo como foram aplicados os mais de 70 milhões de euros que foram emprestados, já que o construtor reclama cerca de 40 milhões de euros e existe a suspeita que parte do financiamento do Colombo's Resort viabilizou outros projectos que Sílvio Santos e Joaquim Coimbra estavam envolvidos.
Embora todos os presentes se tenham remetido ao silêncio - mesmo durante a reunião não foi claro qual a disponibilidade de cada parceiro no plano apresentado - a verdade é que terá sido dado um primeiro passo que passa pelos bancos injectarem o dinheiro necessário para concluir a obra (50 milhões de euros), surgindo os governos interlocutores da entrada de grupos privados - ou sociedades anónimas de capitais públicos - que possam viabilizar a exploração do hotel ou a comercialização da imobiliária de luxo.
Uma coisa é certa. Sílvio Santos deixa de ser o rosto do Colombo's Resort, pois os bancos vão avaliar os activos - o que está construído - e com isso executar a Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo.
POSIÇÃO ESTRANHA
Alberto João Jardim e o seu 'vice', João Cunha e Silva, juraram que a solução do Colombo's Resort era um problema dos empresários e que o Governo Regional não se metia no assunto. Já Bernardo Trindade, o madeirense que é secretário de Estado do Turismo, é de opinião que o Estado deve ajudar, sendo mesmo o mais dinâmico parceiro na busca por uma solução. A presença de Conceição Estudante na reunião de ontem acabou por ser surpreendente, mas talvez possa indiciar que o governo percebeu que a ajuda a dar não é a Sílvio Santos, mas sim à economia do... Porto Santo.
Miguel Torres Cunha
PRIMEIRO O PSD, AS AULAS QUE SE LIXEM!
É esta a Madeira Nova!
Aulas param para PSD jantar nos pavilhões
No Porto Moniz e na Ponta do Sol não houve ginástica por causa dos jantares
Já se verificou pelo menos duas vezes. Aulas que deveriam acontecer nos pavilhões desportivos não se concretizaram, pelo facto do espaço ter sido arrendado ao PSD para a realização de jantares com os militantes de cada um dos concelhos em que isso aconteceu.
O primeiro caso foi o do Porto Moniz. O Jantar dos social-democratas aconteceu no sábado, dia 17, mas na véspera isso condicionou a actividade lectiva da escola local.
O mesmo aconteceu na última semana, mas na Ponta do Sol. O jantar também foi no sábado, mas já no final de quinta-feira, o pavilhão deixou de estar disponível para as actividades habituais.
Nesse dia à noite, os clubes/escola que habitualmente usam aquele espaço tiveram de cancelar a sua actividade.
Na sexta-feira, durante todo o dia não houve aulas no local, uma vez mais, devido à montagem de toda a logística do jantar do PSD.
Os jantares em causa são sobretudo encontros que levam os principais dirigentes dos social-democratas, com destaque para Alberto João Jardim e Jaime Ramos, ao encontro dos militantes locais. São momentos em que o presidente do partido tenta marcar a agenda política, o que nem sempre tem sido conseguido.
Sem explicação do IDRAM
Durante a tarde de ontem, tentámos obter esclarecimentos do IDRAM, para o que aparenta ser uma excepção que o Instituto abre ao PSD. Mas, mesmo depois de ter colocado as questões por e-mail, não obtivemos qualquer esclarecimento de Catanho José.
No entanto, no dia 19 de Janeiro, questionado sobre quem poderia arrendar os pavilhões e em que condições, o presidente do IDRAM, entre outros esclarecimentos, respondeu o seguinte: "Excluindo o sector escolar público e o sector desportivo federado, todas as entidades que pretendam utilizar qualquer instalação desportiva da RAM e que esteja sob a tutela da Secretaria Regional de Educação e Cultura, através do IDRAM ou estabelecimentos dotados de Fundo Escolar, podem requer a sua utilização junto ao IDRAM, mediante o pagamento de uma taxa, desde que as mesmas se encontrem disponíveis.".
Nos dois casos descritos, os espaços, manifestamente, só ficaram disponíveis por ser necessário realizar o jantar do PSD. Antes disso, não estavam.
É de recordar que, em várias ocasiões, a Secretaria da Educação não autorizou a entrada de partidos/deputados da oposição em estabelecimentos de ensino, com o argumento de que a visita iria perturbar o normal funcionamento das escolas.
Nos casos descritos, as informação por nós recolhidas indiciam que esse critério/argumento não foi seguido, ou então terá havido o entendimento de que a não realização das aulas não perturba o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino.
Élvio Passos
Aulas param para PSD jantar nos pavilhões
No Porto Moniz e na Ponta do Sol não houve ginástica por causa dos jantares
Já se verificou pelo menos duas vezes. Aulas que deveriam acontecer nos pavilhões desportivos não se concretizaram, pelo facto do espaço ter sido arrendado ao PSD para a realização de jantares com os militantes de cada um dos concelhos em que isso aconteceu.
O primeiro caso foi o do Porto Moniz. O Jantar dos social-democratas aconteceu no sábado, dia 17, mas na véspera isso condicionou a actividade lectiva da escola local.
O mesmo aconteceu na última semana, mas na Ponta do Sol. O jantar também foi no sábado, mas já no final de quinta-feira, o pavilhão deixou de estar disponível para as actividades habituais.
Nesse dia à noite, os clubes/escola que habitualmente usam aquele espaço tiveram de cancelar a sua actividade.
Na sexta-feira, durante todo o dia não houve aulas no local, uma vez mais, devido à montagem de toda a logística do jantar do PSD.
Os jantares em causa são sobretudo encontros que levam os principais dirigentes dos social-democratas, com destaque para Alberto João Jardim e Jaime Ramos, ao encontro dos militantes locais. São momentos em que o presidente do partido tenta marcar a agenda política, o que nem sempre tem sido conseguido.
Sem explicação do IDRAM
Durante a tarde de ontem, tentámos obter esclarecimentos do IDRAM, para o que aparenta ser uma excepção que o Instituto abre ao PSD. Mas, mesmo depois de ter colocado as questões por e-mail, não obtivemos qualquer esclarecimento de Catanho José.
No entanto, no dia 19 de Janeiro, questionado sobre quem poderia arrendar os pavilhões e em que condições, o presidente do IDRAM, entre outros esclarecimentos, respondeu o seguinte: "Excluindo o sector escolar público e o sector desportivo federado, todas as entidades que pretendam utilizar qualquer instalação desportiva da RAM e que esteja sob a tutela da Secretaria Regional de Educação e Cultura, através do IDRAM ou estabelecimentos dotados de Fundo Escolar, podem requer a sua utilização junto ao IDRAM, mediante o pagamento de uma taxa, desde que as mesmas se encontrem disponíveis.".
Nos dois casos descritos, os espaços, manifestamente, só ficaram disponíveis por ser necessário realizar o jantar do PSD. Antes disso, não estavam.
É de recordar que, em várias ocasiões, a Secretaria da Educação não autorizou a entrada de partidos/deputados da oposição em estabelecimentos de ensino, com o argumento de que a visita iria perturbar o normal funcionamento das escolas.
Nos casos descritos, as informação por nós recolhidas indiciam que esse critério/argumento não foi seguido, ou então terá havido o entendimento de que a não realização das aulas não perturba o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino.
Élvio Passos
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
E qual era a dúvida?
Na sequência das situações ocorridas, no passado sábado, dia 17 de Janeiro, no porto do Funchal, em torno da operação da Naviera Armas, a Administração dos Portos da Madeira denuncia que "tanto no mês de Dezembro passado como no corrente mês verificou-se uma intensificação do transporte de cargas no porto do Funchal, situação que acabou por provocar congestionamentos nas áreas de acesso ao porto, pondo em causa a segurança dos passageiros e dos cidadãos. Verificou-se, ainda, que a carga não estava a ser acompanhada em camiões ou através de meios próprios de propulsão para sair do navio, entre outras situações, o que naturalmente contraria as normas estipuladas pelo licenciamento. DN 20-01-2009
Já Bruno Freitas, o presidente da APRAM, fez questão de enfatizar o facto do armador não estar "a cumprir com as condições previstas aquando do licenciamento, nomeadamente o transporte de mercadorias em camiões com motorista". DN 21-01-2009
João Carvalho acrescentou ainda que sobre a operação levada a cabo pela Naviera Armas, a AAMC considera que "está a ser dada preferência para um armador e isso não aceitamos. A APRAM já nos transmitiu, também, que não pode aceitar uma situação dessas. DN 23-01-2009
Operação da Naviera Armas está a cumprir a legislação
IPTM não registou infracções ao licenciamento na operação do navio-ferry
Estão dissipadas as dúvidas. Para o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, a operação de descarga/carga no porto do Funchal do navio-ferry da Naviera Armas está a cumprir os termos em que foi licenciada, não podendo os armadores portugueses alegar qualquer irregularidade. DN 04-02-2009
CONCLUSÃO: Há muita gente baralhada com este assunto e mais grave, que mostrou desconhecer o que era legal ou não, quando era sua função sabê-lo. Mas como a impunidade é uma constante neste país, continuarão nos seus cargos como se nada se tivesse passado!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
ASSASSINATO POLÍTICO OU SUICÍDIO POLÍTICO?

Mais valia estar calado depois do que tem feito!
Quem foi que prometeu um Referendo ao Tratado de Lisboa e depois "roeu a corda"?
Quem foi que prometeu a criação de 150.000 postos de trabalho? (que mesmo sem esta providencial crise que serve de desculpa nunca teriam sido atingidos)
Quem é que tem andado a tomar posições políticas ao sabor das conveniências, colando-se à direita enquanto lhe foi conveniente e dando uma guinada à esquerda quando lhe cheirou que seria o melhor, numa atitude de perfeito oportunismo?
Carácter? Deixem-me rir!
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Aldrabões,
José Sócrates
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
É TÃO GIRO FAZER BRILHARETES COM MUITO DINHEIRO DO GOVERNO CENTRAL...
Fundo conta com 1,5 milhões para a promoção da Madeira
Foi assinado ontem o protocolo de implementação do Fundo para Investimento em Promoção Turística. O fundo, que associa a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, a ANAM e 17 parceiros privados, está dotado de 1,5 milhões de euros, pelo período de três anos e destina-se ao investimento em projectos e iniciativas que visem o incremento do fluxo de turistas, por via aérea, para a Região, através do lançamento de campanhas de promoção e marketing turístico da Região Autónoma da Madeira.
Ora vejamos quem pagou:
O Capital Social da ANAM, SA, integralmente realizado de 67,5 milhões de Euros,
é detido: i) pela ANA - Aeroportos de Portugal, SA em 70%; ii) pela Região
Autónoma da Madeira em 20%; e iii) pelo Estado Português em 10% e encontra-se
representado por 13,5 milhões de acções escriturais de 5 Euros cada.
A 31 de Dezembro de 2007, o Capital Social da ANA, SA era
detido pela Parpública e pelo Estado Português nas seguintes
proporções:
Parpública - Participações Públicas (SGPS), SA – 68,56%
Direcção Geral do Tesouro – 31,44%
Ou seja, directa e indirectamente o Estado Português "entra" com quase 800.000 euros, o que representa quase 53%. A Madeira paga um pouco mais de 550.000, cerca de 37% e alguns dos privados que foram convidados a aderir, com 150.000 euros.
Nada mau para quem se anda sempre a queixar de falta de solidariedade do Governo central!
PS: Fico à espera que a senhora Estudante, no seguimento das instruções do nosso grande líder, me processe.
Foi assinado ontem o protocolo de implementação do Fundo para Investimento em Promoção Turística. O fundo, que associa a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, a ANAM e 17 parceiros privados, está dotado de 1,5 milhões de euros, pelo período de três anos e destina-se ao investimento em projectos e iniciativas que visem o incremento do fluxo de turistas, por via aérea, para a Região, através do lançamento de campanhas de promoção e marketing turístico da Região Autónoma da Madeira.
Ora vejamos quem pagou:
O Capital Social da ANAM, SA, integralmente realizado de 67,5 milhões de Euros,
é detido: i) pela ANA - Aeroportos de Portugal, SA em 70%; ii) pela Região
Autónoma da Madeira em 20%; e iii) pelo Estado Português em 10% e encontra-se
representado por 13,5 milhões de acções escriturais de 5 Euros cada.
A 31 de Dezembro de 2007, o Capital Social da ANA, SA era
detido pela Parpública e pelo Estado Português nas seguintes
proporções:
Parpública - Participações Públicas (SGPS), SA – 68,56%
Direcção Geral do Tesouro – 31,44%
Ou seja, directa e indirectamente o Estado Português "entra" com quase 800.000 euros, o que representa quase 53%. A Madeira paga um pouco mais de 550.000, cerca de 37% e alguns dos privados que foram convidados a aderir, com 150.000 euros.
Nada mau para quem se anda sempre a queixar de falta de solidariedade do Governo central!
PS: Fico à espera que a senhora Estudante, no seguimento das instruções do nosso grande líder, me processe.
QUE MEDO É ESTE? - GUIDA VIEIRA
Artigo de opinião no Diário de Notícias da Madeira
Quem faz os partidos grandes ou pequenos é o povo que vota, por isso, o que é pequeno hoje, amanhã pode crescer
Nesta altura da maior crise económica das últimas décadas, onde aumenta todos os dias o número de pessoas desempregadas e pobres, o País anda "entretido" a discutir se o Primeiro-Ministro, José Sócrates, é ou não culpado de corrupção, quando foi Ministro do Ambiente, no caso da autorização para a construção do Centro Comercial "Freeport", numa Zona de Protecção Especial.
E o PM, em vez de esclarecer claramente este assunto e provar aos Portugueses que nada tem a ver com as suspeitas de que é alvo, ainda alimenta mais a especulação, quando se faz de vítima, falando em "poderes ocultos" e "campanha negra", não apresentando nada de concreto que possa dissipar os rumores. Os portugueses gostavam de ter outras respostas, porque não é fácil ter um PM a gerir o nosso País com semelhante suspeita em cima, e o caso é tão sério, que as respostas têm que ser também mais sérias e urgentes.
Enquanto este assunto ocupa as primeiras notícias, da maioria dos órgãos de informação, pouco se fala dos problemas reais do país, dos postos de trabalho prometidos e não criados, dos ataques diários aos direitos dos trabalhadores, das empresas que fecham diariamente, da fome que já alastra em muitas famílias, do aumento da criminalidade e da toxicodependência, do drama de muita gente que está a entregar a casa ao Banco por ter perdido os rendimentos do seu trabalho.
E aqui nesta "Santa Terra" o que se passa? Os desempregados (oficiais) atingiram um número recorde em Dezembro de 2008 (9302), contrariando a tese de Brazão de Castro de que o desemprego estava a descer e a dar, infelizmente, razão ao BE que, só por contrariar o dito Secretário e ter-lhe chamado "mentiroso", teve dois processos em Tribunal, por parte deste, que, para nossa desgraça, continua a repetir sempre a mesma cassete riscada, sem admitir que a situação é muito grave e que exige respostas novas.
Todos os problemas do País existem na Região e, em vez de o Governo Regional começar a preocupar-se seriamente em enfrentá-los, mete a cabeça na areia como a avestruz e lá vai cantando a mesma ladainha à volta da Ilha, com um cenário quase mirabolante, porque, para o PSD, o que interessa é arregimentar votos, contra os inimigos do costume, não lhe interessando esclarecer os verdadeiros problemas que a Madeira enfrenta e que são muito graves.
Até se dá ao luxo de mandar "passear" o Secretário das Finanças durante 3 semanas, considerando que não faz falta cá, porque está tudo controlado pelo "Super Governante" que o dispensa, se calhar a ele e a muitos outros, provando que não pensa ir embora tão rapidamente como alguns apregoam.
E tudo isto sem que haja debate na comunicação social pública. Os "pseudo" debates a dois mais não são do que ouvir a defesa dos dois Governos, de lá e de cá, sem outras opiniões que possam enriquecer o debate de ideias e de propostas.
O medo do debate é o medo da diferença, o medo de não controlar, de não saber o que vai ser dito ou proposto.
Por isso é que os dois partidos, primeiro, o PS pela voz de JC Gouveia (Agosto de 2008, no Tribuna da Mad.), e o PSD, por muitas vozes, já vieram dizer que querem alterar a lei eleitoral para que os partidos mais pequenos não tenham lugar no Parlamento.
Porquê tanto medo? Se são mais pequenos, já têm menos deputados, porquê tanto horror?
Porque são eles que fazem o exercício da verdadeira democracia, pois na sua maioria não têm interesses a defender, a não ser o bem público, e por isso sempre incomodaram os que acham que a democracia é uma chatice.
Mas quem faz os partidos grandes ou pequenos é o povo que vota, por isso, o que é pequeno hoje, amanhã pode crescer. O contrário também é verdade.
Quem faz os partidos grandes ou pequenos é o povo que vota, por isso, o que é pequeno hoje, amanhã pode crescer
Nesta altura da maior crise económica das últimas décadas, onde aumenta todos os dias o número de pessoas desempregadas e pobres, o País anda "entretido" a discutir se o Primeiro-Ministro, José Sócrates, é ou não culpado de corrupção, quando foi Ministro do Ambiente, no caso da autorização para a construção do Centro Comercial "Freeport", numa Zona de Protecção Especial.
E o PM, em vez de esclarecer claramente este assunto e provar aos Portugueses que nada tem a ver com as suspeitas de que é alvo, ainda alimenta mais a especulação, quando se faz de vítima, falando em "poderes ocultos" e "campanha negra", não apresentando nada de concreto que possa dissipar os rumores. Os portugueses gostavam de ter outras respostas, porque não é fácil ter um PM a gerir o nosso País com semelhante suspeita em cima, e o caso é tão sério, que as respostas têm que ser também mais sérias e urgentes.
Enquanto este assunto ocupa as primeiras notícias, da maioria dos órgãos de informação, pouco se fala dos problemas reais do país, dos postos de trabalho prometidos e não criados, dos ataques diários aos direitos dos trabalhadores, das empresas que fecham diariamente, da fome que já alastra em muitas famílias, do aumento da criminalidade e da toxicodependência, do drama de muita gente que está a entregar a casa ao Banco por ter perdido os rendimentos do seu trabalho.
E aqui nesta "Santa Terra" o que se passa? Os desempregados (oficiais) atingiram um número recorde em Dezembro de 2008 (9302), contrariando a tese de Brazão de Castro de que o desemprego estava a descer e a dar, infelizmente, razão ao BE que, só por contrariar o dito Secretário e ter-lhe chamado "mentiroso", teve dois processos em Tribunal, por parte deste, que, para nossa desgraça, continua a repetir sempre a mesma cassete riscada, sem admitir que a situação é muito grave e que exige respostas novas.
Todos os problemas do País existem na Região e, em vez de o Governo Regional começar a preocupar-se seriamente em enfrentá-los, mete a cabeça na areia como a avestruz e lá vai cantando a mesma ladainha à volta da Ilha, com um cenário quase mirabolante, porque, para o PSD, o que interessa é arregimentar votos, contra os inimigos do costume, não lhe interessando esclarecer os verdadeiros problemas que a Madeira enfrenta e que são muito graves.
Até se dá ao luxo de mandar "passear" o Secretário das Finanças durante 3 semanas, considerando que não faz falta cá, porque está tudo controlado pelo "Super Governante" que o dispensa, se calhar a ele e a muitos outros, provando que não pensa ir embora tão rapidamente como alguns apregoam.
E tudo isto sem que haja debate na comunicação social pública. Os "pseudo" debates a dois mais não são do que ouvir a defesa dos dois Governos, de lá e de cá, sem outras opiniões que possam enriquecer o debate de ideias e de propostas.
O medo do debate é o medo da diferença, o medo de não controlar, de não saber o que vai ser dito ou proposto.
Por isso é que os dois partidos, primeiro, o PS pela voz de JC Gouveia (Agosto de 2008, no Tribuna da Mad.), e o PSD, por muitas vozes, já vieram dizer que querem alterar a lei eleitoral para que os partidos mais pequenos não tenham lugar no Parlamento.
Porquê tanto medo? Se são mais pequenos, já têm menos deputados, porquê tanto horror?
Porque são eles que fazem o exercício da verdadeira democracia, pois na sua maioria não têm interesses a defender, a não ser o bem público, e por isso sempre incomodaram os que acham que a democracia é uma chatice.
Mas quem faz os partidos grandes ou pequenos é o povo que vota, por isso, o que é pequeno hoje, amanhã pode crescer. O contrário também é verdade.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Jorge de Sá - Transporte: armas reduziu o preço do transporte de produtos em 30%
Um excerto da entrevista do empresário Jorge de Sá ao Diário de Notícias da Madeira
O custo do transporte de mercadorias, nomeadamente os elevados fretes, é um dos grandes, senão o principal, problemas com que se debatem as cadeias de distribuição e agentes económicos em geral. Isso mesmo confirma o presidente do conselho de administração do Grupo Sá. "Os preços são extremamente caros." Como forma de ultrapassar este problema o grupo madeirense tem procurado novas alternativas de transporte, nomeadamente através do ferry do armador canário 'Naviera Armas'.
"Temos aproveitado o Armas para efectuar alguns fretes, sobretudo de frutas e produtos frescos, mas os restantes fretes continuam muito caros, o que acaba por onerar bastante os produtos de outras origens". Questionado se a diferença de preços praticados pelos restantes armadores é muito superior aos que são cobrados pela 'Naviera Armas', Jorge Sá é peremptório: "São muito mais caros". Face a esta diferença de preços, Jorge Sá não tem dúvidas em afirmar que a entrada da 'Naviera Armas' na linha da Madeira constitui uma grande mais-valia. E dá como exemplo o transporte de frutas, que chegam cá muito mais baratas. "Chegam muito mais frescas e o preço do transporte é cerca de 30% mais barato comparativamente ao transporte noutros barcos".
Além disso, sublinha, é uma alternativa de transporte "muito mais rápida". Isto porque, ao contrário dos porta-contentores, o ferry permite fazer chegar a mercadoria à Madeira em pouco mais de 24 horas. "Embarcamos no domingo e na segunda-feira já temos na Madeira a mercadoria". Face a estas mais-valias Jorge de Sá refere que a 'Naviera Armas' será uma das opções privilegiadas do novo transitário, a 'Flutuamar', apesar de reconhecer algumas limitações do ferry do armador canário. "Vamos ver até que ponto a 'Naviera Armas' irá conseguir vencer os obstáculos. Eles não têm grande capacidade para dar resposta a toda a nossa carga", mas a ideia, segundo afirma, é apostar no ferry para transportar o máximo possível de mercadoria através deste armador.
O custo do transporte de mercadorias, nomeadamente os elevados fretes, é um dos grandes, senão o principal, problemas com que se debatem as cadeias de distribuição e agentes económicos em geral. Isso mesmo confirma o presidente do conselho de administração do Grupo Sá. "Os preços são extremamente caros." Como forma de ultrapassar este problema o grupo madeirense tem procurado novas alternativas de transporte, nomeadamente através do ferry do armador canário 'Naviera Armas'.
"Temos aproveitado o Armas para efectuar alguns fretes, sobretudo de frutas e produtos frescos, mas os restantes fretes continuam muito caros, o que acaba por onerar bastante os produtos de outras origens". Questionado se a diferença de preços praticados pelos restantes armadores é muito superior aos que são cobrados pela 'Naviera Armas', Jorge Sá é peremptório: "São muito mais caros". Face a esta diferença de preços, Jorge Sá não tem dúvidas em afirmar que a entrada da 'Naviera Armas' na linha da Madeira constitui uma grande mais-valia. E dá como exemplo o transporte de frutas, que chegam cá muito mais baratas. "Chegam muito mais frescas e o preço do transporte é cerca de 30% mais barato comparativamente ao transporte noutros barcos".
Além disso, sublinha, é uma alternativa de transporte "muito mais rápida". Isto porque, ao contrário dos porta-contentores, o ferry permite fazer chegar a mercadoria à Madeira em pouco mais de 24 horas. "Embarcamos no domingo e na segunda-feira já temos na Madeira a mercadoria". Face a estas mais-valias Jorge de Sá refere que a 'Naviera Armas' será uma das opções privilegiadas do novo transitário, a 'Flutuamar', apesar de reconhecer algumas limitações do ferry do armador canário. "Vamos ver até que ponto a 'Naviera Armas' irá conseguir vencer os obstáculos. Eles não têm grande capacidade para dar resposta a toda a nossa carga", mas a ideia, segundo afirma, é apostar no ferry para transportar o máximo possível de mercadoria através deste armador.
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Naviera Armas
domingo, 1 de fevereiro de 2009
PND - Maria Augusta Montes é a nova líder e um dos seus objectivos é «levar alguma democracia à Madeira»

A empresária Maria Augusta Montes foi no sábado eleita presidente do Partido da Nova Democracia (PND) e afirmou que um dos seus objectivos é "levar alguma democracia à Madeira".
Com a devida vénia ao Expresso
Maria Augusta Montes, de Lisboa, acabou por concorrer sozinha à liderança do PND, uma vez que o advogado Franclim Ferreira retirou a candidatura, alegando "uma grande aproximação" de pontos de vista com a nova líder.
"Queremos acabar com aquela jardinagem antidemocrática", insistiu Maria Augusta Montes, referindo-se ao ambiente político que, em sua opinião, se vive na Madeira, governada PSD de Alberto João Jardim.

A dirigente, que sucede a Manuel Monteiro, acredita que o PND "vai melhorar a sua representação" na Madeira e em Portugal continental. As suas atenções viram-se para Braga, distrito pelo qual Manuel Monteiro vai procurar ser eleito deputado nas próximas eleições legislativas.
O anterior líder do PND é o rosto do chamado Movimento Missão Minho, que tem como objectivo "a eleição de deputados pelo círculo de Braga".
"Essa é, ou deve ser, no que ao distrito de Braga diz respeito, a prioridade da Nova Democracia", considera Manuel Monteiro na resolução que apresentou ao congresso do partido e que foi aprovada por maioria.
Monteiro pediu ao 4º Congresso do PND e aos cerca de 80 delegados presentes "um voto de inequívoca confiança" para a sua estratégia e para formar a lista eleitoral.
A ex-líder acrescentou que a candidatura assenta em "três princípios mínimos", que disse serem são "não- aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o combate ao aborto e o combate à corrupção".
Maria Augusta Montes diz que o Missão Minho "é um movimento de cidadãos de causas, do Portugal profundo, da aldeia e de um lugar de que se ouve falar de cinco em cinco anos, porque é bonito, jeitoso e fica bem na fotografia e que nós queremos colocar no mapa diário".
"Estou francamente convencida que vamos eleger Manuel Monteiro", afirmou a nova líder do PND, que disse ser essencial haver "uma voz diferente" na Assembleia da República.
Para além da Madeira e da forte aposta em Braga, "pessoalmente, gostaria de ver revitalizado Aveiro e Porto, onde já tivemos de facto uma representação", acrescentou a dirigente, que "até 2003, e desde 1974", fez parte do PSD.
"O PND pelo menos tem uma voz e talvez possa com uma representação parlamentar ter um dedo permanentemente esticado e apontado a determinadas pessoas e obrigá-las a discutir", concluiu.
Os delegados presentes no congresso, entretanto, aprovaram ainda a alteração do símbolo do PND, que era uma andorinha e passa a ser "um coração estilizado".
Segundo Manuel Monteiro, a andorinha tem "uma conotação abstracta e o coração é visto como "símbolo de muita coisa".
AYM.
Lusa/fim
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