quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Razão para os comportamentos de AJJ

Descoberta razão para os (maus) comportamentos de Alberto João Jardim: Radiação UV com índice extremo no Funchal

sábado, 15 de agosto de 2009

O Porto do Funchal

Uma carta de um leitor do DN que espelha bem o que se está a passar... Qualquer dia navios, nem vê-los....

Comm a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O nosso Porto está a sofrer melhoramentos necessários, é uma porta de entrada na Região, que estava em muito mau estado. Fala-se em 13 milhões de euros como o montante gasto nesta obra, será? Alguém o dirá.

Depois da promoção da Madeira num passado recente em Miami (Florida), fiquei admirado de a Sra Secretária do Turismo e Transportes aumentar taxas, D.N. 09.08.05, sendo o Porto do Funchal um dos mais caros nesta área do Atlântico, segundo as agências de viagens.

As novas taxas abrangeram os bomboteiros que vendem todo o tipo de produtos e deixam de fora os regionais. O que é lamentável.

As novas taxas iram abranger os taxistas? que só cobram até ao centro (Rotunda Sá Carneiro) 7,50€? Passará talvez para 10,00€. Ou mais?? Como comentaram os passageiros e tripulação do "Pacífic Dream", na sua maioria portugueses e espanhóis, dizem que é uma especulação vergonhosa à vista das autoridades policiais. De outros barcos, os passageiros, com destaque para os italianos, optam por vir a pé até ao centro. Dizem que nem no terceiro mundo isto acontece. Famosa Promoção Turística faz a Madeira.

Os passageiros são informados a bordo pela tripulação que fora do Porto os Táxis são mais baratos, e têm taxímetro.

domingo, 9 de agosto de 2009

RAUL SOLNADO



Republicação aqui de um texto transcrito no Fumaças em Novembro de 2004:

Uma interessantíssima entrevista a Raul Solnado, no site da Sociedade Portuguesa de Autores:

(RAUL SOLNADO
Actor imenso, homem solidário
)

É lisboeta e tem 74 anos. Bem vividos. Mas o seu sorriso bom e malandro continua a parecer o de uma criança traquinas de quem é impossível não gostar. O seu segredo - se segredo tem - explica-o ele nesta entrevista: o seu projecto de vida nunca foi a riqueza, mas a felicidade.

Solnado começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, na Guilherme Cossul - uma colectividade que nunca (o) esqueceu. Tinha 18 anos. Em 1952 estreou-se "profissionalmente" num show no Máxime e a partir daí não mais parou: opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão. Fazendo rir e pensar. Dono e senhor de uma popularidadade incrível.

O grande salto deu-se na década de 60: o monólogo "A Guerra de 1908", estreado em Outubro de 61, cedo passou a ser a guerra do Solnado e marcou-o definitivamente. Até aos dias de hoje. Foi um golpe de génio e uma batalha gloriosamente ganha na guerra contra a ditadura.

Oito anos mais tarde, em 69, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, averbou outra vitória retumbante: apresentou na RTP um programa inovador que se tornou um marco na programação televisiva : "Zip-Zip". E nessa sua década de ouro fez o que, até hoje, nenhum actor português fez: criou de raiz e dirigiu (de 64 a 70) um teatro - o Villaret.

A lista de trabalhos assinados por Solnado é fantasticamente longa. No seu Parque Mayer fez um mar de revistas, muitas das quais ficaram para sempre no imaginário português. Na televisão, voltou a fazer das suas nos anos 70: o concurso "A Visita da Cornélia" permanece uma referência.

Mas se a década de 60 foi de ouro, a de 80 foi de diamante. O seu melhor trabalho cinematográfico é de dessa época: fez um fantástico papel dramático no filme "A Balada da Praia dos Cães", de Fonseca e Costa, baseado no livro de José Cardoso Pires; foi actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II, como protagonista da peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Manuel de Melo; foi actor convidado do Teatro Nacional de S. Carlos, na personagem Frosch da opereta "O Morcego", de Strauss; fez "O Avarento", de Molière, no Teatro Cinearte, encenado por Helder Costa; e ao lado de Eunice Muñoz fez a telenovela "A Banqueira do Povo".

Em 2001 voltou aos palcos do teatro com um papel de grande relevo na peça de Freitas do Amaral "O Magnífico Reitor". E tendo sido sua a ideia de criar a magnífica "Casa do Artista" - concretizada fundamentalmente por Armando Cortez e Manuela Maria - Raul Solnado, sempre solidário, é o hoje o seu magnífico Presidente.

Ribeiro Cardoso

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As gargalhadas que ganharam a guerra

Raul Solnado é um actor de mil faces mas foi com as gargalhadas que se impôs como uma figura mítica do espectáculo. E quando a guerra colonial era sagrada e indiscutível, ele pôs Portugal a rir-se de uma guerra sem sentido, uma rábula que foi o seu maior êxito de sempre. Ouvide agora senhores, a sua estória de pasmar!

Autores - Costuma dizer que um cómico tem muitos inimigos. Quem são os seus inimigos?
Raul Solnado - O actor cómico é um interventor no plano social, político e até na vida das pessoas que critica, por isso não pode ter a unanimidade universal. O Chaplin tinha imensos inimigos e esses declaravam-se a cada passo. Os meus inimigos não se declaram, mas sei que os tenho, embora não se manifestem.

A - Para os cómicos não há limites?
RS - Para mim tudo é risível mas imponho-me limites. Despejo a minha fúria sobre o pensamento monolítico, critico o que os políticos dizem e fazem, ridicularizo os tiques da sociedade, contexto as injustiças. Só poupo a democracia, é proibido atentar contra o regime democrático. Contra o Presidente da República, também não. Mal vão as coisas quando ele é criticável.

A - Foi por isso que em plena guerra colonial pôs Portugal a rir à gargalhada com a sua versão da guerra?
RS - Aquela rábula tem um início anterior à guerra. Eu fui a Madrid e vi o Miguel Gila representar o texto. Fiquei logo apaixonado pela rábula porque o non sense é o tipo de humor que mais me toca. Comprei o disco, traduzi o texto mas guardei-o, não por temer a censura mas porque tinha dúvidas que as pessoas gostassem daquilo.

A - E quando é que a sua guerra saiu da gaveta?
RS - Foi já no início da guerra em Angola. Eu fui com o Humberto Madeira -um cómico fabuloso - à quermesse do Nacional da Madeira, na Quinta da Vigia, um sítio lindíssimo onde agora está instalado o Governo Regional. Num mês fizemos 45 espectáculos e lá para o fim sentimos que era preciso refrescar o repertório. Disse ao Humberto Madeira que gostava de fazer a guerra, talvez as pessoas gostassem. Ele apoiou-me e avancei. Nessa noite o público riu-se tanto que pediu bis. Foi ali que começou o sucesso da minha guerra...

A - Quais eram as suas dúvidas em relação ao texto?
RS - Não era em relação ao texto, mas ao gosto do público, hoje as pessoas riem melhor que naquela altura. Eu não sabia se um texto non sense ia funcionar. Os cómicos têm sempre essa dúvida. Uma piada leva duas horas a ser construída e depois desaparece como um fósforo. É ao contrário dos cantores que quanto mais cantam um tema, mais ele se populariza e ganha notoriedade.

A - A estória da sua ida à guerra começou na Madeira e depois alastrou a que palcos?
RS - Mal cheguei a Lisboa fui fazer um espectáculo no ringue de patinagem de Oeiras e o êxito foi igual ao da Madeira. Na altura ia fazer a revista "Bate o Pé" e fiquei com a certeza de que a rábula não ia falhar.

A - Mas aí já tinha que submeter o texto à comissão de censura...
RS - Pois, e era uma censura visual e de texto, por isso eu tinha um grande receio que não passasse. O Nelson de Barros, grande jornalista e o maior autor de revistas que conheci, disse-me que mandávamos o texto como sendo para o personagem Cantinflas, uma rábula que tinha feito no teatro Apolo. Quando o texto veio aprovado, ninguém queria acreditar. O problema era a censura visual.

A - Como funcionava essa comissão de censura visual?
RS - No ensaio geral, cinco ou seis censores viam o espectáculo. Depois diziam que era preciso tapar um umbigo, descer umas saias, coisas assim. No Carnaval só se podia dizer merda uma vez por sessão. Como eu não ia vestido de Cantinflas, estava receoso que a rábula fosse cortada. Mas estes textos de non sense têm de ser bem compreendidos, caso contrário não funcionam. E eu disse aquilo a uma velocidade tal que nem eu próprio percebi o que dizia. Os censores também não perceberam e, no final, um deles disse-me que estava tudo aprovado mas deu-me um conselho: olhe lá, não faça aquilo da guerra, não tem piada nenhuma! E eu disse-lhe que era obrigado a fazer mas que então só fazia aquilo na estreia. Como já sabia o que vinha a seguir, pedi à Valentim de Carvalho que gravasse aquilo na estreia e lançasse o disco. Depois era impossível travar a rábula. Os censores ficaram baralhados com o Cantinflas!

A - Nessa altura já tinha grande notoriedade como actor?
RS - Nem por isso. Curiosamente, a crítica só começou a dar por mim, quando no teatro Apolo fiz a rábula do Cantinflas, em 1954.

A - Só para informação dos nossos leitores mais jovens, imitava o actor mexicano Mário Moreno, mais conhecido por Cantinflas?
RS - Exactamente. O Cantinflas era um cómico que teve êxito mundial nos anos 50 e 60.

A - Depois da sua versão da guerra continuou a fazer coisas subversivas?
RS - Sempre que pude. Em 1972, lancei "Os Malmequeres" na revista "Prá Frente Lisboa". Era uma canção altamente subversiva, oito quadras violentíssimas. A primeira era assim: "Português, ó malmequer/ em que terra foste semeado/ Português, ó malmequer/ Cada vez andas mais desfolhado". Os censores queriam que eu cortasse a palavra "português", mas se o fizesse aquilo perdia o sentido. Continuei como se nada fosse e eles ameaçaram-me. Puseram dois censores no camarote do teatro para vigiarem se eu cumpria as ordens da censura. Mas como entretanto saiu o disco, eles desistiram.

A - Vamos para o presente. Temos bons autores de humor?
RS - Sempre tivemos bons autores e bons cómicos, mas o humor é dinâmico, as coisas mudam. Andei a pesquisar rábulas antigas e constatei que o humor nos anos 40 e 50 era muito frágil. Hoje temos autores em qualidade e quantidade, a fazerem excelente humor. Eles têm outra cabeça, já não pensam como os autores do meu tempo. Dadas as condições existentes, o panorama podia ser melhor, mas é um género muito difícil.

A - Onde está a dificuldade?
RS - Eu pergunto: porque razão existem no mundo milhões de actores e só temos 50 bons cómicos? Como dizia o António Aleixo, nós precisamos de ver as coisas mais além. Está aí a dificuldade.

A - Os cómicos, para fazerem rir, têm de ver mais longe?
RS - Eu sempre disse que os cómicos são tristes e sisudos porque têm mágoas profundas. Nós temos de ver o ridículo com uma lupa muito grande e isso magoa. É por esse lado que vemos mais longe.

A - E quanto ao humor fácil?
RS - Isso não é comigo. Fui convidado para o programa "Cabaré da coxa" e perguntaram-me porque razão eu não gosto que os cómicos usem palavrões. O tipo que faz de papagaio soltou logo uma série de palavrões e ficámos todos a rir. Não foi humor fácil, foi alguém que desorganizou aquilo tudo. O cómico é um desorganizador por excelência. Mas tenho pena do público que se ri dos palavrões. Tenho imensa pena de um cómico que precisa de dizer palavrões para provocar o riso.

A - E os seus textos?
RS - Eu ao nível to texto traduzi muitas peças, escrevi "Há petróleo no Beato" e adaptei, com o César de Oliveira, "Isto é que me dói", uma peça do brasileiro Paulo Pontes que é uma crítica violentíssima ao nosso sistema de saúde.

A - E a guerra...
RS - Foi apenas uma tradução com ligeiras adaptações. Eu só interpretei essa rábula três anos e os seus ecos chegam aos dias de hoje.

A - Face ao sucesso estrondoso que teve, porque abandonou essa rábula?
RS - Um dia fui ao Barreiro fazer a guerra e o público sabia o texto de cor, os espectadores começaram a fazer de ponto. Depois chegava a outro sítio e toda a gente dizia o texto antes de mim e eu pensei que era melhor parar. Por muito dinheiro que eu ganhasse com a rábula - e se ganhei! - não queria ficar agarrado àquele boneco. Profissionalmente, fui sempre muito inquieto.

A - Está a representar no Villaret, que já foi o seu teatro...
RS - O meu sonho era ter um teatro meu, para fazer o que quisesse, nunca quis ser empresário. Investi tudo o que tinha no Villarett e perdi tudo. No 25 de Abril eu estava na Roménia e mal soube da revolução vim logo para Portugal. No Brasil estava a fazer grande sucesso a peça "Liberdade, Liberdade", do Millôr Fernandes, que é o maior humorista do mundo. Havia bichas infindáveis para ver a peça, que tinha o Paulo Autran no papel principal. Mandei vir a peça para cá. Tinha no elenco a Maria do Céu Guerra, o João Perry e o Sérgio Godinho. Aquilo batia em tudo que estivesse contra a liberdade, fossem os americanos ou os soviéticos. Havia bandeiras vermelhas por todos os lados, uma coisa muito bonita. Mas foi um fracasso tão grande que perdi tudo o que tinha e o próprio teatro...

A - Como se explica isso, num momento em que a revolução saiu à rua?
RS - A peça subiu à cena numa altura em que já se desenhava o crepúsculo da revolução. Foi a minha ruína económica.

A - E o seu novo espectáculo, também no Villarett?
RS - Está a correr bem. Os espectadores acompanham a minha memória de 50 anos de carreira. Há umas fotos que fazem de âncora da memória e depois eu digo o que me vem à cabeça. Os miúdos - vão imensos! - gostam porque não sabiam que as coisas antigamente eram assim.

A - É um tributo a si próprio por meio século de carreira artística?
RS - Este espectáculo é para percorrer o país e conhecer melhor o público. Portugal é uma maravilha, encontro pessoas fabulosas, come-se e bebe-se bem. Isto é para trabalhar mas também é para me divertir. Quero andar por aí a conhecer pessoas que tenham algo para me ensinar.

A - Mas Portugal está a passar um mau bocado...
RS - Pois está. Neste momento, se não fizéssemos parte da União Europeia, Portugal estava como o Uganda e nas próximas presidenciais era eleito um sargento para Belém. Mas a democracia portuguesa está amparada pelas estacas da União Europeia, é irreversível.

A - Mas não há demasiado ódio à liberdade?
RS - Eu tenho uma paixão imensa pela liberdade. Aliás, acho que o amor àliberdade já nasce com as pessoas e eu nasci com esse amor. Pelo que conheço dos portugueses, penso que, apesar de tudo, ainda existe uma imensa maioria que tem a paixão da liberdade e da democracia.

A - Já alguma vez esteve na política?
RS - Eu fui militante do Partido Socialista durante dois anos. A seguir ao 25 de Abril, entendi que era um dever cívico aderir a um partido e lutar pelo regime democrático. Participei em comícios de norte na sul de Portugal. Quando foi aprovada a Constituição e elegemos os deputados à Assembleia da República abandonei o partido. Penso que um actor não deve ter actividades partidárias. Antes quebrei essa regra porque a democracia assim o exigiu.

A - A crise económica não pode pôr em causa o regime democrático?
RS - Não pode, temos o dinheiro da União Europeia a proteger-nos. O fascismo é uma coisa baratucha. O ensino, a saúde, os salários, o partido único, as eleições a fingir, é tudo muito barato. A democracia fica caríssima. Nós exigimos elevados padrões na educação, na saúde, na Administração Pública, queremos salários dignos, elegemos os nossos representantes no Poder Local e na Assembleia, elegemos o presidente da República, tudo isso fica muito caro. E depois temos por aí uns senhores que adoram dinheiro, gostam de coleccionar aquela porcaria. Se não estivéssemos na União Europeia a democracia já há muito estaria em perigo.

A - E a si, como é que a crise lhe bate à porta?
RS - A mim, a crise económica não me afecta, porque nunca tive um projecto de fortuna, o meu projecto é de felicidade. E a tal paixão pela liberdade que sempre me acompanhou.

A - Como vai a Casa do Artista?
RS - É um projecto ao qual dedico grande parte do meu tempo. Agora sou o presidente da Direcção e por isso tenho de seguir de perto os seu dia a dia. Isto foi uma ideia que me assaltou desde os tempos do Brasil. Lá havia o Retiro do Artista, mas eu achava que a palavra "retiro" era muito forte e quando, em 1960, apresentei o projecto aos meus colegas, já foi como Casa Artista. A ideia andou a germinar durante muitos anos e, um dia, o Armando Cortez decidiu pô-la em prática. Durante a direcção dele eu vinha aqui todos os dias ajudá-lo. Em quatro anos mobilámos estes 12 000 metros quadrados com coisas que nos foram oferecidas! Mas quando ele começou a ficar muito doente, pediu-me para eu assumir a direcção e cá estou.

A - E apoios?
RS - Temos apoios públicos e de particulares. Isto só por si não anda. A factura de gás e electricidade é superior a mil e quinhentos contos por mês. As reformas dos 73 utentes são muito baixas, temos que encontrar apoios que, felizmente, não têm faltado. Ultimamente até temos doações de particulares em dinheiro e propriedades.

Artur Queiroz

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PSD aprova comportamento grave?



Passadas 48 horas sobre a entrega de uma carta em mão, na sede do PSD, por parte de uma delegação do Partido da Nova Democracia (PND), constituída pela Presidente, Drª Maria Augusta Montes Gomes, pelo Cabeça de Lista em Lisboa e outro elemento da Direcção, dirigida à Drª Manuela Ferreira Leite, pedindo-lhe que se pronunciasse sobre o facto de terem sido usadas armas de fogo na Madeira, nas imediações da Festa do PSD, em Chão de Lagoa, contra uma acção política de militantes do PND, no passado fim de semana, verificamos que a Drª Manuela Ferreira Leite persiste no mutismo, sem publicamente tomar posição, de aprovação ou condenação, deste grave incidente.

Reiteramos, por isso, a exigência de que a Drª Manuela Ferreira Leite se pronuncie sobre este caso, dado que o candidato do PSD a Primeiro-Ministro não pode manter o silêncio perante a utilização de armas de fogo para repelir uma acção política da oposição ao Dr. Alberto João Jardim, líder do PSD/Madeira.

Que diria a Drª Manuela Ferreira Leite se nas imediações da Festa do Pontal fossem disparados quatro tiros de carabina?


Lisboa, 30 de Julho de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

1º ANIVERSÁRIO

Ontem não vim cá... Fiquei a comemorar o primeiro aniversário da Cagarra!

Relembro o primeiro post:

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
"ESTATUTO EDITORIAL"

As cagarras são aves migratórias de longa distância. Passam a maior parte da vida voando sobre os oceanos de águas temperadas a frias. O seu único contacto com terra é na época de reprodução, quando se reunem em ilhas e áreas costeiras para nidificar em zonas rochosas.

Esta cagarra, que anda mais por terra, vai defender acérrimamente a Madeira, lutando contra os que por acção a têm explorado (através de uma rede de tipo mafioso) mas também contra os que, por omissão, têm deixado que tal aconteça. Esses que se vendem por um lugar ou por meia dúzia de vinténs e que se dizem oposição são ainda piores do que o poder instalado.

Com ambos "A CAGARRA" vai ser implacável.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

AINDA VAI ALGUÉM PARA A PORTA DA IGREJA....

... pedir esmola para devolver os milhares indevidamente entregues ao Jornal da Madeira.

Mas os do DN que não se riam que há-de também chegar a vez deles!

CARTA DA PRESIDENTE DO PND MARIA AUGUSTA GOMES A MANUELA FERREIRA LEITE SOBRE INCIDENTES DO CHÃO DA LAGOA




Exmª Senhora
Presidente do Partido Social-Democrata (PSD)
Drª Manuela Ferreira Leite
Lisboa, 28 de Julho de 2009


Exmª Senhora,

Face aos graves acontecimentos registados durante a festa do PSD, partido a que V. Exª preside, em Chão de Lagoa, na Madeira, em que um balão dirigível do Partido da Nova Democracia (PND), contendo mensagens políticas, foi abatido a tiro, isto é, com armas de fogo, quando se deslocava para o espaço aéreo da festa, venho por este meio, e na qualidade de Presidente do PND, solicitar a V. Exª que se pronuncie publicamente e de forma clara, sobre este incidente praticado por pessoas afectas ao PSD.

O silêncio perante factos desta gravidade, em que à mensagem política da oposição se reage a tiro com armas de fogo, não é admissível num partido, como o PSD, que pretende ser representante de uma direita que respeita a liberdade de expressão e que tolera a oposição.

Reitero, por isso, o meu pedido para se pronunciar publicamente sobre este incidente que envolveu o PSD/Madeira, a fim de que todos os portugueses fiquem a saber qual a posição que a Presidente do PSD e a sua Direcção Nacional têm sobre tão invulgar e absurda ocorrência.

Creia-me com a maior consideração.
Atenciosamente


A Presidente do Partido da Nova Democracia



(Maria Augusta Montes Gomes)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O MEU CROMO PREFERIDO DA POLÍTICA MADEIRENSE

O meu cromo preferido da política madeirense é aquele senhor que mal sabe escrever em português e que tem imensa dificuldade em ter ideias próprias. Por isso umas vezes copia os textos de outros e outras vezes faz críticas só por fazer sem dizer nada de substancial.

E como o partido dele se comporta frequentemente como apêndice de AJJ, concordando muitas vezes com as suas posições, as dificuldades políticas do homem são evidentes. Também custa a perceber essas posições desse partido - estarão à espera que algum dia AJJ precise deles para formar maioria? Vão esperando...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Zepelim baleado: PND quer reacção de Ferreira Leite



O Partido da Nova Democracia (PND) quer que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, «se pronuncie publicamente» sobre os incidentes do passado fim-de-semana no Chão da Lagoa, na Madeira.

Com a devida vénia ao IOL Diário

A presidente do PND, Maria Augusta Montes Gomes, foi entregar uma carta na sede laranja a pedir que Ferreira Leite diga se «acha bem que se vá para uma festa de espingarda às costas dar tiros a militantes de outros partidos, se está de acordo com isso, se lhe parece bem, se não tem nada a dizer sobre este assunto, se não tem uma palavra a dizer sobre este tipo de atitude».

Segundo a agência Lusa, Maria Augusta Gomes chegou à sede social-democrata perto das 16:00 horas, juntamente com os dirigentes do PND Fernando Lidon e Manuel Brás, que encabeça a lista deste partido às eleições legislativas no círculo de Lisboa.

Minutos depois de terem entrado, os três dirigentes do PND ouviram o secretário-geral adjunto do PSD Matos Rosa dizer-lhes que a carta tinha sido entregue. A presidente do PND pediu-lhe que carimbasse a cópia da carta para certificar a sua entrega, o que Matos Rosa se escusou a fazer.

«Fomos mal recebidos, recusaram-se, inclusivé, a pôr um visto ou um pequeno carimbo na cópia da carta em como a receberam. De facto, parece que a doença da Madeira do senhor Alberto Jardim chegou aqui também à sede nacional do PSD, coisa que não esperávamos. Não contávamos com esta tipo de atitude», criticou Maria Augusta Gomes aos jornalistas, já fora da sede social-democrata.

PSD vai processar PND

Na Madeira, no domingo, três tiros de caçadeira furaram um zepelim que o PND pretendia que sobrevoasse a tradicional festa do PSD/Madeira no Chão da Lagoa. «O PND não vai deixar cair isto em saco roto e vai pedir às autoridades que não arquivem, que não desapareçam com este processo e que estejam atentos. E queremos saber quem foi culpado, quem não foi», declarou Maria Augusta Gomes.

«Obviamente que temos ideia de quem foi, numa festa conhecida. Além do mais, foi quase um crime anunciado. Esperemos é que tomem medidas, que se faça alguma coisa. Ou então agora passamos a vida a andar aos tiros uns aos outros? Mas chegámos a este ponto? Isto agora é assim? A oposição resolve-se a tiro?», questionou.

«Que se cuide o engenheiro Sócrates, que venha de blindado, porque senão é capaz de lhe acontecer qualquer coisinha», advertiu a presidente do PND.

AS NOTÍCIAS DO PND QUE OS MISERÁVEIS "JORNALISTAS" QUE HÁ PELA MADEIRA OMITEM



PND diz que queixa do PSD/M contra dirigível é infundada

O deputado único do PND/Madeira, Baltasar Aguiar, afirmou hoje que é infundada a queixa do PSD/M contra o PND pela tentativa de fazer um dirigível sobrevoar o Chão da Lagoa durante a festa anual dos sociais-democratas.

Com a devida vénia ao Diário Digital

Baltasar Aguiar rejeitou as acusações do PSD/M relativas aos eventuais perigos para a segurança das pessoas pelo uso do zepelim do partido no passado domingo.

Em conferência de imprensa, o dirigente regional do PND pronuncia-se sobre o anúncio do PSD/M que iria apresentar queixa nas instâncias judiciais por causa da utilização daquele dirigível nas serras da Madeira, considerando que pôs em causa a segurança das pessoas.

O PND pretendida fazer o zepelim sobrevoar o planalto do Chão da Lagoa, durante as intervenções políticas da festa anual do PSD/M que reuniu naquele local, de acordo com a organização, cerca 40 mil pessoas, mas o dirigível foi alegadamente atingido por tiros de carabina.

«O dirigível é um equipamento super-seguro, é utilizado um gás amigo do ambiente, não inflamável, pelo que oferece toda a segurança», salientou.

Deu como exemplo o facto deste tipo de equipamento ser utilizado em muitos eventos e iniciativas, como no estádio da Luz (Benfica) e num piquenique modelo da GreenZepelim que contou com a participação de mais de 20 mil pessoas.

«[O dirigível] foi atingido por dois tiros de carabina, calibre 1.22, uma arma proibida, que fizeram quatro buracos e levou 20 minutos a descer e perder a capacidade de voo», diz o deputado.

Baltasar Aguiar adiantou que o PND dispunha de meios para «fazer a reparação rápida do dirigível e voltar a pô-lo a voar, mas optou por não fazê-lo por temer que viessem mais tiros, um ataque em força a partir do solo».

«O PND não teme processo nenhum. A queixa não tem qualquer fundamento, sendo apenas um pretexto para dar de ganhar a alguns advogados próximos do Governo Regional, em tempo de crise», declarou.

Baltasar Aguiar argumenta que «o dirigível é apenas perigoso para Alberto João Jardim, quando passa por ele faz faísca».

O deputado garantiu que o PND vai «continuar a usar o zepelim em todos os eventos e iniciativas consideradas oportunas e convenientes, não excluindo levá-lo até o Porto Santo. Vamos utilizá-lo nas acções políticas nesta campanha».

Diário Digital / Lusa

SINTOMÁTICO....

Parece que o partido de AJJ vai processar toda e mais alguma gente, excepto os assassinos que andam a utilizar armas proibidas perto de milhares de pessoas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SERÁ NECESSÁRIO QUE OS JAGUNÇOS MATEM ALGUÉM PARA O PR E O GOVERNO INTERVIREM?



Um zepelim com lemas do Partido da Nova Democracia foi ontem alvejado, tendo ficado impedido de sobrevoar a festa promovida pelo PSD/Madeira. A PJ está a investigar o incidente.

Com a devida vénia ao Diário de Notícias

Três tiros de arma de calibre proibido, vindos do nada, abateram o zepelim (dirigível) com que o PND, Partido da Nova Democracia, pretendia sobrevoar o recinto da festa do PSD/Madeira no Chão da Lagoa, por altura dos discursos, ou seja, por volta das 14.30. A Política Judiciária está a investigar o caso tendo-se deslocado ao local.

De acordo com Eduardo Welsh, dirigente do PND, tudo aconteceu dez minutos antes das intervenções quando "fazíamos os primeiros testes", disse ao DN. Posicionados no lado norte do Chão da Lagoa, Gil Canha, Eduardo Welsh e o deputado Baltazar Aguiar colocaram no ar o aparelho de sete metros e dois motores até que "fomos surpreendidos. Ouvimos tiros e de repente apercebemo-nos que o zepelim tinha sido atingido por uma arma de fogo. Houve pessoas que viram, estavam em piqueniques", referiu.

"Pergunto qual era o objectivo de alguém descolar-se ao Chão da Lagoa com uma carabina de 21 milímetros? Depois dos acontecimentos e devido à dimensão (sete metros) e características do dirigível não quisemos arriscar a novo lançamento uma vez que poderia acontecer algo de errado. Não havia segurança. Poderia cair e atingir pessoas", afirmou.

O dirigível foi comprado na Sérvia, apurou o DN. Já Gil Canha avança com uma dúvida e lembra que Alberto João Jardim, no passado dia 22, durante o debate da proposta do PSD/M de revisão constitucional, fez uma alusão a esta iniciativa do PND "feita para chatear o PSD". Pelo visto houve fuga de informação. "Nós vamos pedir as gravações ao parlamento e se confirmar que o dr. Jardim disse que havia maneiras de deitar o zepelim abaixo... passa a ser o suspeito número um", referiu. O objectivo do PND era criar um facto político. O aparelho tinha inscrito num dos lados, em letras garrafais "PND voa mais alto"; no outro " Olho na Ladroagem". Tudo isto terá sido preparado não só para irritar Jardim mas também para causar impacto na visita de Manuela Ferreira Leite, que acabou por não se concretizar, mas que contou com jornalistas vindos de Lisboa com directos assegurados. Aliás, não terá sido por acaso que no discurso da festa, Jardim falou da "Madeira Velha" e da família Hintom a qual pertence Eduardo Welsh, um dos grandes proprietários da ilha antes da revolução, e que há anos está em guerra com o governo regional devido a expropriações.

domingo, 26 de julho de 2009

GRANDE LÍDER INCOMODADO MANDA PISTOLEIROS ABATER BALÃO!

Com a devida vénia ao PÚBLICO

Tiros abatem zeppelin preparado pelo PND para sobrevoar Chão da Lagoa

26.07.2009 - 16h53 Tolentino de Nóbrega

O zeppelin, preparado pelo PND para sobrevoar o Chão da Lagoa, foi hoje abatido a tiro, quando estava a ser preparada a sua partida a mil metros de distância da festa do PSD.

Com as inscrições “PND voa mais alto” e “olho à ladroagem” nas duas faces, o dirigível rígido foi perfurado por quatro balas de carabina antes de atravessar o planalto. No local, durante o enchimento de gás não pressurizado para prover a elevação, os dirigentes do PND foram interceptados por agentes policiais e guardas florestais que, face à exibição das prévias autorizações pelos dirigentes da Nova Democracia, não conseguiram impedir a elevação do zeppelin, pouco depois inviabilizada pelos tiros.

“O recurso à violência é preocupante e indicia que o partido do poder não olha a meios para neutralizar tudo o que mexe à sua volta”, lamentou ao PÚBLICO o deputado do PND, Baltazar Aguiar que participou na acção do partido que no 25 de Abril “ocupou” simbolicamente com um chaimite a Quinta Vigia.

O PND apresentou queixa contra autores desconhecidos e solicitou a presença da Polícia Judiciária no local para proceder à recolha de dados necessários à análise balística. Na passada quarta-feira, durante o debate parlamentar sobre a revisão constitucional, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim denunciou que o PND iria levar um zeppelin para o Chão da Lagoa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Comunicado PND - Candidaturas Eleitorais 2009



Vem a Direcção Nacional informar todos os militantes que a Nova Democracia não integrará qualquer coligação com vista às próximas eleições legislativas 2009.

Não há pois qualquer alteração ao programa anteriormente apresentado nem a todo o trabalho entretanto desenvolvido.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PND coliga-se para as legislativas



in: Democracia Liberal

O Conselho Geral decidiu que o Partido da Nova Democracia irá participar nas próximas eleições legislativas em coligação com o MPT e o MMS.

RESOLUÇÃO

O Conselho Geral do Partido da Nova Democracia, reunido a 4 de Julho, de 2009, em Lisboa, após discussão sobre a estratégia a seguir nas próximas eleições legislativas e de acordo com as competências estatutariamente definidas, nomeadamente no seu artigo 15º, decidiu por unanimidade:

1. Aprovar a constituição de uma coligação eleitoral entre o PND e outros partidos, cujos princípios não choquem com os do PND, designadamente o MMS e o MPT, tendo em vista a apresentação de listas conjuntas nas eleições legislativas de 27 de Setembro, de 2009.
2. Mandatar a Direcção Nacional do Partido, para a definição do nome, sigla, símbolos e demais exigências, sobretudo as de natureza legal, a adoptar para a referida coligação eleitoral.
3. Mandatar a Direcção Nacional do partido, para o estabelecimento de contactos tendo em vista a abertura da coligação à participação de Movimentos de Cidadãos e de Independentes.
4. Mandatar a Direcção Nacional do partido, para a definição exacta do âmbito partidário e territorial da coligação, bem como a elaboração do respectivo programa e ainda a constituição, e composição, das listas candidatas e respectivos mandatários.


Lisboa, 4 de Julho de 2009

O Presidente do Conselho Geral

(Luís Teixeira e Melo)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MICHAEL JACKSON e MADOFF

Um pouco de humor negro:

A câmara hiperbárica onde dormia Michael Jackson e que lhe iria permitir viver até aos 300 anos, vai ser entregue a Madoff, para que este possa cumprir a pena a que foi condenado na totalidade.

terça-feira, 23 de junho de 2009

CRISE, QUAL CRISE? (IV)

Neste momento estão mais de dez hotéis à venda na Madeira, para já não falar dos "buracos" Madeira Palácio e Colombo's Resort.

Entretanto a D. Estudante passeia e faz discursos completamente desligados da realidade!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

ÚLTIMA HORA !



Alberto João Jardim vai matar um dos célebres mosquitos do Funchal na sua próxima aparição televisiva em reacção ao brutal assassinato de uma indefesa mosca pelo presidente dos Estados Unidos, durante uma entrevista televisiva.

terça-feira, 16 de junho de 2009

CRISE, QUAL CRISE? (III)

Grupo CHARMING HOTELS (Quinta do Monte, Quinta das Vistas, Quinta Perestrello, Quinta do Estreito e o conhecido restaurante “Adega da Quinta”) à venda.


(piscina interior da Quinta das Vistas)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

VOOS DA CIA

Num país dito de brandos costumes, mais uma vez os pulhas saíram branqueados.

E será assim enquanto a maioria dos eleitores deixar.

Para aqueles que neste caso mais lutaram para que os responsáveis fossem punidos, a minha solidariedade:

RUI COSTA PINTO

ANA GOMES

quarta-feira, 3 de junho de 2009

 
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