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sábado, 12 de março de 2011

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

Ida de Coelho para o PTP leva a cisão no Partido Socialista na Madeira.

Ao que conseguimos apurar, José Manuel Coelho levou dois reforços de peso, para o seu novo partido, ambos vindos do PS-M. Trata-se de dois ilustres ex-militantes que se notabilizaram, um pelo seu trabalho na JS e outro pelos magníficos textos que escreveu para todos os líderes e candidatos a líder do PS-M nos últimos anos.

Ao que conseguimos apurar, Jacinto Serrão, desgostoso com tais abandonos pondera seriamente abandonar a vida política.

domingo, 6 de março de 2011

O NOSSO REPÓRTER ESTAVA LÁ!


E captou a saída do Tribunal Constitucional de José Manuel Coelho e do seu mentor, após se terem ido queixar "aos juízes fascistas" do PND.

Ao que conseguimos apurar, a queixa deveu-se ao facto de este partido querer cumprir os Estatutos aprovados em Congresso pela maioria dos militantes, não aceitando que um sujeito iluminado a quem estes não agradam os quisesse alterar, ao arrepio de toda a legislação e à boa maneira salazarenta.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PS PERDEU OPORTUNIDADE

Ontem, o PS-Madeira podia ter organizado uma festa com a presença do líder nacional José Sócrates

Desta vez seria difícil Sócrates dizer que não podia ir...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Critérios de " Job for the Boys "

Sócrates e AJJ, movimentam os seus quadros principais, de duas maneiras :

a) Para o Governo vão os incapazes !

b) Para as Empresas Públicas vão os capazes de tudo ... !

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

RAUL SOLNADO



Republicação aqui de um texto transcrito no Fumaças em Novembro de 2004:

Uma interessantíssima entrevista a Raul Solnado, no site da Sociedade Portuguesa de Autores:

(RAUL SOLNADO
Actor imenso, homem solidário
)

É lisboeta e tem 74 anos. Bem vividos. Mas o seu sorriso bom e malandro continua a parecer o de uma criança traquinas de quem é impossível não gostar. O seu segredo - se segredo tem - explica-o ele nesta entrevista: o seu projecto de vida nunca foi a riqueza, mas a felicidade.

Solnado começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, na Guilherme Cossul - uma colectividade que nunca (o) esqueceu. Tinha 18 anos. Em 1952 estreou-se "profissionalmente" num show no Máxime e a partir daí não mais parou: opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão. Fazendo rir e pensar. Dono e senhor de uma popularidadade incrível.

O grande salto deu-se na década de 60: o monólogo "A Guerra de 1908", estreado em Outubro de 61, cedo passou a ser a guerra do Solnado e marcou-o definitivamente. Até aos dias de hoje. Foi um golpe de génio e uma batalha gloriosamente ganha na guerra contra a ditadura.

Oito anos mais tarde, em 69, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, averbou outra vitória retumbante: apresentou na RTP um programa inovador que se tornou um marco na programação televisiva : "Zip-Zip". E nessa sua década de ouro fez o que, até hoje, nenhum actor português fez: criou de raiz e dirigiu (de 64 a 70) um teatro - o Villaret.

A lista de trabalhos assinados por Solnado é fantasticamente longa. No seu Parque Mayer fez um mar de revistas, muitas das quais ficaram para sempre no imaginário português. Na televisão, voltou a fazer das suas nos anos 70: o concurso "A Visita da Cornélia" permanece uma referência.

Mas se a década de 60 foi de ouro, a de 80 foi de diamante. O seu melhor trabalho cinematográfico é de dessa época: fez um fantástico papel dramático no filme "A Balada da Praia dos Cães", de Fonseca e Costa, baseado no livro de José Cardoso Pires; foi actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II, como protagonista da peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Manuel de Melo; foi actor convidado do Teatro Nacional de S. Carlos, na personagem Frosch da opereta "O Morcego", de Strauss; fez "O Avarento", de Molière, no Teatro Cinearte, encenado por Helder Costa; e ao lado de Eunice Muñoz fez a telenovela "A Banqueira do Povo".

Em 2001 voltou aos palcos do teatro com um papel de grande relevo na peça de Freitas do Amaral "O Magnífico Reitor". E tendo sido sua a ideia de criar a magnífica "Casa do Artista" - concretizada fundamentalmente por Armando Cortez e Manuela Maria - Raul Solnado, sempre solidário, é o hoje o seu magnífico Presidente.

Ribeiro Cardoso

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As gargalhadas que ganharam a guerra

Raul Solnado é um actor de mil faces mas foi com as gargalhadas que se impôs como uma figura mítica do espectáculo. E quando a guerra colonial era sagrada e indiscutível, ele pôs Portugal a rir-se de uma guerra sem sentido, uma rábula que foi o seu maior êxito de sempre. Ouvide agora senhores, a sua estória de pasmar!

Autores - Costuma dizer que um cómico tem muitos inimigos. Quem são os seus inimigos?
Raul Solnado - O actor cómico é um interventor no plano social, político e até na vida das pessoas que critica, por isso não pode ter a unanimidade universal. O Chaplin tinha imensos inimigos e esses declaravam-se a cada passo. Os meus inimigos não se declaram, mas sei que os tenho, embora não se manifestem.

A - Para os cómicos não há limites?
RS - Para mim tudo é risível mas imponho-me limites. Despejo a minha fúria sobre o pensamento monolítico, critico o que os políticos dizem e fazem, ridicularizo os tiques da sociedade, contexto as injustiças. Só poupo a democracia, é proibido atentar contra o regime democrático. Contra o Presidente da República, também não. Mal vão as coisas quando ele é criticável.

A - Foi por isso que em plena guerra colonial pôs Portugal a rir à gargalhada com a sua versão da guerra?
RS - Aquela rábula tem um início anterior à guerra. Eu fui a Madrid e vi o Miguel Gila representar o texto. Fiquei logo apaixonado pela rábula porque o non sense é o tipo de humor que mais me toca. Comprei o disco, traduzi o texto mas guardei-o, não por temer a censura mas porque tinha dúvidas que as pessoas gostassem daquilo.

A - E quando é que a sua guerra saiu da gaveta?
RS - Foi já no início da guerra em Angola. Eu fui com o Humberto Madeira -um cómico fabuloso - à quermesse do Nacional da Madeira, na Quinta da Vigia, um sítio lindíssimo onde agora está instalado o Governo Regional. Num mês fizemos 45 espectáculos e lá para o fim sentimos que era preciso refrescar o repertório. Disse ao Humberto Madeira que gostava de fazer a guerra, talvez as pessoas gostassem. Ele apoiou-me e avancei. Nessa noite o público riu-se tanto que pediu bis. Foi ali que começou o sucesso da minha guerra...

A - Quais eram as suas dúvidas em relação ao texto?
RS - Não era em relação ao texto, mas ao gosto do público, hoje as pessoas riem melhor que naquela altura. Eu não sabia se um texto non sense ia funcionar. Os cómicos têm sempre essa dúvida. Uma piada leva duas horas a ser construída e depois desaparece como um fósforo. É ao contrário dos cantores que quanto mais cantam um tema, mais ele se populariza e ganha notoriedade.

A - A estória da sua ida à guerra começou na Madeira e depois alastrou a que palcos?
RS - Mal cheguei a Lisboa fui fazer um espectáculo no ringue de patinagem de Oeiras e o êxito foi igual ao da Madeira. Na altura ia fazer a revista "Bate o Pé" e fiquei com a certeza de que a rábula não ia falhar.

A - Mas aí já tinha que submeter o texto à comissão de censura...
RS - Pois, e era uma censura visual e de texto, por isso eu tinha um grande receio que não passasse. O Nelson de Barros, grande jornalista e o maior autor de revistas que conheci, disse-me que mandávamos o texto como sendo para o personagem Cantinflas, uma rábula que tinha feito no teatro Apolo. Quando o texto veio aprovado, ninguém queria acreditar. O problema era a censura visual.

A - Como funcionava essa comissão de censura visual?
RS - No ensaio geral, cinco ou seis censores viam o espectáculo. Depois diziam que era preciso tapar um umbigo, descer umas saias, coisas assim. No Carnaval só se podia dizer merda uma vez por sessão. Como eu não ia vestido de Cantinflas, estava receoso que a rábula fosse cortada. Mas estes textos de non sense têm de ser bem compreendidos, caso contrário não funcionam. E eu disse aquilo a uma velocidade tal que nem eu próprio percebi o que dizia. Os censores também não perceberam e, no final, um deles disse-me que estava tudo aprovado mas deu-me um conselho: olhe lá, não faça aquilo da guerra, não tem piada nenhuma! E eu disse-lhe que era obrigado a fazer mas que então só fazia aquilo na estreia. Como já sabia o que vinha a seguir, pedi à Valentim de Carvalho que gravasse aquilo na estreia e lançasse o disco. Depois era impossível travar a rábula. Os censores ficaram baralhados com o Cantinflas!

A - Nessa altura já tinha grande notoriedade como actor?
RS - Nem por isso. Curiosamente, a crítica só começou a dar por mim, quando no teatro Apolo fiz a rábula do Cantinflas, em 1954.

A - Só para informação dos nossos leitores mais jovens, imitava o actor mexicano Mário Moreno, mais conhecido por Cantinflas?
RS - Exactamente. O Cantinflas era um cómico que teve êxito mundial nos anos 50 e 60.

A - Depois da sua versão da guerra continuou a fazer coisas subversivas?
RS - Sempre que pude. Em 1972, lancei "Os Malmequeres" na revista "Prá Frente Lisboa". Era uma canção altamente subversiva, oito quadras violentíssimas. A primeira era assim: "Português, ó malmequer/ em que terra foste semeado/ Português, ó malmequer/ Cada vez andas mais desfolhado". Os censores queriam que eu cortasse a palavra "português", mas se o fizesse aquilo perdia o sentido. Continuei como se nada fosse e eles ameaçaram-me. Puseram dois censores no camarote do teatro para vigiarem se eu cumpria as ordens da censura. Mas como entretanto saiu o disco, eles desistiram.

A - Vamos para o presente. Temos bons autores de humor?
RS - Sempre tivemos bons autores e bons cómicos, mas o humor é dinâmico, as coisas mudam. Andei a pesquisar rábulas antigas e constatei que o humor nos anos 40 e 50 era muito frágil. Hoje temos autores em qualidade e quantidade, a fazerem excelente humor. Eles têm outra cabeça, já não pensam como os autores do meu tempo. Dadas as condições existentes, o panorama podia ser melhor, mas é um género muito difícil.

A - Onde está a dificuldade?
RS - Eu pergunto: porque razão existem no mundo milhões de actores e só temos 50 bons cómicos? Como dizia o António Aleixo, nós precisamos de ver as coisas mais além. Está aí a dificuldade.

A - Os cómicos, para fazerem rir, têm de ver mais longe?
RS - Eu sempre disse que os cómicos são tristes e sisudos porque têm mágoas profundas. Nós temos de ver o ridículo com uma lupa muito grande e isso magoa. É por esse lado que vemos mais longe.

A - E quanto ao humor fácil?
RS - Isso não é comigo. Fui convidado para o programa "Cabaré da coxa" e perguntaram-me porque razão eu não gosto que os cómicos usem palavrões. O tipo que faz de papagaio soltou logo uma série de palavrões e ficámos todos a rir. Não foi humor fácil, foi alguém que desorganizou aquilo tudo. O cómico é um desorganizador por excelência. Mas tenho pena do público que se ri dos palavrões. Tenho imensa pena de um cómico que precisa de dizer palavrões para provocar o riso.

A - E os seus textos?
RS - Eu ao nível to texto traduzi muitas peças, escrevi "Há petróleo no Beato" e adaptei, com o César de Oliveira, "Isto é que me dói", uma peça do brasileiro Paulo Pontes que é uma crítica violentíssima ao nosso sistema de saúde.

A - E a guerra...
RS - Foi apenas uma tradução com ligeiras adaptações. Eu só interpretei essa rábula três anos e os seus ecos chegam aos dias de hoje.

A - Face ao sucesso estrondoso que teve, porque abandonou essa rábula?
RS - Um dia fui ao Barreiro fazer a guerra e o público sabia o texto de cor, os espectadores começaram a fazer de ponto. Depois chegava a outro sítio e toda a gente dizia o texto antes de mim e eu pensei que era melhor parar. Por muito dinheiro que eu ganhasse com a rábula - e se ganhei! - não queria ficar agarrado àquele boneco. Profissionalmente, fui sempre muito inquieto.

A - Está a representar no Villaret, que já foi o seu teatro...
RS - O meu sonho era ter um teatro meu, para fazer o que quisesse, nunca quis ser empresário. Investi tudo o que tinha no Villarett e perdi tudo. No 25 de Abril eu estava na Roménia e mal soube da revolução vim logo para Portugal. No Brasil estava a fazer grande sucesso a peça "Liberdade, Liberdade", do Millôr Fernandes, que é o maior humorista do mundo. Havia bichas infindáveis para ver a peça, que tinha o Paulo Autran no papel principal. Mandei vir a peça para cá. Tinha no elenco a Maria do Céu Guerra, o João Perry e o Sérgio Godinho. Aquilo batia em tudo que estivesse contra a liberdade, fossem os americanos ou os soviéticos. Havia bandeiras vermelhas por todos os lados, uma coisa muito bonita. Mas foi um fracasso tão grande que perdi tudo o que tinha e o próprio teatro...

A - Como se explica isso, num momento em que a revolução saiu à rua?
RS - A peça subiu à cena numa altura em que já se desenhava o crepúsculo da revolução. Foi a minha ruína económica.

A - E o seu novo espectáculo, também no Villarett?
RS - Está a correr bem. Os espectadores acompanham a minha memória de 50 anos de carreira. Há umas fotos que fazem de âncora da memória e depois eu digo o que me vem à cabeça. Os miúdos - vão imensos! - gostam porque não sabiam que as coisas antigamente eram assim.

A - É um tributo a si próprio por meio século de carreira artística?
RS - Este espectáculo é para percorrer o país e conhecer melhor o público. Portugal é uma maravilha, encontro pessoas fabulosas, come-se e bebe-se bem. Isto é para trabalhar mas também é para me divertir. Quero andar por aí a conhecer pessoas que tenham algo para me ensinar.

A - Mas Portugal está a passar um mau bocado...
RS - Pois está. Neste momento, se não fizéssemos parte da União Europeia, Portugal estava como o Uganda e nas próximas presidenciais era eleito um sargento para Belém. Mas a democracia portuguesa está amparada pelas estacas da União Europeia, é irreversível.

A - Mas não há demasiado ódio à liberdade?
RS - Eu tenho uma paixão imensa pela liberdade. Aliás, acho que o amor àliberdade já nasce com as pessoas e eu nasci com esse amor. Pelo que conheço dos portugueses, penso que, apesar de tudo, ainda existe uma imensa maioria que tem a paixão da liberdade e da democracia.

A - Já alguma vez esteve na política?
RS - Eu fui militante do Partido Socialista durante dois anos. A seguir ao 25 de Abril, entendi que era um dever cívico aderir a um partido e lutar pelo regime democrático. Participei em comícios de norte na sul de Portugal. Quando foi aprovada a Constituição e elegemos os deputados à Assembleia da República abandonei o partido. Penso que um actor não deve ter actividades partidárias. Antes quebrei essa regra porque a democracia assim o exigiu.

A - A crise económica não pode pôr em causa o regime democrático?
RS - Não pode, temos o dinheiro da União Europeia a proteger-nos. O fascismo é uma coisa baratucha. O ensino, a saúde, os salários, o partido único, as eleições a fingir, é tudo muito barato. A democracia fica caríssima. Nós exigimos elevados padrões na educação, na saúde, na Administração Pública, queremos salários dignos, elegemos os nossos representantes no Poder Local e na Assembleia, elegemos o presidente da República, tudo isso fica muito caro. E depois temos por aí uns senhores que adoram dinheiro, gostam de coleccionar aquela porcaria. Se não estivéssemos na União Europeia a democracia já há muito estaria em perigo.

A - E a si, como é que a crise lhe bate à porta?
RS - A mim, a crise económica não me afecta, porque nunca tive um projecto de fortuna, o meu projecto é de felicidade. E a tal paixão pela liberdade que sempre me acompanhou.

A - Como vai a Casa do Artista?
RS - É um projecto ao qual dedico grande parte do meu tempo. Agora sou o presidente da Direcção e por isso tenho de seguir de perto os seu dia a dia. Isto foi uma ideia que me assaltou desde os tempos do Brasil. Lá havia o Retiro do Artista, mas eu achava que a palavra "retiro" era muito forte e quando, em 1960, apresentei o projecto aos meus colegas, já foi como Casa Artista. A ideia andou a germinar durante muitos anos e, um dia, o Armando Cortez decidiu pô-la em prática. Durante a direcção dele eu vinha aqui todos os dias ajudá-lo. Em quatro anos mobilámos estes 12 000 metros quadrados com coisas que nos foram oferecidas! Mas quando ele começou a ficar muito doente, pediu-me para eu assumir a direcção e cá estou.

A - E apoios?
RS - Temos apoios públicos e de particulares. Isto só por si não anda. A factura de gás e electricidade é superior a mil e quinhentos contos por mês. As reformas dos 73 utentes são muito baixas, temos que encontrar apoios que, felizmente, não têm faltado. Ultimamente até temos doações de particulares em dinheiro e propriedades.

Artur Queiroz

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MICHAEL JACKSON e MADOFF

Um pouco de humor negro:

A câmara hiperbárica onde dormia Michael Jackson e que lhe iria permitir viver até aos 300 anos, vai ser entregue a Madoff, para que este possa cumprir a pena a que foi condenado na totalidade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

ÚLTIMA HORA !



Alberto João Jardim vai matar um dos célebres mosquitos do Funchal na sua próxima aparição televisiva em reacção ao brutal assassinato de uma indefesa mosca pelo presidente dos Estados Unidos, durante uma entrevista televisiva.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OS SALTEADORES DA BANANEIRA PERDIDA



Originariamente publicada no jornal o "Garajau", a Banda Desenhada "Os Salteadores da Bananeira Perdida", retrata uma realidade que acontece diariamente no "Reino do Trolóló", onde o rei e a sua corte são expostos de forma perturbadora e mordaz, pelo traço e texto impiedosos de Eduardo Welsh.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O QUE ESTARÁ NAS MALAS?

No hemiciclo mantém-se a expectativa sobre o que poderá fazer o deputado do PND que chegou ao parlamento com duas malas grandes. José Manuel Coelho prometeu mais uma acção polémica.

Coelho levou uma grande mala para o palanque, mas não a abriu.



Serão fotos autografadas de A.J.J.?

Serão bandeiras do Marítimo?

Será o equipamento de snorkeling do Coelho?

Será a Linda de Suza?

Será um frasco de veneno?

Será o equipamento para uma sex-shop a abrir em breve no Funchal?

Será....?

O que será?


PS: Aposto que alguém que ontem estava muito preocupado nem vai dormir esta noite a pensar no que estará na mala...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

MAIS NOTÍCIAS DO PRINCIPADO DO ILHÉU DA PONTINHA

Isto agora já mete petróleo - logo está iminente a invasão da Madeira pelos americanos...



Exa. Sr. Director Regional dos Assuntos Fiscais da R.A.M.

Assunto: Reclamação Graciosa

Processo nº 30.54 - N 2810200704003381


Renato Barros dono e legitimo proprietário do ilhéu da Pontinha, que foi alienado conforme anuncio no diário do governo a 25 de Agosto de 1903, e vendido em hasta publica a 3 de Outubro do mesmo, por carta regia de El-rei D. Carlos, com publicação nos documentos oficiais do Reino.
I
Como se refere a compra foi efectuada em 1903, no âmbito da lei vigente naquele tempo.
II
Foi feita reclamação graciosa, quanto ao pagamento do I.M.I., com respectivo recurso hierárquico, obtendo sempre decisão de indeferimento.
III
Assim, não concordando com o teor do despacho, de indeferimento uma vez que é hermético e não transmite a realidade dos factos, cai no desagrado político do cidadão.
IV
O despacho, em causa não teve em atenção a legislação de 1903, mas sim a lei vigente lesiva dos legítimos interesses do cidadão.
V
É certo que, nos dias de hoje temos uma constituição e um conceito de Estado totalmente diferente de 1903.
VI
Assim, com a venda, o rei alienou a posse e a soberania de uma território, o ilhéu da Pontinha.
VII
Nos dias de hoje dir-se-ia que passou do domínio público para o domínio privado, ao tempo não era assim
VIII
Naquele tempo, no ano de 1903, o que aconteceu é totalmente diferente do que aconteceria, se tivesse sido efectuada a transacção nos dias de hoje.
IX
Mesmo assim, não é tão linear, como a administração pública considera, pois temos casos semelhantes nos dias de hoje vendas, compras e doações com transmissão de soberania, por ex. As ex-ilhas que Portugal comprou em 1971, bem como a cedência do território Macau e do Forte de São João Baptista de Ajudá, agora Benin, e de outros casos também internacionalmente conhecidos como a Gronelândia, etc.
X
Nesta óptica, o ilhéu da Pontinha não é pertença portuguesa, não está sob a soberania nacional, pode não ter qualquer soberania enquanto não for declarada e reconhecida intencionalmente, com base na carta régia, mas é neutro, é plena omissão, está em estado latente que pode renascer a qualquer momento, a realidade é que existe mesmo.
XI
O que, certo é, e realidade actual, é que não está sob a jurisdição portuguesa, muito embora a administração fiscal queria tributar um território que não é nacional, pois as autoridades portuguesas abandonaram, desprezaram, não reconhecem o Ilhéu da Pontinha como território Nacional
XII
Deve o Estado português, como Estado de Direito, que se diz, que é conhecedor do Direito Internacional Publico deixar de interferir no território que não lhe pertence, há mais de uma centena de anos.
XIII
O Estado português, não pode ignorar a destruição do seu ícone, que era seu, dos descobrimentos e da expansão marítima europeia e depois vendeu-a, para daí recuperar o outro ilhéu e construir o seu porto de mar. O Ilhéu da Pontinha tem história que, dentro em breve, vem a publico com as devidas consequências politicas.
XIV
Deve desde já o estado português abster-se de ocupar parte e continuar a destruir o que resta do ilhéu que vendeu, sendo que o prejuízo causado e analisado pela World Monuments Fund, pela UNESCO e pela instituição Europa Nostra está computado em 50.000.000.000,00 euros (cinquenta mil milhões de euros)
XV
Deve o Estado português repor a situação “in natura” do ilhéu, respeitar as fronteiras e as águas marítimas internacionais, bem como proceder á indemnização pela destruição e ocupação selvática. Peçam pareceres aos doutos constitucionalistas.
XVI
Circulará pela comunidade internacional via diplomática (embaixadores do Principado nos diferentes países pertencentes e não pertencestes á ONU e via Internet a todos os estados organizações internacionais que já responderam a este Principado, e a todos os grupos de qualquer religião e etnias, as atrocidades cometidas por um Estado que se diz de direito democrático.
XVII
Em proveito, do governo, e de privados portugueses, e dos novos ricos, o ilhéu é atravessado por várias condutas contra a vontade do dono e legitimo proprietário, pois nunca ninguém pediu autorização para tal, não foi feito qualquer contrato nem, até á data houve pagamento de qualquer renda. Devendo desocupar de imediato, o ilhéu da Pontinha. Sempre o signatário demonstrou o seu desagrado.
XVIII
O recurso aos tribunais nacionais, com uma providencia cautelar, sem audição da parte contrária, para retirar as condutas e obter as indemnizações será intentada em tempo útil, se julgar competência aos tribunais portugueses que se dizem independentes do poder politico, o que na maioria das vezes parece fazer o jogo dos interesses dos políticos do governo e de grandes grupos económicos e dos novos ricos (exs.: casa Pia Apito Dourado entre outros)
XIX
De seguida haverá recurso para os tribunais internacionais criando vários incidentes diplomáticos com cidadãos das mais diversas nacionalidades, principalmente de países árabes que já se disponibilizaram, e estão instruídos para tal, e que defendem a causa do Principado do Ilhéu da Pontinha.
XX
Uma empresa contratada pelo Principado, esteve recentemente nas nossas aguas territoriais á vista de toda a gente e do poder politico, e depois de uma cuidada analise por equipamentos específicos para o efeito concluiu a existência de uma das maiores jazidas de petróleo do mundo cuja produção rondará os 50.000 barris por dia, estando já preparado uma outra equipa para ali deslocar a respectiva a logística, a fim de estudar e rentabilizar o investimento autorizado pelo principado de acordo com a lei internacional do mar e do DIP.
Não esquecer que o mar é a nossa grande fonte de riqueza, quanto ao ilhéu tem a Sua própria história.
Tal estudo encontra-se na posse de uma empresa japonesa e cópia em poder do signatário. No arquivo Nacional de Londres, tal como original da Carta Régia, assim, como a constituição do Estado livre e soberano Principado do Ilhéu da Pontinha e a sucessão ao trono. Escusado será dizer que o Príncipe foi já ameaçado por ter solicitado ao governo português esclarecimentos sobre o mesmo, sendo que a resposta do Governo português foi sempre nula (não responderam).
XXI
A tripulação do navio americano que o Principado requisitou para as pesquisas que juntamente com outras embarcações colaborou nos trabalhos de investigação aquando da passagem pelo Principado, foram solicitados os carimbos nos passaportes e livros de bordo, bem como de toda a tripulação de bordo pedido que foi aceite pelos serviços de Fronteira do Principado.
XXII
Interessado em celebrar contratos com petrolíferas, pois já foi contacto, por vários agentes, que não reconhecem a soberania de Portugal, sobre o ilhéu e, respectivas aguas e espaço aéreo face á carta regia de 1903.
XXIII
O gabinete institucional do principado tem sido contactado para celebrar parcerias alienando partes indivisas do imóvel a grupos internacionais, que ainda só não concretizou por desconfiar que se encontrem ligados ao terrorismo.
XXIV
Perante tais situações convido o governo português a definir as fronteiras, como está rigorosamente descrito na Carta Regia e comprovada pelos documentos das autoridades portugueses no ano de 2008, antes que seja hasteada à revelia a bandeira, do Principado, a criação do respectivo offshore e evitarmos um conflito diplomático ou até ser o detonador para a 3ª guerra mundial, tendo em nosso poder antimatéria, o equivalente a 25 bombas atómicas de Hiroxina.
XXV
Não pode pois um Estado de Direito, dito democrático, impedir que, noutro território, o seu legítimo povo faça o que bem entender. Desde obras, governar como deve governar segundo as suas ideias e, respeitando sempre os auspícios da Carta das Nações Unidas e que não coloca em causa a politica de boa vizinhança
XXVI
O cidadão subscritor tem sido esquecido, deliberadamente ignorado pelas autoridades portuguesas que é pior que ser perseguido, pois a mesma arma pode ser usada no inverso
XXVII
Com o governo é evidente que o diálogo se torna impossível, pois em ditadura o ministro dos negócios estrangeiros, Luís Amado referiu no dia 13 de Julho em Paris que
«A alternativa ao diálogo é a guerra.»
Neste termos solicito que seja revisto o referido despacho de indeferimento do I.M.I. e tida em conta a de transferência da independência e, não pertença á soberania portuguesa, do nosso Ilhéu da Pontinha.
XXVIII
Aproveito a oportunidade para convidar Vª Ex.ª a assistir ás cerimoniais do Dia Nacional do Principado (como podem ver o país, embora muito pequeno, tem uma identidade própria) convite feito a todos os países do mundo e organizações que se debrucem sobre os direitos humanos e pela legalidade e da justiça, e esperamos a vossa confirmação.
XXIX
Esta carta dirigida ás autoridades portuguesas depois de devidamente certificada é entregue á autoridade competente é reenviada aos mais diversos departamentos de Estados democráticos, como prova de boa fé deste ilhéu que agora ressuscitou.
XXX
A definição de fronteiras é muito importante porque tempo houve em que as autoridades policiais portuguesas interferiram e chegaram ao ridículo de publicarem resoluções em órgãos oficias portugueses, interferindo nos assuntos internos do ilhéu


Com os mais Cordiais e respeitosos cumprimentos

Forte São José 22 de Julho de 2008

_______________________
Nota documento entregue dia 23 Julho pelas 16.15 minutos nos serviços centrais da Direção Regional de Finanças, cuja cópia ficou no serviço do Principado assim como o numero de entrada do respectivo ofício.

Logico será dizer que os serviços do Principado enviaram cópia deste oficio ao Vosso Presidente da REpublica mas que por razões técnocas foi devolvido. Se alguém poder ir a Belem esvaziar a caixa do Presidente agradecia-se: JUnto se anexa a resposta de Belem:
belem_bck@presidencia.pt
A caixa de correio do destinatário está cheia e não pode aceitar mais mensagens neste momento. O Microsoft Exchange não tentará reenviar esta mensagem. Tente reenviar a mensagem mais tarde ou contacte directamente o destinatário.

Se houver alguem com disponibilidade e que queira tentar pode pedir aos Serviços do Principado para ir tentando

domingo, 30 de novembro de 2008

MALANDROS DO PND! AINDA PROVOCAM UMA GUERRA ENTRE A MADEIRA E O PRINCIPADO ILHÉU DA PONTINHA!



in: Principado da Pontinha

Ex. Sr. Povo português
Assunto: Indignação do Príncipe
C/Conhecimento à Comunidade Internacional

Tomamos conhecimento por noticia publicada a 9 de Abril de 2008 no Diário de Noticias que o ilustre e respeitável Sr Deputado do PND, na Assembleia Legislativa Regional, teria proposto, a implantação de um monumento.



O Principado do Ilhéu da Pontinha vem por este modo desmarcar-se da Vossa nobre posição de querer edificar um monumento assinalando o reconhecimento pelos 30 anos de governação, da região a que pertence, em terra alheia.

Não sendo hoje o dia 1 de Abril, data mais apropriada para o que imaginamos ser uma brincadeira, desejamos manifestar, que mesmo assim, não lhe assistia o direito de propor tamanha barbaridade, dado ser publico e do conhecimento de todos que o indevidamente citado Ilhéu, se constitui território alienado por Carta Régia de 1903, emanada por Sua Alteza Real, D. Carlos, Rei de Portugal, que lhe concede, titulariza e consagra, por forma escriturada, registada e publicada ...a posse e o pleno domínio, sem reservas de espécie alguma e promulga o seu consequente abatimento à Fazenda Nacional Portuguesa ...... ( publica forma de redacção igual à Carta Régia que consagra a independência ao Brasil ) portanto, propriedade alheia, desde repetimos 1903, e por consequente direito próprio, um Estado à margem, pelo que
resulta descabida tamanha afronta, que não entendemos nem aceitamos, desejando se registe MAIS UMA VEZ o nosso veemente repudio e protesto.

Mais se exige, seja respeitada em termos, a manifesta condição estatutariamente assumida internacionalmente na declarada vontade do inequívoco posicionamento diferenciado optado, a luz do indiscutível direito internacional, Publico pelos dignitários detentores dos domínios de todo o território terrestre e marítimo pertencente ao Principado, o Ilhéu da Pontinha, que naturalmente tem os seus ídolos.

Deveria sim o ilustre Sr Deputado, sensibilizar, a assembleia, desejada veneranda, para uma demonstração de abnegada idoneidade, restituindo; “o seu, a seu dono “; pelo reconhecimento da legalidade, que deveria ser apanágio de todo e qualquer governante, seu agente ou servidor, para que o Estado, a quem devem a Vossa ocupação na causa pública, tenha honorabilidade e mereça o respeito como pessoa de bem.

Aproveitar a oportunidade para solicitar a Vossa Excelência se digne apresentar na Assembleia da Republica Portuguesa uma proposta de desanexação e independência do território em apreço do seu partido que tem assento na Assembleia Legislativa Regional.

Forte de São José, dia 10 de Abril do Ano da Graça de 2008
Anno a Christo Natto, MMVIII

 
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