quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FORTALEZA S. JOÃO BAPTISTA



Um escândalo o abandono a que está votada a Fortaleza de S. João Baptista pela Câmara Municipal do Funchal.

E não me venham com a história de que é por pertencer à Armada. Bastava alguma manutenção e principalmente sinalização. É uma vergonha ver quem conseguiu chegar ao pé da Fortaleza (sorte porque não há uma única sinalização) a dar voltas à procura da entrada!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OFERTA PARA O SR. SILVA

Ao dizer o que disse sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, ao sr. Silva só restava, tirar as devidas consequências e dissolver a Assembleia da República. Não o fez. Mais uma decepção a juntar às muitas do seu mandato.


ENA TANTOS!

Aposto que há muita gente que ao passar por estes no Funchal, fica logo verde, a pensar no outro...

domingo, 28 de dezembro de 2008

sábado, 27 de dezembro de 2008

Tempo de antena do PND - Madeira (Segunda-feira,29/12/2008)




Na próxima segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008, após o telejornal da noite da RTP-Madeira (por volta das 21:30), não perca o tempo de antena do deputado único do PND-Madeira.

PESO DA RÉGUA

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

DÁ QUE PENSAR....



Já repararam quem em poucos meses o deputado José Manuel Coelho se tornou mais conhecido do que 90% dos carneiros, digo deputados, que AJJ mandou para a ALM, muitos dos quais nunca abriram a boca em plenário senão para bocejar?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Tino ROSSI - Petit Papa Noel

TÃO PREOCUPADINHOS COM A "DEMAGOGIA"...

Já repararam que a maior parte da oposição não se ralou nada e até apoiou a acção do PND de oferecer 30 euros a idosos?

É porque todos perceberam que na altura do voto este gesto pouco vai contar (directamente) a favor do PND. Mas todos perceberam, a começar pelos AJJ's e infiltrados, que é um gesto que veio colocar a nú as deficiências da pseudo-política social do jardinismo, que demonstra claramente que há pobreza na Madeira, isto enquanto os políticos vão aumentando de forma descontrolada as suas despesas. E isso sim, vai contar em eleições!

Preocupados com a demagogia? Preocupem-se antes com o dinheiro dos contribuintes que é esbanjado, com os atentados ambientais como o teleférico do Rabaçal, com as sedes, as bandeiras e os almocinhos e jantares oferecidos para comprar votos, ao mesmo tempo que é recusado pelo regime um mísero complemento de 50 euros para os idosos com menos recursos. Olhem, como é Natal, bardamerda para vocês que têm sido coniventes e agora ainda têm a lata de se armarem em virgens ofendidas!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Idosos ‘entopem’ Rua da Alfândega para receber dinheiro

Com a devida vénia ao Diário Cidade

O PND distribuiu na manhã de ontem 250 envelopes com 30 euros aos idosos com mais de 70 anos, uma iniciativa que levou muitos à sede do partido, na Rua da Alfândega.



José Manuel Coelho fez questão de frisar que a distribuição do dinheiro não foi uma “acção de caridade”, mas uma forma de protestar “contra o financiamento escandaloso dos partidos”.



Para o deputado único do PND, a nova lei de financiamento dos partidos não passa de “uma estratégia” de Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, para “meter a oposição no bolso”.

“Os partidos ficam acomodados e fazem uma oposição aparente, alimentando o sistema e dando-lhe legitimidade”, rematou.

S.G

BE diz que é uma “loucura” insistir no teleférico do Rabaçal

Com a devida vénia ao Diário Cidade

O BE voltou ontem a protestar contra a construção do teleférico do Rabaçal. “Lamentamos que o Governo Regional após ter um parecer negativo do Parque Natural da Madeira continue a insistir nesta loucura que vai de, alguma forma, prejudicar em muito o ambiente desta zona”, disse Roberto Almada.

A sua construção, acrescentou o deputado do BE, “apenas servirá para que alguns privados lucrem com o surgimento de restaurantes e outras infraestruturas”. Daí que tenha também lamentado o facto de a Câmara Municipal da Calheta ter mudado de opinião após ter dado, numa primeira fase, um parecer negativo.

Porque é importante “preservar a laurissilva e todos os ecossistemas ali existentes”, ou seja, o “pulmão da Madeira”, entende que o GR ao invés de ‘levar para a frente’ aquela infraestrutura deveria reunir esforços para “recuperar as levadas e alguns percursos pedestres utilizados tanto pelos madeirenses, como pelos turistas que visitam diariamente a Região.

S.G

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Nem sede...

Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem, Nem sede tem... Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá


Realmente a dor de corno é uma coisa terrível!

E hoje deve ter recebido instruções de AJJ... Estava a ser muito brando...

UM PAÍS DE MISÉRIA!

Com a devida vénia ao Política Pura e Dura (fotos)

Mete dó num pseudo-país de sucesso ver dúzias de velhotes a fazerem fila para receber 30 euros. Em boa hora o PND contribuiu para amenizar o Natal de alguns deles. Pena que se gaste tanto dinheiro mal gasto neste país e não sobre nada para quem já está no ocaso da vida e se vê completamente desprotegido por um poder que na esmagadora maioria só pensa em encher-se em vez de defender os desprotegidos.





Madeira: PND distribuiu 7.500 euros aos reformados

Com a devida vénia ao Diário Digital e ao Política Pura e Dura (foto)



O Partido da Nova Democracia (PND) distribuiu hoje 7.500 euros pelos reformados num gesto de protesto pelo sistema de financiamento dos Grupos Parlamentares e partidos aprovado no dia 16 na Assembleia Legislativa da Madeira.
O deputado José Manuel Coelho e o presidente do PND-M, Baltasar Aguiar, distribuíram envelopes contendo 30 euros cada destinados aos primeiros 250 primeiros reformados que se dirigissem à sede da sua representação parlamentar.

Às 09:00 da manhã uma fila de 71 pessoas aguardava que a porta abrisse para subir ao segundo andar do edifício 71 da Rua da Alfândega, na cidade do Funchal.

Em declarações à Agência Lusa, Baltasar Aguiar condenou o actual modelo de financiamento dos grupos parlamentares e partidos e referiu que o PND-M quer acabar com a «manjedoura pouco honesta dos partidos políticos».

«Os contribuintes da Madeira têm na nossa representação parlamentar um aliado. Todo este dinheiro, enquanto este sistema continuar, que vier para o nosso partido e que for excessivo vamos devolvê-lo aos contribuintes», referiu.

Baltasar Aguiar avisou ainda que se a lei de financiamento dos partidos e dos grupos parlamentares não for revogada, o PND-M irá distribuir no próximo ano dinheiro em sacas em frente à porta da Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa da Madeira votou no dia 16 a sua nova Lei Orgânica que contempla para 2009 uma verba de 5,1 milhões de euros para os grupos parlamentares.

O projecto de decreto legislativo regional foi votado pelos deputados do PSD-M e teve a abstenção do MPT-M e o chumbo dos restantes partidos (CDS/PP-M, PS-M, PCP-M, BE-M e PND-M) que consideraram a proposta «inoportuna» face à crise económica e financeira do país e da região.

A verba de 5,1 milhões de euros deverá ser, assim, repartida caso não seja chumbada pelo Representante da República: 3,6 milhões de euros para o PSD-M, 754 mil euros para o PS (que nesta legislatura tem menos 12 deputados), 216 mil para o CDS/PP-M e PCP-M e 108 mil euros para os partidos com deputados únicos (BE-M, MPT-M e PND-M).

A Assembleia Legislativa passou, em 2007, de 68 para 47 deputados.

A nova Lei estabelece um novo cálculo de aferição substituindo o referencial do Salário Mínimo Nacional pelo do Indexante de Apoios Sociais (equivalente à taxa de inflação), passando cada deputado a valer cerca de 108 mil euros/ano.

Na ocasião, o deputado do PSD-M Élvio Encarnação defendeu a necessidade desta alteração por ser «importante adoptar como unidade de referência para o cálculo da subvenção pública o I.A.S já que o Salário Mínimo vem sofrendo aumentos significativos, prevendo-se que se mantenha tal tendência, o que elevaria, de forma excessiva, a subvenção pública de financiamento partidário, incompatível com as actuais dificuldades financeiras do Estado e a crise que o País atravessa».

«Os partidos com representação parlamentar dispõem, para utilização de gabinetes constituídos por pessoal da sua livre escolha, nomeação e exoneração, de uma verba anual calculada nos seguintes termos: 4 x 14 I.A.S (Indexante de Apoios Sociais/mês/número de deputados)», refere a nova Lei Orgânica, que tem carácter retroactivo a 06 de Maio de 2007, data das últimas eleições legislativas regionais.

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Coelho e os 30 euros para os idosos

Uma entrada de Rui Caetano no Urbanidades da Madeira

Faço só um acrescento: e os subsídos da FSD aos militantes da JSD a estudar fora da Madeira?



Ainda o Deputado do PND. Tenho ouvido algumas pessoas ligadas à política dizerem que a entrega dos 30 euros aos idosos é demagogia, é uma tentativa de comprar votos, é não saber fazer política a sério, é enganar os madeirenses e é a prova de que este partido não tem propostas para resolver os problemas da Madeira.
E eu pergunto sempre a essas pessoas: o que é que dizem do PSD-Madeira oferecer em época de eleições telha, blocos, cimento, tintas, brinquedos, azeite e leite? E no Natal, as ofertas dos cabazes de compras e mais brinquedos às crianças? E as viagens e os passeios que oferecem aos idosos? O deputado Coelho oferece 30 euros e qual é o problema?
A lógica de muita gente ligada à política é que se estas coisas forem feitas pelo PSD-Madeira representa inteligência política, significa saber fazer política, significa que o partido tem uma estratégia muito bem delineada. Significa que o PSD-Madeira sabe ganhar eleições. Mas se as mesmas coisas forem feitas pelos partidos da oposição já é demagogia e falsa política.
O deputado do PND decidiu entregar aquele dinheiro aos idosos e tem esse direito. Quem define a estratégia política do PND são os responsáveis pelo partido e não os outros.
Podemos e devemos comentar as estratégias dos outros, podemos e devemos discordar, argumentar, mas também concordar. Os eleitores é que vão dizer se gostam ou não desta forma de fazer política.
Este é o modo deste pequeno partido fazer a sua política e pelas reacções que tenho ouvido parece que tem atingido os seus objectivos.
O PSD-Madeira sempre fez este tipo de política ao longo dos 30 anos que governa, com mais poder, mais dinheiro etc, e os resultados estão à vista de todos.

Rui Caetano

CONVENTO DA SERRA DE OSSA

sábado, 20 de dezembro de 2008

AS DIFICULDADES DO PSD - PACHECO PEREIRA

Com a devida vénia ao Abrupto



AS DIFICULDADES DO PSD




As faltas dos deputados do PSD que assinam para receberem o dia e não terem registo de ausência e depois se vão embora, dificilmente levarão à sua responsabilização dentro do PSD. Por que razão é que andar em jogos de futebol (como também faz o PS como “trabalho político”), ou jantares de clubes desportivos até à madrugada, não é “trabalho político”? Ou havendo um Alfa pendular que traz as pessoas do Porto a Lisboa a mais que horas de votarem, apenas com a maçada de se terem que levantar cedo, não deixa de ser desculpa válida? Who cares?




Naquilo que puder ser usado para combater Manuela Ferreira Leite ou o líder parlamentar de sua confiança Paulo Rangel, as faltas dos deputados do PSD serão glosadas até ao limite, como faz habitual e trivialmente Menezes, mas olhar para quem falta como gente que prejudicou mais uma vez a imagem do PSD, isso não corresponde aos costumes de parte da casa. A intriga tem tradição, a responsabilidade não. São todos “PSDs” genuínos, da camisola, por isso ninguém lhes pedirá contas por nada, até porque muitos deles estão seguros pelo seu controlo de estruturas locais que os proporão de novo aos lugares de deputados, façam eles algum trabalho no parlamento ou passem pelos interstícios do livro de presenças sem ninguém dar por ela.




Aliás o mesmo acontece com outros “casos”, em particular os que envolvem figuras do PSD em actos eticamente reprováveis, em ilegalidades ou corrupção, ou a enormidades políticas como foi o caso do banimento ilegal de um deputado na Madeira pela maioria parlamentar do PSD. Tudo isto, que faz estragos enormes à credibilidade do partido, é visto como inimputável internamente, sem nunca se assumirem ou pedirem responsabilidades políticas. A fúria vai mais contra o facto de eu estar a escrever isto, preto no branco, do que com o que aconteceu. Como eu os percebo, tanto mais que na lista dos faltosos estão muito bem representados deputados que foram escolhidos em função das amizades e fidelidades com o líder de então e por isso estão hoje muito “desmotivados”.




Uma das razões porque alguma gente fica muito irritada quando eu falo do PSD é porque eu insisto em que os factores de crise do partido são estruturais e convém a essa mesma gente que sejam apenas conjunturais, ou seja de liderança. No momento actual convém lembrar essa diferença, porque ela não só ajuda a explicar muita coisa, como é essencial para se perceber os problemas de um partido que teve no passado na vida pública portuguesa um papel decisivo e que não é líquido que o torne a ter, se não se defrontarem os problemas de fundo.

Uma das razões que agravam a crise estrutural é que ela não se manifesta da mesma maneira em todos os níveis de actividade do PSD. Para efeitos de simplificação, distingo três níveis de actividade partidária, a do partido propriamente dito (e da JSD e dos TSD), a autárquica e a nacional. O nível autárquico está de um modo geral bem, o PSD continua a ser um grande partido autárquico e regional, embora mesmo aí as tensões que afectam os outros níveis de actividade partidária possam hipotecar o seu futuro.




É a nível partidário e nacional que existem problemas estruturais graves, nalguns aspectos mais graves no PSD, embora também existentes no PS onde são disfarçados pelo exercício do poder. A nível partidário, o PSD está a tornar-se uma organização local complementar das autarquias, com a mesma lógica do poder local e com diminuta projecção numa actividade cívica com significado nacional. A vida interna das secções e distritais, esmagadormente dominada por um sindicalismo da própria estrutura, que passa pela sua “representação” no partido, - daí muitas vezes a inflação artificial de militantes para garantir mais lugares de delgados e maior “força” da distrital junto da direcção do partido, ou da secção dentro da distrital, - de muita competição interna por lugares e jogos de influência de grupos, raras vezes se projecta de forma qualificada na vida do país. As estruturas fecham-se num universo cada vez mais dominado pela partilha dos bens escassos a que tem acesso, recebem com hostilidade qualquer iniciativa vinda de independentes ou simpatizantes, cujo “protagonismo” é logo atacado, porque parece uma ameaça aos que já lá estão ou à segunda leva que conta vir a lá estar. É raro existirem actividades políticas propriamente ditas que não passem pela ocupação dos cargos públicos – os comunicados contra o PS são dominados pela disputa pela ocupação de lugares na administração e nas empresas públicas ou municipais – e pela intriga interna. E pior ainda, existe muito tráfico de influências, muito lobiismo, e corrupção.




O pais conta pouco, o bem público muito menos e o partido, apesar de estar sempre na boca de muito gente como se fosse um clube de futebol, fora das benesses que a cada um pode dar, conta ainda menos. Tornadas máquinas de pequenos poderes e pequenas influências, as secções partidárias não existem enquanto braços de um partido nacional, que é suposto representar uma “parte” da opinião dos portugueses com uma visão própria, programática e histórica (no sentido da história como “programa não escrito”) própria. Esta desertificação que nasce em baixo, produz os deputados que acham absolutamente normal passarem quatro anos no parlamento como uma sinecura suplementar e por isso não estão dispostos a prejudicarem o seu fim de semana alargado com votações.




O pior é que esta degradação dos aparelhos partidários (insisto, comum ao PSD e ao PS) sobe como as heras pelo edifício partidário acima e destrói tudo o que vive pelo caminho. O único dirigente do PSD que percebeu a correlação entre o “estado” do partido e a crise da sua projecção nacional, que percebeu que existe uma relação directa entre o desprestigio da vida partidária e os factores de crise da representação democrática, cada vez mais graves e ameaçando a democracia, foi Marcelo Rebelo de Sousa. Cavaco deixou a coisa degradar-se por baixo, pensando que podia escapar na governação aos seus efeitos. Quando hoje o caso do BPN o assalta, paga o preço dessa falta de atenção. Durão Barroso fez todos os acordos necessários para sobreviver, até porque era visto como suspeito e estranho. Marques Mendes, que vinha do interior da casa, compreendeu o problema, tentou defrontá-lo e foi varrido do mapa pelo mesmo Menezes que, junto com Valentim Loureiro, foi a oposição a Marcelo.




Manuela Ferreira Leite ganhou quase por milagre, representou um (último?) sobressalto do PSD do passado, o partido reformista fiel à génese social-democrata de Sá Carneiro e que conheceu em Cavaco Silva o seu grande executivo. Mas a maioria das estruturas do partido e o tipo de militantes que recrutam cada vez mais como sua “massa de manobra”, a última coisa que querem ouvir falar é na regeneração do partido, que sabem só poder ser feita contra os interesses instalados e pela mudança das pessoas. E não querem saber para nada do facto da maioria dos eleitores reais e potenciais do PSD desejarem um partido diferente, credível, sério e mais honesto.

No topo, uma direcção séria que queira contrariar este estado de coisas só pode contar com uma luta feroz de cada pequeno interesse ameaçado. E, ou claudica, como de alguma maneira fez Marcelo, após um arranque corajoso, ou está permanentemente num ambiente de guerrilha que a comunicação social alimenta com avidez. E pior, encontra um partido sem quadros qualificados, sem interlocutores viáveis para a sociedade, sem trabalho nem estudo feito para corresponder aos problemas do país e que não muda com qualquer passe de mágica, nem com karma, nem com a projecção a nível nacional de políticas de proximidade que resultam nas autarquias e nas regiões, mas que a nível nacional significariam mais populismo e menos qualidade na política e na governação.

E por isso tudo é frágil e vai continuar a ser frágil, e pode cair como um castelo de cartas a qualquer momento.

(Versão do Público de 13 de Dezembro de 2008.)

ENTREVISTA DO JORNALISTA RUI COSTA PINTO AO DIABO

A não perder a entrevista do jornalista Rui Costa Pinto ao jornal Diabo desta semana.



Permite ficar com algumas certezas sobre aquilo de que se desconfiava, sobre o verdadeiro nojo em que se tornou a política portuguesa.

Para começar, deixo-vos apenas um sub-título:

"Fui recebido pelo Conselho Regulador da ERC, no dia 31 de Janeiro de 2007. Coloquei em cima da mesa uma questão simples: o que deve um Jornalista fazer perante uma decisão editorial que o impede de publicar relatos indiciadores de crimes e abandona fontes de informação? Fiquei à espera de uma resposta. Até hoje..."

ERICEIRA

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Parque Temático de Santana - Mais um BURACO do regime!

A Sociedade de Desenvolvimento do Norte da Madeira, S.A. foi criada pelo DLR n.º 9/2001/M, de 10 de Maio7 8, que aprovou igualmente os respectivos estatutos, sendo, nos termos do n.º 1 do seu art.º 1.º, uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, que se enquadra na noção jurídica de empresa pública (regional) fornecida pelo n.º 1 do art.º 3.º do DL n.º 558/99, de 17 de Dezembro9, e em que são accionistas a RAM, e os Municípios do Porto Moniz, de São Vicente e de Santana.

De acordo com o texto preambular do DLR n.º 9/2001/M, as razões que presidiram à constituição da SDNM, S.A. assentam, em síntese, na necessidade da criação de instrumentos complementares de intervenção a nível local, visando a dinamização e o desenvolvimento integrado e equilibrado dos referidos concelhos do Norte da Madeira, a concretizar através duma parceria institucional entre o Governo Regional e os correspondentes Municípios.

A SDNM, S.A. pretende assim, numa filosofia de selecção de empreendimentos que tenham acima de tudo uma perspectiva de rentabilidade, pois visam não só a maximização das novas oportunidades de investimento, mas também que os mesmos sejam alcançados à luz da eficiência da gestão, bem como da melhor aplicação dos fundos e sistemas comunitários, nacionais e regionais destinados ao desenvolvimento regional.


No Plano de Actividades 2002/2004 constava a seguinte previsão de custos para o Parque Temático:

Custo Total 19.950.000,00
Orçamento Regional 3.726.063,00
POPRAM III 9.975.000,00
Outras Fontes 6.248.937,00

No entanto, pouco mais tarde, o Investimento e financiamento global dos projectos constante na análise preliminar de viabilidade económica do portfólio de projectos era:

Custo Total 22.203.000,00
Capital 3.246.000,00
POPRAM III / SIVETUR 9.975.000,00
Outras Fontes 8.982.000,00

Na realidade e comparando com os valores da análise preliminar, foi necessário um reforço de 19.002.911,14 euros, sendo pois a derrapagem nos custos de 85,6%!

Decomposição dos 41.205.911,14 gastos:

Aquisição / Expropriação de terrenos 357.611,60
Valor da adjudicação 24.497.736,69
Trabalhos a mais e a menos 4.564.208,58
Projectos e Fornecimentos 7.493.992,53
Fiscalização 200.168,87
IVA 4.092.192,87
Total por projecto 41.205.911,14

No relatório do Tribunal de Contas relativoa 2006, é referido que o imobilizado é de 38.238.000, pelo que iremos trabalhar com esse número, dando de barato os restantes 3 milhões (que se calhar foram a custos...)

O Parque Temático da Madeira (PTM), situado no Concelho de Santana, ao sítio da Fonte da Pedra, pretende ser um centro atractivo onde se possa associar e complementar os aspectos históricos, patrimoniais, de desenvolvimento tecnológico e de ambiente cultural que caracterizam a RAM.

O recinto do Parque Temático é constituído por diferentes segmentos operacionais e complementares, compreendendo as seguintes atracções/exposições:

• Descoberta da Ilha;
• Um Mundo de Ilha/Uma Ilha no Mundo;
• Futuro da Terra;
• Circuito Zoom in – Zoom out;
• Comboio do Monte;
• Circuito de espelhos;
• Lago com barcos;
• Viagem fantástica na Madeira;
• Artesanato (embutidos, tecelagem, bordados, vimes e latoaria);
• Campo de desportos radicais.
O empreendimento dispõe ainda de estacionamentos, restaurante, cafetaria e self-service e lojas de vendas de artesanato regional e de artigos de merchandising alusivos ao Parque.


O projecto do PTM era inicialmente da responsabilidade da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, inscrito pela primeira vez no PIDDAR de 2002, registando uma execução financeira, nos anos 2002 e 2003, na ordem dos € 1.307.554, correspondendo esses montantes a trabalhos iniciais de definição do projecto e inerentes à avaliação e disponibilização dos terrenos.

Dos 41,2 milhões de euros afectos ao empreendimento o montante correspondente às empreitadas de obras públicas é o mais significativo representando 79,7% dos custos, seguindo-se as verbas dos fornecimentos e prestações de serviços com 19,4%. O valor afecto às aquisições de terrenos é reduzido (0,9%) uma vez que a grande maioria dos terrenos foram adquiridos pela SREST, em nome da RAM.


A Zarco Finance, B.V., disponibilizou às Sociedades de Desenvolvimento e à Madeira Parques, S.A., o montante de € 190.000.000, decorrente do empréstimo obrigacionista organizado pelo consórcio bancário internacional liderado pelo Banco Efisa, S.A. e que se destina a financiar o Plano de Investimentos e de Actividades das sociedades que participam no capital social daquela empresa.(SDNM e outras). Os valores a disponibilizar tinham um período de carência de 7 anos e com um prazo de amortização de 20 anos. Taxas: Euribor 6 M +0,425%

Fontes:
Auditoria à Sociedade de Desenvolvimento do Norte da Madeira, S.A. - Ano económico 2003

Auditoria ao financiamento das Sociedades de Desenvolvimento e da empresa “Madeira Parques Empresariais, SA” - 2006


Com este números, vamos então fazer umas continhas!

Podemos começar pelas receitas actuais. Tendo em conta que o preço normal de uma entrada é de 10 euros, pagando grupos, crianças e idosos apenas 8 euros, vamos considerar uma receita média de 9 euros, o que perfaz neste ano (2008) 900.000 euros. (de notar que este valor não chega a atingir 20% do montante previsto para 2006!)

Pelo que pude verificar da análise aos relatórios, não terá sido recebida qualquer verba do POPRAM, pelo que se vai partir do princípio que o recurso a empréstimos foi dum montante de cerca de 35 milhões de euros. Atendendo ao período de carência de 7 anos e aplicando (com alguma boa vontade...) uma taxa de 3,5%, temos só de juros actualmente, a verba anual de 1.225.000 euros! Ou seja as receitas actuais nem cobrem os custos financeiros!

Falta acrescentar muitos custos que não consegui obter, nomeadamente, despesas de funcionamento corrente, reparações/manutenção e eventuais investimentos suplementares. A isto acresce ainda o serviço da dívida decorrente dos sucessivos prejuízos anuais....

A partir do oitavo ano, acrescem as amortizações do capital emprestado, cerca de 2.692.000 euros (e diminuindo os juros pagos em cerca de 100.000 euros por cada amortização)

Por alto e não considerando as despesas de exploração nem novas dívidas teriamos um ponto de equilíbrio só para dívida decorrente do investimento inicial de 433.000 entradas (a uma média de 9 euros). Mais de quatro vezes as entradas deste ano!

E relembrando que estas contas apenas abrangem a parte financeira, a conclusão é clara: O Parque Temático da Madeira é mais um buraco sem fundo a ser pago pelas gerações vindouras. E face a este buraco, nem vale a pena virem com a conversa da utilidade turística, nem do desenvolvimento do norte, porque nada, repito nada, justifica estes valores!

Parque Temático de Santana - FANTÁSTICO!




Parque Temático de Santana com 100 mil visitas em 2008

Epá! Mas vendo bem, 100.000 visitantes por ano, são apenas uns 275 por dia! Com aquela área toda! E aqueles equipamentos todos! E aqueles funcionários todos!

Ui! Que buraco! Mais um...

R.I.P.

Pois é. A coisa aqui está preta...

Um dos principais suportes do regime jardinista está à beira da falência.

Apesar dos múltiplos apoios de que sempre usufruiu, apesar das benesses que chegaram ao ponto de permitir que operasse ilegalmente um heliporto nas barbas da Quinta das Angústias, apesar das facilidades de que sempre gozou na ilha, parece que a situação é desesperada.

Junte-se a uma participação elevada num banco nacionalizado por trafulhices várias um restaurante falido e com processos em cima (ou ameaças, não consegui confirmação sobre se já está nos Tribunais) a um megalómano empreendimento turístico sem vendas e com obras paradas e obtem-se o retrato da falência anunciada.

O poder está a envidar todos os esforços para evitar essa falência, inclusivé com recurso a Lisboa (essa que só os rouba...) mas a situação está bem preta! Mas não deixa de ser caricato que qual menino mimado, o regime que é tão independente e que diz mal de Lisboa várias vezes ao dia, quando surgem problemas vá a correr pedir ajuda!
 
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