quinta-feira, 29 de julho de 2010

BENDITO RALLY!

É isto que dizem nesta altura os habitantes da Serra d' Água ao verem finalmente a ser repostas as estradas que desapareceram na enxurrada de 20 de Fevereiro.

Depois de seis meses completamente esquecidos pelo poder instalado, foi necessário o Rally da Madeira para num instante as estradas principais serem reconstruídas.

As outras? Pelo andar da carruagem talvez dentro de dois ou três anos...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O GRANDE LÍDER ESTÁ GASTO!

Propositadamente esperei alguns dias para ver as reacções ao discurso de Alberto João Jardim na festa do Chão da Lagoa, do PSD Madeira.

E este ano, o acontecimento passou completamente despercebido no continente e acabou por ser muito pouco falado na Madeira!

Este ano A.J.J. não exigiu a independência, não insultou o Primeiro-Ministro nem o Presidente da República e apenas chamou queixinhas ao deputado do PND José Manuel Coelho por este ter feito queixa da Fundação Social Democrata. Isto vindo de alguém como Alberto João Jardim, que segundo a jornalista Maria Henrique Espada diz na biografia não autorizada "O Rei da Madeira" coloca 20 a 30 processos em Tribunal, por dia! Não está nada mal!

Mas foi pouco, muito pouco!

Alberto João Jardim sente claramente que o seu tempo já passou! E as patéticas declarações que fez no fim sobre se vai continuar ou não são disso prova clara... E em condições semelhantes o Ieltsin era bem mais divertido!

domingo, 25 de julho de 2010

DIA DA PONCHA


Hoje é o dia da Poncha, por isso é de contextualizar as habituais bojardas!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

EM TEMPOS DE CRISE A INCOMPETÊNCIA DÁ MAIS NAS VISTAS

Passei o fim-de-semana todo a rir (com coisas tristes, é verdade) depois de ter visto na tv Raquel Drumond Borges França directora regional de Turismo da Madeira dizer que apesar de as taxas de ocupação serem baixas neste momento na Madeira as coisas podem melhorar porque há muita gente que decide o local de férias na véspera ou até no aeroporto no próprio dia de partida!

Estas declarações ridículas só vêm provar mais uma vez que a crise não explica tudo. Há muita incompetência e incapacidade de perceber o que é e o que deveria ser o destino Madeira....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

OUTRA PUBLICAÇÃO IMPOSTA AO JORNAL DA MADEIRA

É a única coisa em que a ERC funciona... Consegue impor ao Jornal da Madeira a publicação de direitos de resposta vários meses depois... Quanto ao resto as suas deliberações são totalmente ignoradas!

Este foi publicado como pretenso esclarecimento e seis meses depois do envio, ou seja em Março deste ano!


Esclarecimento


A publicação do presente esclarecimento é efectuada por efeito de Deliberação do Conselho Regulador da ERC, ao abrigo do disposto no nº 4 do artigo 27º da Lei de Imprensa:

«O Dr. Filipe Malheiro no seu artigo titulado “Bizzarro” ataca os dirigentes do Partido da Nova Democracia e faz certos juizos de valor sobreos acontecimentos ocorridos na inauguração do dia 2 de Outubro que, como admitiu, não presenciou nem viu as imagens. Convém aqui, como protagonizanta e testemunha que fui, descrever o mencionado “acto patético protagonizado por gente idiota, que se aproveitou de um acto público de inauguração, paraarrotara verborreia patética que alimenta uns anormais frustrados” (sic) de forma a elucidar o Dr. Malheiro e seus leitores sobrea motivação das pessoas que participaram nessaacção que, de forma algo caricata, o nosso amigo atribui “à inveja” e à “vingança”, “fascizóide”.

O PND tem estado presente nas inaugurações durante o período da campanha eleitoral para protestar contra a violação da Lei Eleitoral. Há anos que o Presidente do Governo Regional utiliza estas inaugurações para fins politicos e para beneficiar a candidatura do seu partido. A mensagem é alias identica à do partido do poder no período do então Estado Novo que o Dr. Jardim tanto exaltava e defendia. A mensagem desta propaganda é a de que o partido do governo tem obra e o resto não presta. É o velho lema Salazarista do “come e cala-te”. Nas inaugurações Estado-Novistas da Madeira Nova, Jardim vai mais longe e acusa os outros partidos de serem “colonialistas”, “traidores”, “mafiosos”, “fascistas”, “anti-democráticos” e “anti-autonomistas”. Mais grave ainda, Jardim tem, em diversas ocasiões, aproveitado a sua intervenção para incitaro povo ao uso da violência contra aqueles que designa serem seus inimigos, e portanto “inimigos da região”.

No dia 2 de Outubro , o PND mais uma vez compareceu na inauguração, ostentando uma faixa com os dizeres “inaugurações eleiçoeiras, vergonha”. Os elementos do PND acompanharam todo o percurso da Estrada nova, sem qualquer incidente, apesardo Presidente do Governo Regional ter encorajado alguns trabalhadores da Tecnovia a que os agredissem. No fim do percurso, o PND levantou uma segunda tarja que, lembrando a frequente evocação do fascismo nos discursos oficiais de Jardim, perguntava, “quem defendia a ditadura no Voz da Madeira?” Mais uma vez, durante o discurso official, Jardim recordou os tempos do fascismo, o que motivou os dirigentes da Nova Democracia a juntarem-se ao coro, gritando “fascismo nunca mais! Viva a democracia”. Tudo continuou dentro da normalidade, até que um intellectual do PSD, perturbado pelo factor de eu estar a filmar o grande líder, sacou um cãozinho e meteu-se à frente da câmara de video. Este incidente, que durou alguns minutos, acabou por motivar uma gargalhada geral e foi aí que Jardim perdeu a paciência e mandou seus guarda-costas removerem os palhaços do local. Continuei a filmar, apesar das constantes provocações por parte de agitadores do PSD ali presentes. Terminado o discurso de Jardim, outro distinto intelectual do PSD subiu ao pódio onde fez um discurso emotivo, que foi muito aplaudido, inclusive pelo próprio chefe executivo. “Sem o Jardim” gritou o homem, “a Madeira era um enorme galinheiro!” Findos os discursos, dois ou três elementos mais histéricos do PSD, naturalmente sentindo-se autorizados ao uso da violência pelos apelos do Dr. Jardim, incomodados pelo facto de eu ter filmado toda aquela cena hilariante, digna de uma obra-prima de Kusturica, agrediram-me, com o objectivo principal de destruir e tomar posse da máquina de filmar, que felizmente, embora danificada, ficou na minha posse. O filme pode ser visionado pelo nosso distinto colega no site http://www.pndmadeira.blogspot.com/.

Finalmente, aproveito para agradecer o Dr. Filipe Malheiro de ter-nos dado esta pequena oportunidade para podermos esclarecer os acontecimentos daquele glorioso dia. Muito obrigado pela atenção.

Eduardo Welsh, dirigente do PND

7 de Outubro de 2009

quinta-feira, 15 de julho de 2010

JORNAL DA MADEIRA - MAIS UMA CONDENAÇÃO....

Direito de Resposta - A publicação do presente direito de resposta é efectuada por efeito da Deliberação do Conselho Regulador da ERC 22/DR-I/2010



No artigo intitulado ‘É estranho’, publicado no JM no dia 11 de Março, o autor, identificado apenas pelas iniciais C. A., descreve, de forma desprimorosa, a minha atitude, manifestada no exercício do Direito de Resposta, publicado no dia anterior. Mais classificou de estranha ‘coincidência’ o facto de o meu esclarecimento e o do Dr. Marques de Freitas terem sido publicados no mesmo dia. Efectivamente, o meu Direito de Resposta foi publicado no dia 10 de Março 2010, por deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, no entanto, o texto já fora remetido para a redacção do Jornal no dia 7 de Outubro de 2009, ou seja cinco meses antes! Logicamente, ao existir ‘coincidência’, esta é da única responsabilidade da direcção do Jornal da Madeira. Mais, cumpre esclarecer que o Direito de Resposta exercido não se trata, de forma alguma, de ‘soltar’ a ‘bílis’, mas sim de repor a verdade sobre os acontecimentos relatados de forma facciosa, deturpada e insultuosa no artigo respondido. A atribuição do mero exercício de direitos legais e Constitucionais a ódios e animosidades é totalmente desprovida de sentido e cheira às técnicas de propaganda dos piores regimes totalitários do Século XX. Quanto à ‘fortuna’ do Hinton, esta já era considerável antes da família se radicar na Madeira e ter investido na fábrica, fundada mais de meio século antes do estabelecimento do Estado Novo. O que é verdadeiramente estranho é que o Sr. articulista critique as minhas ligações (inexistentes) ao Estado Novo mas demonstre uma atitude totalmente contraditória e hipócrita no seu artigo (...)


Eduardo Welsh

Esta publicação decorreu desta deliberação

terça-feira, 13 de julho de 2010

Em 4 anos, nada mudou....

Uma entrevista de Eduardo Welsh a Roberto Bruno Meijer Loja na dissertação LIBERDADES DE IMPRENSA E DE EXPRESSÃO NA MADEIRA

P. Liberdade de imprensa. Trata-se de algo que existe na Madeira?

R. A liberdade de imprensa, de facto, existe na Madeira. Mas existe quando é criada independentemente. Nós (Garajau) publicamos coisas muito contundentes e controversas. Mas nos média dominante não existe. Havia a impressão que existia liberdade, mas começamos depois a constatar que era tudo controlado, que havia muitas omissões, que havia muitas coisas que não chegavam ao publico, havia outras que chegavam, mas sem os nomes, ou sem a informação mais comprometedora e que de facto… no Jornal da Madeira não existia, e o Diário de Notícias estava controlado, o que “fechava” os dois diários. Chegamos pois à conclusão que não havia (liberdade de imprensa), e por isso criamos uma coisa alternativa.

P. As coisas não acontecem normalmente por uma única razão, mas quando afirma que o Jornal e o Diário estavam controlados, é porque o Governo faz um grande esforço por controlá-los, ou porque os jornalistas se deixam controlar?

R. O Jornal da Madeira é controlado directamente, e quem trabalha lá presta-se a isso. No Diário de Notícias é mais complicado, há um controlo indirecto, havendo uma negociação de interesses, a nível certamente do director, e até dos “donos”, que também nunca expressaram, nunca responderam a qualquer acusação que lhe tenha sido feita pelo Governo Regional. Adoptaram sempre uma posição de subordinação que os tem beneficiado.

P. Mas curiosamente, os resultados do inquérito aos jornalistas referem a existência de maiores pressões sobre jornalistas do Diário de Notícias do que sobre os do Jornal da Madeira…

R. Os jornalistas do Diário de Notícias têm uma expectativa de trabalharem num órgão independente. Os do Jornal da Madeira já sabem o que os espera. Mas há vários jornalistas que saíram do Jornal da Madeira, e referem ter verificado uma mudança para melhor.

P. A postura do GR é conducente a maior liberdade, e a uma maior intervenção do público na gestão da coisa pública? Ou as pessoas hesitam em intervir?

R. Claro (que hesitam), porque há mecanismos de represálias, a par de mecanismos de dependência. E há anos que ninguém cria ondas, ou estas são criadas de forma muito limitada. Há uma aparência de normalidade, que nunca chega a culminar numa situação… normal.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SOCIALISTAS? BURGUESES DO PIORIO É QUE É!

Enquanto vai estrangulando a classe média com cada vez mais impostos a nomenclatura que nos governa vai gastando à tripa-forra! Para eles não há crise!


Apenas alguns exemplos da contenção que os socialistas têm, em tempo de crise:

Inês Medeiros, candidata por Lisboa, com lista entregue no Tribunal Constitucional pelo PS indicando que mora em Lisboa, depois de eleita declara viver em Paris e solicita o pagamento de viagem semanal.

No preciso dia em que aconselha os portugueses a comer mais sopa devido à crise, a Ministra da Saúde almoça faustosamente num caro restaurante da moda em Lisboa.

A pretexto de uma visita aos militares que combatem os piratas da Somália e de uns encontros com dirigentes das Seychelles a propósito da candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU, o Ministro da Defesa Santos Silva e respectiva comitiva deslocaram-se às Seychelles.

Na mesma semana soube-se que a esposa do Primeiro Ministro dos Açores se deslocou em viagem oficial ao Canadá, tendo gasto com a comitiva cerca de 27.000 euros.

Muitos outros exemplos da contenção socialista poderiam ser dados mas parece-me que estes são suficientes para se ficar com uma ideia.

CONTENÇÃO, SIM, MAS PARA OS OUTROS!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

É ESTA A CRISE! UMA VISITA ÀS SEYCHELLES É SEMPRE AGRADÁVEL, PRINCIPALMENTE SE PAGA PELOS CONTRIBUINTES!


O ministro da Defesa Nacional (MDN), Augusto Santos Silva, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Valença Pinto, visita hoje a Força Nacional Destacada (FND) na "Operação Atalanta”.

A participação portuguesa consiste num destacamento aéreo composto por uma Aeronave de Patrulhamento Marítimo P3-P e 42 militares da Força Aérea Portuguesa, que operam a partir das Seychelles, desde Abril de 2010, por um período de quatro meses, e constitui um reforço por parte de Portugal na operação da União Europeia que combate a pirataria no Oceano Índico.

No âmbito da visita, o MDN terá ainda encontros com o Presidente da República das Seychelles, James Michel, com o ministro da Administração Interna, Ambiente e Transportes, Joel Morgan, com o ministro para os Assuntos Estrangeiros, Jean-Paul Adam, e com o Chefe das Forças Armadas das Seychelles, Brigadeiro Leopold Payet, em que, entre outros assuntos, abordará a questão da candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança da ONU, no biénio 2011-2012.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Autonomia Selectiva

“A qual se traduzirá num mais íntimo apoio material, técnico, humano e político à conjuntura distrital, vindo de Lisboa, mas remetendo para a administração local a tomada pormenorizada de decisões, dentro dos objectivos genéricos definidos pelo Governo, e naqueles campos de acção em que só uma visão de dentro do Arquipélago possa equacionar o problema na dimensão VERDADEIRA. Noutros campos, onde a realidade madeirense não justifique a particularização em relação à política prosseguida em todo o Espaço Português, deixemos a Lisboa actuar. Ouvindo os nossos líderes que têm de ter capacidade plebiscitada seriamente, tal como atende aos líderes de todas as regiões portuguesas. As curtas horas que nos separam da administração central, sossegam-nos em absoluto quanto à política a seguir nestas situações em que o condicionalismo madeirense não ofereça especialidade”.

Alberto João «Voz da Madeira», 29 / 01/1974

Autonomia Distrital

“Quando numa conjuntura política se pretendem insuflar novos tónicos, certamente que a primeira atitude de análise é a de contemplação da viabilidade estrutural do corpo social em questão. Assim,nãosepoderá intenta rnovos rumos na Madeira, sem previamente responder-se à pergunta de como deve concretizar-se a autonomia distrital. No nosso caso, há a considerar duas atitudes mentais extremas, das quais se tem de fugir a passo largos. Uma será a daqueles que ainda se banham em sonhos de autosuficiência. Na verdade, alguns acreditam que o Distrito só marchará à custa de iniciativas ou decisões cá tomadas, concebendo a administração central como um travão desnecessário e incomodativo na maior parte dos casos”.

Alberto João, «Voz da Madeira», 29/01/74

quarta-feira, 7 de julho de 2010

HÁ COISAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

Temos um estudo que se arrasta há uma década....

De repente o iluminado A.J.J. decide que é prioritário e faz um despacho nesse sentido, atribuindo-lhe prioridade e a alocação de t\odos os meios necessários à sua elaboração...

E depois digam que não andam a brincar com o dinheiro dos contribuintes! Em tempo de crise, com milhares de desempregados e pobres pela Madeira isto é uma afronta, sem qualquer tipo de justificação! Realmente esta Madeira Nova está cada vez mais podre por muito que o seu mentor fale alto e grosso!

MUIIIIIIIITO INTERESSANTE!

Contas com 500 anos

Jardim mandou calcular o 'deve e o haver' da Madeira desde o século XV



Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

De "importância prioritária" é como Alberto João Jardim classifica a tarefa atribuída a uma equipa, que será liderada pelo historiador Alberto Vieira e deverá calcular o 'Deve e o Haver das Finanças da Madeira entre os séculos XV e XXI'. Um cálculo curioso, de execução difícil, mas que consta de um despacho (nº 11/2010) da Quinta Vigia, datado de 26 de Maio e que vai assinado pelo presidente do Governo Regional.

A conta daquilo que terá sido retirado à Madeira, através de impostos e exportações de vinho, açúcar e outros produtos, é considerado urgente e, como é possível ler no despacho, "deve ser concretizado com a maior brevidade possível".

Para isso, serão destacados os "professores necessários para o efeito" - não há qualquer limite estabelecido - e "todos os departamentos do Governo Regional, bem como todas as entidades sob sua tutela, prestarão as adequadas e necessárias facilidades".

Além de não colocar qualquer limite ao destacamento de especialistas para esta tarefa, o GR também autoriza os estágios profissionais dos licenciados "considerados necessários à concretização deste projecto".

As verbas necessárias também devem ser rapidamente desbloqueadas, segundo as ordens de Alberto João Jardim.
O objectivo desta avaliação do 'deve e haver' da Madeira, ao longo de mais de 500 anos, parece ser determinar quanto terá sido 'levado' pelo poder central, desde o início da colonização até os dias de hoje. Um argumento que poderia ser esgrimido numa nova disputa em torno das transferências do Estado para a Região. O cálculo pedido por Jardim terá em conta as diferentes moedas que foram utilizadas, ao longo de séculos, a desvalorização e valorização monetária, inflação, preço de produtos, custos de transporte, entre muitas mais alíneas. Uma tarefa que parece muito difícil .

"Absolutamente inaudito"

O grupo parlamentar do PS-M já reagiu a este despacho do presidente do Governo e considera-o "absolutamente inaudito".
André Escórcio, líder da bancada socialista na Assembleia Legislativa, não tem dúvidas de que esta decisão do GR é "mais uma prova do descrédito" de uma governação que não consegue libertar-se "do conceito de permanente guerrilha institucional".

O deputado socialista admite que esteja a ser preparado o terreno para, "munindo-se de dados fabricados à medida" deferir novos ataques à República.
Escórcio pergunta qual o interesse de estudar contas de mais de 500 anos de História. "Quererá o Governo regressar à velha e gasta historieta da independência", pergunta.

O PS-M também interpreta este despacho como uma forma de, com o aproximar das eleições regionais e utilizando o dinheiro público, "enganar as pessoas com contas absolutamente estúpidas e descontextualizadas".

O líder parlamentar do PS-M desafia o Governo Regional a preocupar-se, primeiro, "com as actuais finanças públicas" e a encontrar medidas para enfrentar os "monstruosos encargos que estão por pagar".

INTERESSANTE!

Anunciado pelo menos desde 2001:

CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA DO ATLÂNTICO


O DEVE E O HAVER: AS FINANÇAS PUBLICAS E PRIVADAS NA HISTORIA DA MADEIRA


Projecto de investigação a desenvolver pelo CEHA com a coordenação De Alberto Vieira

DEFINIÇÃO :

Na História da Madeira persistem ainda importantes lacunas que impossibilitam por vezes um conhecimento abrangente desse devir. A história económica, aqui encarada nos seus múltiplos aspectos, é ainda um campo em aberto. As análises são parcelares e circunstanciais não havendo qualquer análise estrutural que possa estabelecer o rumo da economia madeirense e as suas pertinentes implicações no curso da História. Ainda, no domínio da História Económica, os problemas relacionados com a fiscalidade e finanças públicas não têm merecido qualquer atenção por parte dos estudiosos, sendo um dos muitos campos em aberto na História da ilha.

Tendo em conta a importância que assume este último aspecto para definir o rumo da história económica madeirense e as suas inevitáveis implicações políticas, bastante evidentes a partir do século XIX, intimamente ligada ao combate pela autonomia, parece-nos assim evidente a pertinência da sua abordagem.

Por outro lado, o interesse que o mesmo tema merece para a comunidade científica e sociedade política optou-se por uma estruturação do projecto que atenda as estas duas solicitações, materializada na forma da apresentação final dos resultados do projecto, sob a forma de livro.

OBJECTIVOS:

O estudo em causa apresenta-se complexo tendo em conta a inexistência de qualquer tipo de abordagem e a sua vastidão. Assim, para além da necessária definição das instituições de suporte, é necessário ter em conta a evolução das políticas financeiras e fiscalidade, que têm no século XIX, com o Liberalismo, uma reforma radical, que desemboca na estrutura actual. A par disso torna-se necessário, para o período prè-estatístico reconstituir o movimento da receita e despesa a partir de dados avulsos, situação que só terá informação satisfatória e ordenada a partir da segunda metade do século XIX.

terça-feira, 6 de julho de 2010

AS FIGURAS MEDÍOCRES DOS DITADORZINHOS DE ALDEIA

“As sociedades, a nível nacional, podem apresentar-se legitimamente articuladas por forma a estarem limitadas as veleidades de abuso de poder. Mas a níveis regionais, podem surgir as figuras medíocres dos ditadorzinhos de aldeia que, pelos seus interesses particulares e longe do conhecimento dos poderes centrais, utilizam desarticuladamente o binómio diálogo-autoridade”.

Alberto João, «Voz da Madeira», 24/11/1971

segunda-feira, 5 de julho de 2010

PND pergunta por dinheiro da solidariedade


Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

José Manuel Coelho, o deputado do Partido da Nova Democracia, quer saber onde anda o dinheiro da solidariedade nacional, aquele que foi dado de forma generosa para apoiar as vítimas do temporal de 20 de Fevereiro. Ontem, enquanto decorriam as celebrações do aniversário da Força Aérea na Avenida do Mar, o deputado disse que Jardim se devia deixar de "asneiradas" e dar contas desse dinheiro.


Ofendido com o facto do presidente do Governo Regional o ter chamado de "garoto" nas cerimónias do Dia da Região, o deputado fez questão de sublinhar que o mais importante é saber onde estão as verbas dadas à Madeira pelos dadores nacionais. O dinheiro que foi cedido pelo Pingo Doce, a Sonae, o Banif. As doações somaram milhões de euros, mas segundo José Manuel Coelho até agora não foram reconstruídas as casas destruídas pelo temporal.

"Isso é que é importante que o sr. dr. Alberto João Jardim explique. E deixe de me chamar garoto. Eu não sou um garoto".

Marta Caires

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DISCÍPULO DE SALAZAR E CAETANO AGITA PAPÃO COMUNISTA AO AMEAÇAR O POVO

Povo ficou na rua

Protestos à saída da Sessão Solene do Dia da Região



Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Havia pessoas que estavam à porta e não tiveram autorização para entrar. E reclamaram.

Algumas pessoas foram esta manhã até ao Pavilhão Gimnodesportivo da Serra de Água para assistir à sessão Solene do Dia da Região. Acontece que não estavam credenciadas e, como tal, o acesso foi-lhes barrado pelos seguranças. O povo ficou assim na rua, arredado dos discursos que eram proferidos para uma plateia de convidados que representam as mais diversas autoridades políticas, militares e religiosas na Madeira.

À saída, ouviram-se alguns protestos de pessoas que foram impedidas de entrar. O presidente do Governo, que evitou comentários após a sessão, dirigiu-se a alguns dos populares a quem advertiu para o perigo de se aliarem a comunistas reclamando pressa nas obras, quando é o Governo Regional que vai reconstruir casas e estradas danificadas pelo temporal de 20 de Fevereiro.

Deputado do PND impedido de intervir na sessão solene do Dia da Madeira


A sessão solene da Assembleia Legislativa da Madeira, comemorativa do Dia da Região, foi hoje marcada pela tentativa frustrada do deputado do PND, José Manuel Coelho, de intervir “em defesa do povo esquecido da Serra de Água”, onde “não chega o dinheiro que tem vindo do continente” para a reconstrução.

Com a devida vénia ao Público

Na celebração que teve lugar nesta freguesia, a mais atingida pelo temporal de 20 de Fevereiro, foi cumprido um minuto de silêncio, em memória das vítimas do temporal.

Apesar do presidente da assembleia regional, Miguel Mendonça, ter ordenado aos funcionários que retirassem da sala o representante do PND – dizendo que “não se dá ao respeito e não respeita quem o elegeu”, “está a fazer arruaça” e “é indigno da sua condição de deputado” - Coelho [que antes protagonizara o episódio da bandeira nazi] permaneceu junto da tribuna até ao final da sessão.

Com a alteração do regimento efectuada há quatro anos, os representantes dos partidos da oposição deixaram de usar da palavra neste plenário, no qual deixaram desde então de participar, em protesto a que não aderiu o CDS/PP. Este ano, o PS voltou a estar presente, justificando a presença pela “mudança de estratégia” da direcção de Jacinto Serrão e por ser um acto institucional de evocação da tragédia.

Na intervenção com que encerrou a sessão, Miguel Mendonça relevou a “solidariedade globalizada” com os madeirenses atingidos pela intempérie. Defendeu uma nova revisão da Constituição que “está desactualizada e não responde aos desafios do futuro” por estar “eivada de conceitos ideológicos ultrapassados”.

O presidente do parlamento reivindicou ainda o reforço dos poderes legislativos da região, sublinhando não querer “nada que seja da soberania nacional”, mas não abdicar de “ tudo o que é verdadeiramente pertença da autonomia regional”.

Esta tarde, em cerimónia a realizar no salão nobre do governo regional, decorrerá a imposição de insígnias honoríficas madeirenses, presidida por Alberto João Jardim. Serão agraciados sete personalidades, entre as quais Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom, Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, Horácio Roque, presidente do Banif, (a título póstumo) e Rui Rebelo, administrador da Empresa de Electricidade, que recebem o “cordão autonómico de bons serviços pela relevante actividade exercida” na Madeira.
 
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