sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CLAREZA, CORAGEM E FRONTALIDADE

Editorial no Democracia Liberal

São estes alguns dos atributos necessários ao próximo presidente do PND, a ser eleito neste sábado. Aos quais se deverá juntar ausência de receio de ser politicamente incorrecto e de "chamar os bois pelos nomes".

Num país onde a rebaldaria, a corrupção e a sem vergonha imperam cada vez mais, tem de haver espaço para alguém que recuse o estado actual, que grite que "o rei ai nú" e que fale verdade. Para alguém que se oponha à camarilha que nos desgoverna e que se governa à nossa conta. Portugal não pode continuar a saque!

Chegou a hora de o PND mostrar o que vale e ser bem diferente dos outros!

SAI MAIS UM PROCESSO PAGO PELOS CONTRIBUINTES!

Jardim manda processar empresário

O presidente do Governo Regional da Madeira, tal como dá conta uma nota enviada pelo seu gabinete, «mandou processar um conhecido empresário imobiliário, mediatizado pelas suas incursões ambientalistas e partidárias».
Tal como refere a nota enviada pelo gabinete de Alberto João Jardim, «numa carta ao “Diário de Notícias”, o referido (empresário) fala em “podridão jardinista”, pelo que o líder do Governo Regional se sente atingido».

JM

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Naviera Armas rejeita acusações de concorrência desleal



Com a devida vénia ao Diário Cidade

A empresa armadora espanhola Naviera Armas rejeitou ontem acusações de concorrência desleal nas suas operações de transporte de passageiros e carga rodada entre os portos de Portimão e Funchal.

“Não há concorrência desleal porque não há concorrência”, afirma a empresa, em comunicado, após polémica surgida na sequência de uma queixa da Associação Nacional de Armadores e Transportes Marítimos ao Instituto dos Portos e dos Transportes Marítimos (IPTM).

A associação acusa os espanhóis de “concorrência desleal” no transporte de mercadorias para o Funchal do Porto de Portimão. Em causa está o facto de a Naviera Armas estar alegadamente a infringir o licenciamento concedido pelo IPTM para o transporte de carga rodada, “nomeadamente transporte de mercadorias em camiões com
motorista”.

A Associação de Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) “tudo fará que se garanta o cumprimento das condições estabelecidas pelo licenciamento atribuído pelo IPTM” à empresa espanhola Naviera Armas, anunciou recentemente a instituição.

A Naviera Armas recordou ontem que foi feito um acordo para a realização da operação, a partir de 4 de Janeiro passado, pelo período de dois anos, que contempla
a possibilidade de o seu navio “Volcán de Tijarafe” transportar carga rodada e passageiros.

A empresa espanhola estranha agora a contestação quando tudo está previsto no decreto legislativo e já existe no Porto do Funchal um “ferry” que faz exactamente a mesma operação, não referindo mas insinuando a existência do “Lobo Marinho”, navio do Grupo Sousa que faz as ligações marítimas entre a Madeira e Porto Santo.

A companhia espanhola refere ainda ser incomparável a capacidade de transporte de carga de um “ferry” e de um navio porta contentor, que são obrigados a descarregar
no Porto do Caniçal.

EDUCAÇÃO - ESTUDO DA OCDE?



Se ouvirem com atenção o que foi dito pelo primeiro-ministro na apresentação do estudo sobre educação, verão que ele nunca disse que o mesmo era da OCDE. Formalmente não mentiu. Mas todo o discurso está escrito para dar essa ideia, nomeadamente quando diz que nunca viu um estudo da OCDE com resultados semelhantes!

É uma vergonha ter um primeiro-ministro destes!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

GIL CANHA - DIREITO DE RESPOSTA NO DIÁRIO



Mais um direito de resposta no Diário de Notícias da Madeira. Honra lhes seja feita, que publicam; não são como os outros que só depois de condenados pela ERC...

Direito de resposta: Gil Canha esclarece

Em seguimento de uma peça jornalística publicada na página 5, do dia 27 de Janeiro de 2009, onde é referido o meu nome, venho ao abrigo do direito de resposta, solicitar a publicação do texto em anexo:
Numa peça publicada neste jornal, edição de 27/01/2009, página 5, assinada pelo jornalista Emanuel Silva, é referido o meu nome, em alegados factos que me vejo na obrigação de esclarecer:
Efectivamente, o meu falecido pai construiu há cerca de 14 anos um edifício em S. João. Esse edifício foi licenciado pelo presidente da altura, o sr. João Dantas, e pelo vereador do urbanismo, Eng. Rui Alves. Se se justificava algum condicionamento por existir uma capela ao lado, isso era da exclusiva responsabilidade dos cavalheiros acima citados. O Diário levanta suspeitas, mas certo é que o prédio está legal. E mais, quem conheceu o meu pai, sabe que tinha um "defeito": detestava ilegalidades e negociatas.

Relativamente à asfaltagem de um bananal na "Quinta da Nora", o meu pai, desesperado com a falta de água de rega e com a contaminação desta pelos esgotos dos vizinhos (situação que se mantém ainda hoje e para a qual foram alertados por escrito o sr. Secretário do Ambiente e o actual encarregado das levadas do IGA), solicitou no ano de 2001 licença à CMF para construir numa parcela da propriedade um parque de estacionamento. Licença que foi concedida. O Diário insurgiu-se contra esse licenciamento, mas não referiu que o bananal da quinta foi igualmente retalhado por mais uma expropriação do governo do dr. Jardim. No caso da expropriação não foram também bananeiras abaixo, nem se impermeabilizaram terrenos? O Diário também não referiu que a CMF ainda fez aprovar num terreno de bananeiras, pegado à quinta, um mamarracho da responsabilidade da FLAPRO. O Diário escandaliza-se com um estacionamento ao ar livre, mas não com um prédio de vários andares! São critérios...

Para sossego do Diário informo que, depois do falecimento do meu pai, a família Canha apresentou à CMF, em 26/02/03, um estudo prévio para a construção de um lar de terceira idade na dita propriedade e a transformação do dito parque de estacionamento em jardim. Como não era um projecto do sr. Jaime Ramos, nem dos barões do PSD regional, o projecto levou "sopa". Naturalmente que, depois das últimas peripécias, a família Canha não investirá mais um tostão, pois não está para aturar os caprichos da autarquia, as notícias constantes do Diário e as fiscalizações do IMOPPI, chefiado regionalmente por um familiar do sr. Jaime Ramos.

Quanto ao projecto das moradias dos Barreiros, da autoria do falecido Arquitecto João Conceição, sempre direi que, apesar das perseguições da ex vereação da CMF e do IMOPPI, o mesmo passou pelo crivo do Tribunal Administrativo e está devidamente legalizado nas finanças e registado na Conservatória do Registo Predial, ao contrário de muitos empreendimentos que estão para aí "a berrar" com processos no TAFF e no MP, e aos quais o Diário nunca ofereceu honras de 1.ª página.

Termino dizendo que me abstenho de comentar obras de irmãos ou cunhados (até porque tenho uma família extensa e empreendedora), que não cederei nunca a pressões, por mais sórdidas e inconfessáveis que sejam, e continuarei a fazer a denúncia da podridão jardinista e dos seus cúmplices insuspeitos.

Gil Canha

EM 2005 EL MUNDO CARACTERIZAVA PERFEITAMENTE AJJ



Já em Julho de 2005 era assim:

El Mundo apelida Jardim de "professor do insulto"

Um artigo publicado quinta-feira no matutino espanhol, fala dos «excessos verbais» de Alberto João Jardim.

Continue a ler aqui

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SAI MAIS UM PROCESSO JUDICIAL A PAGAR PELO CONTRIBUINTE?

Com a devida vénia ao Diário de Notícias

'El País' compara Jardim a Muammar Kadhafi

LÍLIA BERNARDES, Funchal

Madeira. Jardim detém o recorde mundial de permanência no poder

"Paraíso sob controlo" foi o título escolhido pelo El País, no passado domingo, para falar do "líder eterno" da Região Autónoma da Madeira há mais de 30 anos. Na reportagem assinada por Francesc Relea, Alberto João Jardim surge como um "político incomum, que detém o recorde mundial de permanência no poder por meios democrático". Só "Muammar Kadhafi que acumula ao longo do tempo como líder supremo da Líbia (39 anos)", supera Jardim. Só que o coronel nunca se submeteu ao veredicto das urnas.

"Amado e odiado", "carácter histriónico" e "espírito caudillesco", que "abusa e humilha os seus adversários políticos", como, também, os seus colegas de partido (PSD), "qualidades pessoais que o não impedem de integrar o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa Nacional".

A marca Jardim é produto "genuinamente madeirense", catapultado "em partes iguais pela Igreja e pelo antigo regime", uma vez que durante a "ditadura foi protegido e influenciado pelo seu tio Agostinho Cardoso, figura ligada ao salazarismo", cujo pensamento "de direita" Jardim acabou por reflectir nas colunas do jornal Voz da Madeira.

Mas afinal, questiona, El País, qual é a chave para o sucesso deste político? Para tal ouviu a oposição.

Primeiro, "o dinheiro" do Estado e da UE. Segundo, "não haver vontade política de olhar para a Madeira como parte de Portugal", respondeu o deputado do PS/M, Carlos Pereira. A história do deputado do PND, José Manuel Coelho, que acusou o governo de Jardim de "nazi-fascista", depois de exibir a bandeira com a cruz suástica, mais o episódio dos seguranças que impedirem a sua entrada na Assembleia, são outros dos pontos da reportagem, como o desenvolvimento das últimas três décadas, a existência de 30 mil funcionários públicos e uma dívida global acima de 3 mil milhões de euros.

Em declarações ao DN, o dirigente regional do PSD, Luís Filipe Malheiro considerou que o trabalho do El País "é uma reportagem desajustada, mal intencionada e sectária, deliberadamente destinada a enxovalhar a figura do Presidente do Governo da Madeira, assente em fontes de informação cujo perfil político e não só é de todos conhecido. Acho que este trabalho não prestigia em nada o El Pais. O contraditório não foi exercido".

Já José Manuel Rodrigues, líder do CDS na Madeira afirmou que "A reportagem traduz, em boa parte, a realidade madeirense"

Alberto João Jardim ainda não reagiu à reportagem do El País. O DN apurou que o líder madeirense deverá aproveitar a página de opinião no semanário O Diabo, reproduzida, em simultâneo, no Jornal da Madeira às terças-feiras, podendo ainda exercer o seu direito de resposta ao jornal espanhol ou mesmo processá-lo por crime de difamação e injúria.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

MAIS MEGALÓMANOS EM PORTO SANTO!

Cristiano Ronaldo prepara-se para perceber com um caso prático como mesmo ganhando balúrdios se consegue perder o dinheiro ainda mais depressa do que o tempo que levou a ganhar!

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Hotel CR7 aguarda novo plano

O principal obstáculo ao projecto turístico de Cristiano Ronaldo no Porto Santo está em vias de ser desbloqueado, anunciou ontem a edição 'on-line' do jornal 'Expresso'.

A publicação refere que o Plano de Urbanização daquela ilha deverá ficar concluído "durante os próximos dias", segundo adiantou Sandra Jardim Fernandes, advogada da sociedade 'Plaza Prestige', que está a preparar o projecto. A partir daí os projectistas saberão o que será permitido nos terrenos que foram adquiridos por Cristiano Ronaldo. O projecto tem como sócios o empresário do futebolista, Jorge Mendes, e o presidente do Sporting de Braga, António Salvador. "Já estão todos cansados de esperar, porque tem havido, de facto, grandes atrasos", salienta Sandra Jardim Fernandes. E frisa que "este seria o timing ideal para o projecto avançar", tendo em conta a eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do mundo. "É importantíssimo para o Porto Santo não perder esta oportunidade".

A obra poderá avançar logo que o plano esteja aprovado. Com investimentos inicialmente estimados em 50 a 70 milhões de euros, o projecto contempla um hotel de luxo e moradias numa área de cerca de 10 hectares, na Calheta. "A ideia é que o hotel possa ser de 7 estrelas e ostentar o nome CR7, as iniciais de Cristiano Ronaldo e o número com que joga", acrescenta o jornal.

Catanho Fernandes

Presidente eterno

REPORTAJE: PARAÍSO BAJO CONTROL

Com a devida vénia ao El País

Cómo el líder de la autonomía de Madeira mantiene el control de la isla desde hace 30 años

El dinero de la UE y el fondo portugués de insularidad ayudan a Jardim a ganar una elección tras otra

Alberto João Jardim, 65 años, es un político fuera de lo común, que ostenta el récord mundial de permanencia en el poder por vía democrática. Nada menos que 30 años como presidente del Gobierno Regional de Madeira, entidad autónoma de soberanía portuguesa, ganando elección tras elección por mayoría absoluta. Sólo Muammar el Gaddafi acumula más tiempo como líder supremo de Libia (39 años), pero el coronel nunca se ha sometido al veredicto de las urnas.

Adorado y odiado, Jardim no deja indiferente a nadie. Su carácter histriónico y el talante caudillesco le llevan a despreciar, insultar e incomodar a sus adversarios políticos, y también a quienes están en su bando, el Partido Social Demócrata (PSD). Estas cualidades personales no son impedimento para que el presidente regional de Madeira sea miembro de las más altas instancias portuguesas, como el Consejo de Estado y el Consejo Superior de la Defensa Nacional.

Jardim es un producto genuinamente madeirense, catapultado a partes iguales por la Iglesia y el antiguo régimen. Durante la dictadura fue el protegido del hombre del salazarismo en Madeira, su tío Agostinho Cardoso, cuyo pensamiento derechista quedó reflejado en las columnas, a veces incendiarias, que publicaba en La Voz de Madeira, altavoz del dictador en la isla. Hoy, Jardim es el caudillo local del PSD, cuya versión madeirense poco tiene que ver con el primer partido de oposición a escala nacional en Portugal. En Madeira, son del PSD viejos cuadros del salazarismo que conservan cargos locales.

Treinta años en el poder y el pueblo le sigue votando. ¿Cuál es la clave del éxito? El dinero, en primer lugar. Madeira ha sido durante décadas la región portuguesa que, proporcionalmente, más se ha beneficiado de la solidaridad nacional y de la Unión Europea (UE). El régimen autonómico le permite recaudar íntegramente todos los impuestos que se pagan en el archipiélago, sin devolver nada a Lisboa; el Estado portugués aporta unos 300 millones de euros por año para compensar los efectos de la insularidad; y, durante décadas, la UE ha inyectado grandes sumas de dinero: 2.000 millones de euros en los fondos comunitarios de los últimos 15 años. Con este colchón, ¿quién no gana unas elecciones por mayoría absoluta? "En estas condiciones, ni el Papa sería capaz de derrotar a Jardim", dice el diputado socialista Carlos Pereira, uno de sus críticos más mordaces.

En medio del Atlántico, a 313 millas marinas de la tierra firme más próxima (la costa africana) y a dos horas de vuelo de Lisboa, está la isla de Madeira, con 200.000 habitantes. Otros 600.000 viven en el exterior como emigrantes, repartidos sobre todo entre Venezuela y Suráfrica. Destino tradicional del turismo de la tercera edad, con predominio británico, y escala de grandes cruceros que surcan el Atlántico, la isla ha cambiado de cara en los últimos 30 años, dejando atrás parte de la pobreza ancestral, con la construcción de túneles, viaductos y vías rápidas que permiten el acceso hasta las zonas más alejadas. La obra pública fue desde el primer día la gran apuesta de los Gobiernos de Jardim. Contaba para ello con los cuantiosos fondos recibidos desde Lisboa y Bruselas. "Con millones hago inauguraciones, con inauguraciones gano elecciones", fue el lema que le permitió triunfar por mayoría absoluta en nueve comicios consecutivos. Haciendo caso omiso a las recomendaciones del Tribunal Constitucional, las inauguraciones se han convertido en actos de campaña, con comidas pagadas a la población.

En Madeira, la línea que separa medios de comunicación y propaganda es imperceptible. El Telejornal de la cadena pública RTP Madeira es conocido popularmente como TeleJardim. De la decena de emisoras de radio privadas, todas reciben subsidios del Estado. El Jornal de Madeira, antaño propiedad de la Iglesia, es el único diario estatal en Portugal como instrumento de propaganda política. La ley impide que sea gratuito y se vende al precio simbólico de 10 céntimos.

"Jardim gana siempre porque tiene una maquinaria de propaganda gigantesca. Aparece todos los días en la televisión local, donde no existen los debates. La prensa está amordazada y hay miedo a informar", dice Carlos Pereira, portavoz del grupo socialista en el Parlamento regional, que vivió en carne propia el clima político agobiante para los disidentes que impera en Madeira. En 2005 era director del Centro Internacional de Negocios, zona franca libre de impuestos, cuando decidió competir por la alcaldía de Funchal en las municipales de aquel año. "Perdí tras una tremenda campaña del miedo. Pero lo más grave fue la persecución personal y discriminación social. Hasta el grupo de compañeros con los que corría los domingos se apartó de mí. Finalmente, lograron mi dimisión como director de la Zona Franca".

Los 30.000 funcionarios repartidos en dependencias de la administración regional, ayuntamientos y servicios de la República son un pilar fundamental del régimen de Jardim. Es una cifra que habla por sí sola para una población activa de 120.000 personas y que absorbe el 23,9% del presupuesto de Madeira. No es preciso preguntar por quién vota este ejército de burócratas en cada consulta electoral.

Los ministros rara vez comparecen para rendir cuentas. Y temas no faltan. La deuda global, por ejemplo, asciende a 3.000 millones de euros, que equivale a la mitad del PIB regional. Sí acude a la Cámara, en alguna ocasión, el presidente, a quien el reglamento le autoriza a hablar sin límite de tiempo y no le obliga a responder eventuales preguntas de los diputados. El debate brilla por su ausencia en un Parlamento que no ejerce sus funciones de fiscalización, y en cuya Mesa sólo está representado el PSD, partido oficialista. Sus señorías, además, no están sujetas a ningún régimen de incompatibilidades, caso único en Portugal, lo que les permite hacer negocios con o al margen del Gobierno.

"La democracia es una apariencia en Madeira", afirma João Marques de Freitas, ex fiscal general adjunto, que reconoce que la manera de vivir tranquilo es "no meterse en política". Por eso, "mejor hablar de fútbol y de Cristiano Ronaldo".

Para anomalías, la registrada el mes pasado en una sesión plenaria de la Cámara, en la que el diputado José Manuel Coelho, del grupúsculo opositor Partido Nueva Democracia (PND), acusó al Gobierno de Jardim de "nazi-fascista", tras lo cual exhibió una bandera con la cruz gamada. Al día siguiente, agentes de seguridad privada impidieron la entrada del diputado en las dependencias parlamentarias.

La oposición, sea de izquierda o de derecha, coincide en que el régimen político de Madeira tiene todos los tics de una república bananera. En plena Europa. "El Gobierno confunde mayoría absoluta con poder absoluto", subraya José Manuel Rodrigues, presidente del Centro Democrático Social (CDS), el partido que ejerce como oposición de derecha.

Pese a la unanimidad de las críticas, que el presidente Jardim ha rehusado comentar en las páginas de este periódico, en 30 años no ha cuajado un frente opositor. La explicación, probablemente, no hay que buscarla en Madeira, sino en Lisboa, donde hay un gran desconocimiento y desinterés sobre lo que ocurre en aquella isla en el Atlántico. "No hay voluntad política de mirar a Madeira como parte de Portugal", lamenta Carlos Pereira.

domingo, 25 de janeiro de 2009

MADEIRA NA BTL

Um stand escuro, horroroso, igual ao ano anterior. Quase sempre vazio. Uma miséria.

Deve ser por isso que alguns com dor de cotovelo pela imaginação demonstrada pelos açoreanos vêm levantar como grande questão que as vacas que estão a pastar na Praça de Espanha, em Lisboa, nem são açoreanas!

PEDRÓGÃO GRANDE

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

NAVIERA ARMAS & TRANSPORTE MARÍTIMO

Já repararam que de repente está tudo a falar do roubo que são as taxas cobradas ao transporte marítimo na Madeira? Nos custos acrescidos que os produtos têm pelo monopólio existente há largos anos, que tem beneficiado uns poucos enquanto os do costume que têm permitido a situação se queixam de falta de apoio do continente a quem tem custos de insularidade?

Mas a situação já existe há muitos anos e alguns partidos já tinham falado anteriormente no problema...

É esta a diferença entre eficiência e eficácia...

EFICÁCIA

O SIMPLEX NO FREEPORT

Pelo menos o Sócrates tem sido coerente. Desde os tempos de ministro do Guterres que defende o simplex para a administração pública.

Até ajudou a aprovar o que demorava meses ou anos, em dias!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

AFINAL, PARECE QUE OS "AGITADORES" TINHAM RAZÃO

Estude, estude, minha senhora. Com muito estudo pode ser que disfarce a sua proverbial incompetência!

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Operação Portimão: Armas diz que está a cumprir com a regulamentação em vigor
Armador diz que a partir de Junho poderá ter duas viagens semanais
Data: 22-01-2009

António Meda Armas, vice-presidente da Naviera Armas, disse ao DIÁRIO que se encontram solucionados os 'problemas' suscitados recentemente por entidades oficias e/ou por representantes de outros operadores de carga marítima, quanto ao transporte de carga rodada no 'ferry' que efectua as ligações semanais para o Algarve.

O 'Volcán de Tijarefe' vai continuar a transportar carga nos itinerários de Portimão para o Funchal, e em sentido inverso também, ao abrigo da licença que a companhia obteve das autoridades portuguesas, que permite o embarque e desembarque de contentores ou atrelados, desde que estejam colocados sobre rodas, sem limitação de quantidade. António M. Armas diz que a companhia está bem ciente das obrigações que tem e que nunca foi sua intenção causar problemas de trânsito no Porto do Funchal, nem tão-pouco criar bloqueios no tráfego citadino. O que será tido mais em atenção, a partir de agora, é uma maior fluência do tráfego, no desembarque dos contentores rodados, o que até nem é da responsabilidade do armador, mas sim das empresas que recebem ou despacham essa carga. Nada obriga a que os meios propulsores, a denominada cabeça do camião, viaje no 'ferry', desde que no porto de destino existam em número suficiente para proceder ao desembarque e transferência da dita carga rodada, em condições que evitem o bloqueio de tráfego ou excessiva confusão no trânsito normal de viaturas.

António M. Armas não vê explicação para os problemas que foram criados no último fim-de-semana no porto do Funchal, porque tudo o que a companhia canária tem feito está de acordo com a licença que lhe foi atribuída e segue a prática de outros 'ferries' em portos europeus, onde, naturalmente, vigoram as mesmas directivas comunitárias que regulamentam o sector.

Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, em conferência que ontem concedeu em Lisboa, no âmbito da Bolsa de Turismo, tinha classificado de ficção os movimentos anormais que se verificaram no Porto do Funchal, classificando-o como proveniente de um grupo de agitadores, que pretenderam colocar em causa o bom relacionamento que o operador canário tem com a Região. A propósito, Conceição Estudante disse que o 'ferry' transportou no ano passado cerca de 20 mil passageiros para a Madeira. Metade deste movimento, explicou a secretária regional, pode ser considerado como entrada de turistas.

O vice-presidente da Armas que está também em Lisboa, na Bolsa de Turismo, disse ao DIÁRIO que têm prosseguido contactos com parceiros portugueses, nos segmentos de viagens e de transitários, com vista ao crescimento da operação entre Portimão e o Funchal. Se a procura aumentar e justificar, a Naviera Armas está preparada para aumentar para duas viagens semanais, na rota Canárias-Portimão, com escala no Funchal, sendo que o grande movimento terá como destino os portos portugueses.

PND diz que Estudante é «bi-secretária»



O PND quer saber porque razão a Naviera Armas não pode transportar mercadorias em atrelados rodados. “O que quero perguntar à APRAM [Administração de Portos da Madeira] é o seguinte: porque é ilegal transportar mercadorias em atrelados dentro do Armas e não foi ilegal durante quase dez anos fazer esse transporte dentro do Lobo Marinho”, questionou Baltazar Aguiar.

Com a devida vénia ao Diário Cidade

O deputado do PND, que acusou Conceição Estudante de ser “bi-secretária” do Turismo e Transportes e do Grupo Sousa, não entende porque acontece tal situação, sobretudo porque ultimamente aquele ‘ferry’ através do transporte de mercadorias tem trazido para a Região alguma concorrência ao nível de preços e com isso baixado de forma “significativa” o custo das frutas e produtos hortícolas.

“Esta carreira está-se a revelar fundamental para os madeirenses e o nosso dever é defender em primeiro lugar os interesses de todos”, sustentou o deputado do PND, que substituiu José Manuel Coelho nos trabalhos parlamentares.

S.G

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VELHOS HÁBITOS?



Seguindo o velho hábito de AJJ de inaugurar o início, o meio e o fim da obra (este duas ou três vezes), foi ontem anunciado que:

Grandes árvores em livro
Data: 21-01-2009

As 203 maiores e mais emblemáticas árvores da Madeira e do Porto Santo estão, a partir de agora, documentadas em livro. A iniciativa partiu da Direcção Regional de Florestas e mobilizou uma equipa de técnicos num exaustivo levantamento que demorou cerca de três anos a ser realizado, e do qual resultou, agora, a elaboração da obra 'As Árvores Monumentais e Emblemáticas da Região Autónoma da Madeira'.

O livro, lançado ontem numa cerimónia realizada na Quinta Magnólia, retrata as árvores de todos os 11 concelhos da Região que mais se destacam "pelo seu tamanho, história, beleza arquitectónica e valor ecológico", como explica Miguel Almeida Domingues, que coordenou o trabalho de elaboração da obra.

Na ocasião, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, realçou a importância deste livro, que pretende "dar a conhecer o património natural" da Madeira, partindo do pressuposto de que "quem conhece defende melhor".

O livro agora editado teve o financiamento do programa comunitário 'Leader +', através da ACAPORAMA. A obra (que pode ser descarregada integralmente na Internet) apresenta informação variada sobre as diversas árvores (algumas pertencentes a particulares), incluindo as próprias coordenadas da sua localização, por forma a facilitar a realização de passeios e visitas.

Nélio Gomes


Vai-se ao site da Direcção Regional de Florestas , destaques - árvores monumentais e surge informação sobre o que ia ser feito. O anunciado trabalho, nicles!

Assim, um dia destes, surgirá novamente a notícia, já com o link...

PND solidário com Naviera Armas



Com a devida vénia ao Diário Cidade

Na mesma hora em que a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) se encontrava reunida com os responsáveis pela empresa Naviera Armas, com vista a discutirem as regras do licenciamento nas operações de carga e descarga no Porto do Funchal, o Partido da Nova Democracia (PND) convocou uma conferência de imprensa para manifestar a sua solidariedade com a empresa espanhola relativamente aos últimos acontecimentos que ocorreram no porto da capital madeirense.

“A operação do Naviera Armas veio desvendar o roubo que os madeirenses têm sido sujeitos ao longo destes anos, pois vemos que há uma situação monopolista na operação portuária e vemos, ainda, que há uma concertação de preços relativamente aos armadores. Com a operação do Armas verificamos que transportar carga ficou muito mais barato”, salientou o dirigente do PND, Gil Canha.

Esta é a altura ideal, complementou aquele político, “para o povo madeirense saber que estamos a ser explorados na questão do transporte marítimo de produtos para a Madeira”. Gil Canha referiu, também, que espera que o governo regional defenda os interesses do povo madeirense e “não se deixe vergar aos interesses dos armadores, nem do operador portuário que tem o monopólio da operação”.

JT

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

NAVIERA ARMAS / PORTO SANTO LINE

Uma interessante comparação que é feita no blogue Cruise & Tall Ships in Funchal - Madeira:

Preços praticados pela Naviera Armas nas Canárias:
Viagem ida e volta de ferry, entre as capitais Las Palmas e Tenerife. Duração de uma viagem, 3 h a uma velocidade de 23 nós.
2 pessoas + carro = 62,00€ (ida e volta)
4 pessoas + carro = 95,00€ (ida e volta)

Viagem de ida e volta entre Funchal e Porto Santo, 1 pessoa, no ferry "Lobo Marinho" € 52,00 em Janeiro 2008.
(O ferry "Lobo Marinho" tem uma velocidade de 21 nós).


A minha conclusão: mais um monopólio que prejudica a Madeira - é uma vergonha que por um custo/milha ou km mais baixo cerca de 15 a 20% os espanhóis transportem duas pessoas e um carro enquanto a Porto Santo Line cobra o mesmo por apenas um passageiro!

YES, WE CAN!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PREOCUPAÇÕES SELECTIVAS

Parece que a associação de armadores está muito preocupada com o facto de o Naviera Armas transportar mercadorias.

Mas enquanto foi a Porto Santo Line a fazê-lo, nunca se ralaram...

DIREITO DE RESPOSTA DE BALTASAR AGUIAR AO DN-M



Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Em relação à notícia publicada ontem sobre a operação da Naviera Armas no porto do Funchal recebemos o seguinte direito de resposta do deputado do PND.

"Depois de um reconfortante e demorado silêncio, o DN-Madeira, para desenfastio, falou de mim. Fê-lo num artigo intitulado "Denúncia de Armadores põe "Armas" em cheque", publicado na página 27 da edição de Domingo, 18.01.2009, com a referência de que eu, supostamente, havia tornado pública uma denúncia feita pela Associação Nacional dos Armadores junto do IPTM, que terá estado na base de uma "confusão" que se instalou porto do Funchal no passado sábado. Tenho a dizer que não divulguei aquela denúncia, nem dela tinha conhecimento. Aliás, muito dificilmente poderia aceitar o encargo (decerto muito lucrativo) de ser "pombo correio" da Associação Nacional dos Armadores, pela simples razão de que a minha acção política me conduziu a posições totalmente contrárias aos interesses dos armadores e às conveniências que se acomodam nessa suposta denúncia. Se o DN-Madeira me tivesse contactado (o MTC tem o meu n.º de telefone) facilmente teria percebido que não transmito denúncias dos armadores (especialmente denúncias contendo ameaças de hipócritas e surrealistas queixas à autoridade da concorrência). Eu denuncio os armadores, denuncio a concertação de preços que existe nos transportes marítimos para a Madeira, denuncio o monopólio do Grupo Sousa nos portos da Madeira e a "pax romana" estabelecida nas docas do Caniçal.

Se o DN-Madeira me tivesse contactado (por alguma razão o MTC não o fez) logo teria ficado a saber que, no passado sábado, me limitei a denunciar a proibição decretada pela APRAM do carregamento do navio ARMAS com atrelados de mercadorias. E se tivesse ido ao porto do Funchal (e por alguma razão o DN-Madeira não lá esteve) logo teria compreendido que não houve nenhuma "confusão" no porto, tudo foi muito claro e transparente: o navio ARMAS foi inicialmente impedido de embarcar camiões de mercadorias; posteriormente, um conhecido elemento do Grupo Sousa levou consigo num BMW preto um representante do navio ARMAS; minutos depois, ambos regressaram com a boa nova do levantamento pela APRAM da proibição de embarque de camiões no navio ARMAS; finalmente, embarcaram no navio todos os camiões retidos no porto, sob manifestações que grande regozijo dos muito populares ali presentes.

Mais, se o DN-Madeira tivesse saído dos confins da Rua Fernão de Ornelas, teria verificado que os múltiplos agentes da PSP especialmente destacados para o porto do Funchal ou estrategicamente colocados em outros pontos da cidade, não tiveram só a caridosa missão de ajudar a viagem Machico/Funchal dos atrelados do circo, mas executavam ainda instruções no sentido de não deixarem entrar camiões no Porto do Funchal e de transmitirem aos respectivos condutores que o navio ARMAS estava em overbooking. Ou seja, teria constatado que a PSP estava a enganar os cidadãos ou tinha sido enganada por alguém. E se o DN-Madeira tivesse querido fazer um pouco de verdadeiro jornalismo de investigação teria ficado ainda a saber a extraordinária coisa de que as negociações para o levantamento da proibição de embarque de camiões no ARMAS decorreram no estaleiro das obras do cais norte do Porto do Funchal, entre o dito elemento do Grupo Sousa, o representante do navio ARMAS e o Presidente do Conselho de Administração da APRAM, que ali estava - imagine-se! - escondido.

Mas - enfim … - o DN-Madeira não me contactou, não foi ao Porto do Funchal e nem sequer saiu dos confins da R. Fernão de Ornelas".

Baltasar Aguiar

Nota da Direcção - O DIÁRIO e os seus jornalistas realizaram o trabalho segundo os critérios traçados para situações como a referida, critérios esses exclusivamente do foro interno.

Nota do blogue: Estranhos critérios internos, estes do DN, que faz "notícias" sem inquirir os visados e sem sair para o terreno....

domingo, 18 de janeiro de 2009

UM DIA HISTÓRICO NO PORTO DO FUNCHAL






Com a devida vénia ao Democracia Liberal

O PND Madeira ajudou ontem a romper com o monopólio vigente na Madeira relativamente ao transporte de mercadorias. Uma manifestação promovida pelo PND permitiu o embarque de mercadorias no ferry-boat Naviera Armas apesar de várias tentativas no sentido de o impedir.

A operação marítima com mercadorias tem estado reservada, em regime de monopólio a uma empresa tutelado pelo Grupo Sousa, com custos de operação bastante superiores, o que onera o transporte de qualquer mercadoria de e para a Madeira.


A notícia do Diário de Notícias, com a devida vénia. Fotos Política Pura e Dura

PND diz que a PSP foi chamada a travar embarque de mercadoria

O Instituto Portuário da Madeira tentou impedir a entrada de mercadorias no navio Armas que faz a ligação Canárias, Funchal, Portimão.

O PND organizou uma manifestação no local e acabou por permitir o embarque de mercadoria. A operação acabou por ser efectuada sob fortes aplausos. De acordo com Baltazar Aguiar, dirigente da Nova Democracia, "havia agentes da PSP por todo o Funchal e à entrada do porto para travar o embarque dos atrelados alegando que o navio estava cheio, ou seja, em overbooking, …quando não era verdade. Facto que veio a ser provado", disse ao DN. E quer agora que o Ministro da Administração Interna esclareça que ordens foram dadas à PSP do Funchal para impedir a entrada de mercadorias no ferry espanhol

O problema dos portos da Madeira é um problema antigo há muito debatido por todos os partidos da oposição, dado que a operação marítima com mercadorias está reservada, em regime de monopólio a uma empresa tutelado pelo Grupo Sousa. Só que, recentemente, foi alargada a operação marítima ao transporte de passageiros e mercadorias a um armador espanhol. Este armador, ao utilizar uma ferry-boat gerou condições para um transporte concorrencial de mercadorias. Contudo, a respectiva licença não abrangerá o transporte de mercadorias, apenas de passageiros. Entendimento diferente tem o PND considerando que o que está em causa uma tentativa "descarada" de protecção ao monopólio do Grupo Sousa. Ontem, Baltazar Aguiar, deputado do PND, teve conhecimento de que o navio Armas recebera em alto-mar, quando se dirigia para a Madeira, um fax da Administração dos Portos da Região Autónoma (APRAM) que proibia o carregamento de mercadoria no porto do Funchal quando "há seis meses que o fazia e ninguém ligava nenhuma. O problema é que os empresários madeirenses começam a escolher transporte mais barato", disse.

O deputado do PND organizou uma manifestação, convocou a comunicação social, e acabou por impedir a ordem da APRAM. Os carros com os atrelados acabaram por dar entrada no porão do navio quatro horas depois do previsto, sob fortes aplausos dos presentes. Para Baltazar Aguiar "há lodo no cais, com a conivência das autoridades regionais. A verdade é que ordem emanada pela APRAM não foi revogada, simplesmente foi verbalmente alterada», disse. O DN apurou que muitos empresários madeirenses passaram a utilizar o serviço do Armas, apesar do contrato de concepção estar limitado ao transporte de passageiros, tendo em conta os preços favoráveis praticados.

LÍLILA BERNARDES

A CRISE ESTÁ AÍ...

Hoje ao almoço, apesar do tempo a ajudar, os restaurantes da Marina do Funchal estavam às moscas. Não sei como é que muitos vão sobreviver...

JÁ ESTAVA DESPEDIDO...

Se eu andasse pelos blogues a contar o que se passa no meu emprego, decerto que já estava despedido!

Mas na Madeira, há quem goze de impunidade total...

sábado, 17 de janeiro de 2009

ADIVINHA

Porque será que a Conceição Estudante andou esta semana feita barata tonta a mandar mails e a fazer telefonemas aos hoteleiros a pedir-lhes as perspectivas de vendas para os próximos seis meses?

Será que o oásis de que nos falavam há pouco tempo, afinal é apenas uma miragem? Afinal o destino Madeira já não fica imune à crise?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A CRISE SERVE PARA TUDO!

E pelo meio, pode-se sempre colocar algum jornalista incómodo, pela sua frontalidade!

«Foram lidos mais jornais diários no último trimestre de 2008, muito graças à subida do "Jornal de Notícias". Quanto ao período estudado anteriormente pela Marktest, o JN foi o que registou um salto maior na audiência.»

«Os três jornais generalistas pagos da Controlinveste aumentaram as vendas durante os primeiros dez meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Apesar da crise, os jornais diários tiveram uma circulação paga superior em cerca de 6% à registada o ano passado.»


«A administração da Controlinveste deu início a um processo de despedimento colectivo que abrange 122 colaboradores em diferentes áreas do grupo, de acordo com um comunicado interno a que a Lusa teve acesso.»

«Por um lado, é relevante notar que, como um vice-presidente do Conselho de Administração relevou publicamente, no almoço de Natal da Controlinveste, o JN demonstrou no ano transacto uma pujança em vendas que o destaca dos restantes títulos do grupo; de igual modo, os mais recentes indicadores do Bareme Imprensa, dados à estampa na nossa edição de ontem, mostram ser o JN o jornal cuja audiência mais cresceu.»

In Comunicado do Conselho de Redacção do JN




Com a devida vénia ao Alto Hama

FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE SISTEMA PARA REPRODUÇÃO DE VÍDEO EM DIFERIDO NA ALRAM - 18 MIL EUROS

Do site Transparência na Administração Pública

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A INDIGÊNCIA TOTAL DO JORNALISMO PORTUGUÊS

A prova de que o jornalismo português está a atingir o grau zero é de que a principal preocupação de muita comunicação social nos últimos dias é se o raio do cão do Obama vai ou não ser um cão de água português! Parece que não há assunto mais importante!

INQUÉRITO AOS TURISTAS

A propósito de um estudo que é citado pelo Prof. André Escórcio e que já é o segundo sobre o mesmo tema, chegando ambos às mesmas conclusões, duas achegas:

. Prova-se que o perfil do turista de qualidade que visita a Madeira e aquilo que o atrai são incompatíveis com teleféricos no Rabaçal e quejandos.

. Também fica claro aquilo que já anteriormente tinha dito aqui: o perfil desses turistas é incompatível com a utilização de Cristiano Ronaldo como imagem do turismo madeirense. Seria um erro porque esses turistas não ligam nada ao futebol ( a esmagadora maioria desconhece qualquer clube na Madeira e os que conhecem indicam o Clube de Golfe do Santo da Serra, o Palheiro Golfe e o Clube de Ténis do Funchal).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

DUAS DÚVIDAS

Fiquei com duas dúvidas depois da entrevista de Mário Crespo a AJJ.

. Será que AJJ perdeu a vontade de ir à luta pela liderança nacional do PSD por medo de perder, ou ponderou que era melhor ficar e evitar a guerra civil da sucessão? Uma coisa fiquei com a certeza - não se vai embora no fim deste mandato e será recandidato pela enésima vez.

. Mário Crespo desconhece a realidade madeirense, estava mal preparado ou foi mais um dos fretes a que se tem prestado ultimamente? Bem sei que a vida está difícil, mas este já não é o jornalista prestigiado de outrora. E no grupo onde trabalha tem um excelente exemplo de alguém vertical e que recusou ser subserviente

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

E QUERIA SER PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL... AHAHAHAHAHAH!

UM DOS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS....



Com a devida vénia ao Record

Aurélio Pereira elogia Ronaldo e a formação leonina

Aurélio Pereira foi um dos principais responsáveis pela formação de Cristiano Ronaldo no Sporting e não teve dúvidas em destacar hoje as qualidades ímpares do madeirense que foi considerado o melhor do Mundo em 2008 pela FIFA.

O agora craque do Manchester United tornou-se no segundo português a alcançar o máximo galardão da FIFA, sucedendo a Luís Figo - premiado em 2001 -, também ele formado em Alvalade e o antigo treinador de ambos não deixou de salientar a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Sporting nas camadas jovens.

"O Sporting conseguiu, na mesma década, formar dois jogadores que conseguiram ser os melhores do Mundo. Penso que não há nenhum clube no Mundo que se possa orgulhar disto. É um orgulho para todos os portugueses, para os jovens portugueses e para a formação do Sporting", referiu Aurélio Pereira, em declarações à Agência Lusa.

Reconhecido pela sua capacidade na avaliação de jovens talentos, o técnico lembrou que Ronaldo estava talhado para o sucesso. "Quando chegou ao Sporting, destacava-se pela sua personalidade e capacidade de jogar. Com o tempo, começou a perceber-se que era um jogador diferente. Nem os talentos são completos, mas ele é um dos talentos mais completos que conheço", adiantou.

Aurélio Pereira elogiou a "mentalidade apropriada para a alta competição, paixão pelo treino, pelo jogo e pela profissão" de Cristiano Ronaldo e recordou os primeiros tempos do craque ao serviço dos leões, onde chegou vindo do Nacional da Madeira.

"Treinava mais que os outros e tinha um grande respeito pelo valor do treino", sublinhou, reforçando a "justiça" do galardão. "Seria uma enorme injustiça, caso não vencesse. Era uma grande tristeza. Não coloco a questão da qualidade dos outros jogadores, mas creio que este prémio é totalmente merecido", concluiu.





E um excerto de uma entrevista ao Correio da Manhã (via Fórum SCP):

– Como se descobrem qualidades em miúdos de oito anos?

– Não é só em campo que se vê o talento. Um miúdo talentoso dá outros sinais: é aquele que nunca se afasta da bola.

– Isso não é só história?...

– Não. Eles querem mesmo uma bola no quarto, querem dormir ao lado dela. Já tivemos de deixar alguns fazerem isso, mesmo quando ficamos em hotéis. Mas o talento, por si, pode não chegar. Um talentoso precisa de trabalhar tanto ou mais que os outros. Logo a partir dos 12 ou 13 anos. Quando vemos um jogador de 19 anos apresentar mais maturidade do que alguns de 30, isso levou muitas horas de trabalho. No dia do jogo com o Inter, vi o Nani, o Djaló, o Moutinho e o Miguel Veloso a lanchar. Bastava olhar para perceber que estavam absolutamente confiantes. Viu-se.

– Como detecta essa força psicológica em miúdos tão novos?

– Há sinais. Um vem dos colegas. Quando um dos miúdos começa a ser admirado pelos outros sabe-se que está ali uma personalidade forte. Raramente falha.

– Foi assim com Ronaldo?

– Vi pela primeira vez Cristiano Ronaldo tinha ele onze anos. Sabíamos que não seria fácil a um miúdo ilhéu adaptar-se. E o meu parecer tinha de ser muito cuidado porque envolvia dinheiro. Se o miúdo ficasse, o Sporting deixava de receber do Nacional cerca de 4.500 contos que estavam em dívida. O Cristiano chegou para passar uma semana no Sporting e ao fim do primeiro treino já era a estrela da companhia. Todos os miúdos queriam ser amigos dele. Eles foram os primeiros a perceber que estava ali um talento, um jogador diferente. No segundo treino fez jogadas fantásticas e levou os outros a começaram a fazer-lhe marcação cerrada. Às tantas, vira-se para um deles e diz-lhe: 'Ó miúdo tem calma'. Percebi que aquela criança de onze anos não temia obstáculos nem tinha medo de assumir o jogo. O Ronaldo nunca teve medo de errar nem nunca um erro o deitou abaixo. Esses são os campeões.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Uma farsa bem montada - Raul Ribeiro

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira (artigo de opinião)

A SIC deu a primeira picadela do ano, ao fazer a resenha dos "réveillons"

Todos os anos, na última noite de Dezembro, naqueles derradeiros e mágicos momentos que antecedem a meia-noite, parece que o tempo fica suspenso, que os problemas desaparecem e as dificuldades se desvanecem…O ano que está a terminar desfila-nos em sinopse pela memória, e naqueles instantes, acreditamos que o dia seguinte será melhor… Depois vem o fogo-de-artifício encantar-nos a vista e aquecer-nos a alma: algumas horas mais tarde, a magia termina e verificamos que tudo continua igual… Há todas aquelas coisas más que nos continuam a assolar o quotidiano e que todos tememos - crise, falências, despedimentos - e depois há aquelas pequeninas pedras no sapato, que podíamos e devíamos ignorar, mas que acabam por incomodar ao ponto de lhes darmos atenção. São como uma picada de mosquito, nada de grave mas vamos coçando, coçando, e quando damos por isso já fez ferida!

A SIC deu a primeira picadela do ano, ao fazer a habitual resenha dos principais "réveillons" do País e do Mundo. No meio de imagens muito belas e de outras perfeitamente banais, de eventos grandiosos e de irrelevâncias de província, concluiu-se que o Fim-de-Ano da Madeira foi o único que custou dinheiro, vincando-se o dispêndio astronómico em tempos de crise… Este é o tipo de tratamento jornalístico que não surpreenderia na TVI, cuspido por uma Moura Guedes ou comentado por um Sousa Tavares - mas não, nem foi a "Boca Grande" nem o "Beiça Torta", foi a SIC, e isso incomoda e lá vamos coçando.

E depois há o Gonçalves Luís, esse espécime raro de insecto, cruzamento de mosquito, varejeira e escaravelho da bosta. Este suposto barreirense, lídimo representante da "cintura industrial" da metrópole, sai do seu esconderijo duas vezes por ano, defeca algumas considerações avulsas, e volta a hibernar, deixando muitos madeirenses a coçar-se de raiva e indignação. A sua primeira aparição conhecida foi há pouco mais de um ano, no último dia de 2007, picou novamente a 05/01/2008, voltando a manifestar-se por duas vezes em Maio de 2008. Após mais uma pausa prolongada, voltou à liça neste início de 2009, e a luta continua… Mas ao analisar os seus escritos de forma atenta, conclui-se que este personagem não existe, que só pode ser um pseudónimo, uma farsa bem montada para provocar os madeirenses: ninguém consegue ser tão obtuso, ignorante, acéfalo, inane e imbecil! Só mesmo um madeirense saberia tocar com tanta acutilância nos temas que nos irritam e revoltam. Por isso, endereço os meus sinceros parabéns ao nosso maquiavélico e ainda anónimo conterrâneo, que se esconde sob esse patético e invertido alter-ego. Já conseguiu que o próprio "governador" Alberto João lhe respondesse, mas não deixe que essa coroa de glória lhe feneça o ânimo. Continue a deliciar-nos com essas gloriosas missivas tão assanhadamente "cubanas" e antimadeirenses. Espero que continue a haver distraídos a sentir comichão e a responder… vai dar um livro fantástico.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Gonçalves Luís

É este o nome utilizado numa carta enviada e publicada pelo Diário a propósito do fogo de artifício de fim de ano, o qual segundo essa carta, seria suportado pelos contribuintes do continente.

Face às reacções suscitadas (inclusivé carta de resposta de AJJ - deve ser o único dirigente do mundo que se dá ao trabalho de responder a aleivosidades destas), cada vez mais me convenço de que o personagem é uma invenção, à moda de Pinto da Costa, para suscitar as reacções de indignação que provocou..

LAMEGO

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

FICO À ESPERA DO DIPLOMA....

Como me parece que é mais difícil de encontrar um lisboeta que tenha ido à Madeira em férias mais de vinte vezes, do que um sueco cinquenta, fico à espera dum diploma na próxima visita... (eheheheh - vai esperando, como dizia o outro, mas sentado)

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Secretaria Regional do Turismo homenageou turista que visitou a Região 52 vezes


Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, recebeu anteontem o turista sueco, tendo na oportunidade entregue um diploma a atestar o facto de este já ter feito mais de 50 deslocações à Região em viagem turística. Ofereceu também uma garrafa de Vinho Madeira e um livro sobre a Região.
Kjell Bergtsson, que visitou pela primeira vez a Madeira em 1977, agradeceu a homenagem recebida, sublinhando que desde aquela data vem regularmente à Madeira, em média três vezes por ano.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

É ASSIM QUE ESTE REGIME VAI CAIR, POR APODRECIMENTO DOS SEUS APOIANTES

Megapresépio no Curral das Freiras em exibição até ao fim-de-semana

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O megapresépio que a Associação Refúgio da Freira tem patente ao público no Centro Cívico do Curral das Freiras continua a ser, nesta quadra da Festa, mais um dos grandes atractivos da localidade interior da ilha.

Além da beleza natural ímpar do 'Curral', a 'grande' obra de arte alusiva à época das festas natalícias e a animação musical a ela associada promovida aos domingos complementam a oferta aos muitos visitantes, locais e forasteiros que 'descem' até ao centro da freguesia câmara-lobense.

Apesar de ser já uma 'tradição' a construção de um presépio de grandes dimensões, desde o passado dia 21 que muitos curiosos são atraídos também pelo megapresépio ali erguido, este ano com a ajuda 'extra' da animação aos fins-de-semana.

Na tarde do último domingo, o primeiro do novo ano, houve actuação do Grupo de Danças e Cantares da Casa de Povo de Água de Pena, bem como do Grupo Folclórico e Etnográfico da Boa Nova.

No próximo domingo, dia 11, a animação estará a cargo do Grupo de Folclore de Santa Rita, Grupo de Folclore Monte Verde e Grupo de Música Tradicional Seis po'meia Dúzia, com actuações às 15, 16 e 18 horas, respectivamente.

Ainda no próximo domingo, será efectuado o sorteio de rifas - 17 horas - promovido pela Associação Refúgio da Freira, o qual está associado a uma iniciativa de solidariedade, uma vez que parte do valor arrecadado reverterá para a associação Acreditar.

Quem pretender visitar o presépio poderá fazê-lo até ao próximo fim-de-semana.

Até sexta-feira, entre as 9 e as 20 horas, no sábado e domingo está aberto ao público das 15 às 20 horas.

Orlando Drumond

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Mais fotos neste meu blogue:

Ilha da Madeira

É LEGAL, SIM - MAS IMORAL!

Numa altura em que os portugueses se confrontam com acrescidas dificuldades, o que já antes era uma afronta a quem trabalha, paga impostos e só se reforma ao fim de algumas décadas, transforma-se num escândalo a que acresce a arrogância como a coisa é dita:

Vou continuar na política a tempo inteiro e vou requerer a minha subvenção. Quero deixar muito claro que vou requerer essa subvenção, referente a 12 anos de deputado, nos mesmos termos em que todos os deputados, de todos os quadrantes, o fizeram. Estou abrangido pela lei de 1992 e quando comecei na política as regras do jogo eram essas e eu fiz opções. João Isidoro - MPT

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

GENTE HONRADA

Do Diário da Assembleia da República, 2298 I SÉRIE - NÚMERO 71 (sessão de 1996-05-16):

Srs. Deputados, vamos dar início ao debate do projecto de lei n.º 100/VII - Estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos (CDS-PP). Trata-se de um agendamento potestativo.
Para uma intervenção inicial, tem a palavra a Sr.ª Deputada Helena Santo.

A Sr.ª' Helena Santo (CDS-PP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Por iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Popular, a Assembleia da República tem hoje uma nova oportunidade de acabar com as reformas especiais e privativas dos titulares de cargos públicos. Enquanto todos esperamos pelo já anunciado e tão esperado, quanto infeliz e inoportuno, projecto de lei do PSD á propor o aumento dos ordenados dos políticos, o Partido Popular entende que o País e os cidadãos não podem esperar mais por um sinal claro desta Assembleia de que está, verdadeira e inequivocamente, empenhada em acabar com os privilégios dos políticos.
A moralização da vida portuguesa é para nós uma condição essencial para a credibilidade das instituições democráticas.
Em Portugal, parece existirem duas classes de cidadãos: os políticos, que se têm vindo a atribuir, por via de lei, um conjunto de privilégios privativos, , e os demais cidadãos, que trabalham uma vida inteira e pagam os seus impostos.
Queremos deixar bem claro que as propostas contra os privilégios dos políticos não são para atacar a classe política, visam, sim, restaurar a credibilidade dos políticos,dignificar a acção política e defender os políticos sérios e justos. Um político sério e justo não se julga um cidadão diferente dos outros nem se julga no direito de ter regalias que os princípios não justificam e a que a maioria dos portugueses não pode aceder.

Os políticos têm de ser pessoas em quem os portugueses confiem e em quem reconheçam dedicados servidores do interesse público. Sem a necessidade da contrapartida de mordomias injustificadas. Quem está na política está porque quer e porque gosta. A política é um serviço, não é a «Casa da Sorte».
Com a proposta que hoje apresenta, o Partido Popular provoca também, e mais uma vez, a clarificação necessária da vida política portuguesa. É um desafio aos políticos, aos partidos e aos órgãos de soberania. O País tem de saber quem são os políticos que querem dar o exemplo e quem são os políticos que acham que a redução das despesas é só para os outros.
O estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos é actualmente regulado pela Lei n.º 4/85, de 9 de Abril, alterada já na fase terminal do cavaquismo pela Lei n.º 26/95, de 18 de Agosto.
Recordamos que esta lei é do tempo do Bloco Central e, hoje, a esta distância e com 11 anos de prática, não restam dúvidas que se trata de uma lei injusta e discriminatória.
É uma lei injusta, em primeiro lugar, porque prevê o direito de o Presidente da República, os Membros do Governo e os Deputados à Assembleia da República, receberem uma reforma política a que a lei chama, sofisticadamente, «subvenção mensal vitalícia», desde que tenham desempenhado os respectivos cargos durante 12 ou mais anos, seguidos ou interpolados, logo a partir dos 55 nos de idade.
Ora, qualquer português em condições normais só tem direito à reforma aos 65 anos ou após perfazer 36 anos de serviço, no caso da função pública.
Acresce que não há critérios de princípio ou de razoabilidade que justifiquem que os Membros do Governo e os Deputados atinjam a idade da reforma antes do comum dos cidadãos. Os políticos não são mais que os outros.
Então, qual a razão de ser desta desigualdade? Não encontramos resposta cabal, pelo que a conclusão só pode ser uma: ter direito a uma reforma após 12 anos de actividade é um privilégio ofensivo dos mais elementares princípios de justiça social em relação a quem tem de trabalhar uma vida inteira para ganhar uma reforma minimamente digna.

O Sr. Jorge Ferreira (CDS-PP): - Muito bem!

A Oradora: - Os portugueses têm toda a razão, quando criticam os Membros do Governo e os Deputados por terem direito a uma reforma que eles próprios criaram e que podem receber, trabalhando três vezes menos tempo do que qualquer português.
E uma lei injusta, em segundo lugar, porque permite ao Presidente da República, aos Membros do Governo, e aos Deputados à Assembleia da República acumularem a reforma política com a vida activa privada.
Consideramos inaceitável que um político que tenha exercido funções em qualquer órgão de soberania regresse à vida privada e ao seu trabalho normal, recebendo todos os meses uma reforma política.
Os políticos devem dar o exemplo. O exercício de cargos políticos ê uma exigência de responsabilidade acrescida, mas não pode ser uma fonte de privilégios adicionais. A função pública é um serviço público, não é um benefício pessoal.

É uma lei injusta, em terceiro lugar, porque é uma lei que permite ao Presidente da República, aos Membros do Governo e aos Deputados à Assembleia da República acumularem uma reforma política com a sua reforma normal. Os políticos dão, pois, de si próprios a imagem de pessoas que se aproveitam do voto dos eleitores para obterem privilégios adicionais.
O Partido Popular defende que todos os portugueses, incluindo os políticos, tenham uma protecção justa e eficaz ao fim de uma longa vida de trabalho. O que o Partido Popular não aceita, e jamais aceitará, é que os vícios e ás deficiências do actual sistema de protecção social sejam aproveitados pelos políticos, como se fossem um grupo de portugueses à parte, com mais direitos e menos deveres do que a generalidade dos cidadãos.
É uma lei injusta, em quarto lugar, porque prevê que o Presidente da República, os Membros do Governo e os Deputados à Assembleia da República recebam um subsídio de reintegração na vida activa, no caso de não atingirem os 12 anos necessários para receberem a reforma política.
Estamos, neste caso, perante a maior hipocrisia do sistema: não há notícia de Ministros ou Deputados que tenham ingressado no desemprego ou tenham piorado as suas condições de vida após cessarem funções.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

A Oradora: - O que até se ouve com alguma frequência é que os políticos perdem muito dinheiro por abandonar a sua actividade profissional normal para desempenharem cargos políticos. É a prova de que este subsídio de reintegração não só não é necessário quando os políticos regressam à sua vida profissional de origem como não é defensável sob nenhuma perspectiva.
Vejamos, por exemplo, o caso dos Ministros: um Membro do Governo deixa de o ser porque perdeu as eleições ou porque o Primeiro-Ministro o acha incapaz para o exercício da função. Pergunta-se: porquê, então, o prémio dó subsídio de reintegração? Não encontramos outra resposta senão esta: os políticos atribuíram-se um salário de luxo para o dia em que deixam de ser políticos. Chamaram-lhe subsídio de reintegração mas, na verdade, é uma nova retribuição a receber, por estranho que pareça, a partir do dia em que já não têm trabalho público para fazer.
Para o Partido Popular, os políticos não são cidadãos especiais. Todos os portugueses são iguais perante a lei. Os políticos e os outros cidadãos têm os mesmo direitos. A política é um serviço público com risco, tal como na vida privada todos os portugueses correm o risco de encontrar ou perder o seu trabalho.
Por este conjunto de razões apresentamos hoje esta «lei anti-privilégios», com duas medidas fundamentais.
A primeira prevê a abolição do sistema de reformas privativo dos titulares de cargos políticos. Defende o Partido Popular que os anos de exercício de cargos políticos contem exclusivamente para a reforma a que os políticos tenham originariamente direito, em virtude da sua vida profissional.
Os políticos não podem ter uma reforma mais cedo do que o comum dos portugueses, artificialmente maior do que a que receberiam se não fossem políticos. Os políticos não podem ter uma reforma dupla por terem desempenhado um cargo político.
A segunda consiste na revogação pura e simples do subsídio de reintegração.
O prejuízo profissional, cuja reparação é suposto este subsídio compensar, nunca existiu nem se crê que venha a existir.
Esta iniciativa do Partido Popular não é um acto de propaganda ou uma operação mediática. O estatuto dos políticos nas sociedades democráticas é um assunto demasiado sério para ser tratado com ligeireza, facilidade ou oportunismo. O que os políticos ganham e o que os políticos têm é um assunto que diz respeito a todos os portugueses e não apenas a esses políticos.
É por isso que, em nossa opinião, é necessário formar uma maioria moral na Assembleia da República. Queremos que esta lei passe e que a classe política dê um exemplo de humildade, de dignidade e de credibilidade.
Dirigimo-nos especialmente ao PS e ao PSD, cujo concurso é imprescindível, no actual contexto parlamentar, para aprovação da lei.
É preciso saber se o PS e o PSD foram definitivamente consumidos pela gestão dos vícios e dos defeitos do sistema ou se, pelo contrário, conservam alguma capacidade para reformar a sério o sistema político.
Uma vez mais, o Partido Popular dá o exemplo e actua como força de impulso e de mudança. Todos os Deputados do Partido Popular renunciaram já a receber as reformas políticas. É preciso que a Assembleia da República dê, também ela, sobretudo ela, o exemplo de actuar como força de impulso e de mudança.
..............................................................
Srs. Deputados, chegámos ao fim do debate. O CDS-PP, por requerimento apresentado pelo seu líder, que já foi distribuído e é do conhecimento de todas as bancadas, requereu que se procedesse à votação imediata, na generalidade, do projecto de lei n.º 100/VII - Estatuto Remuneratório dos Titulares dos Cargos Políticos (CDS-PP).
Vamos votá-lo.

Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do PSD e votos a favor do CDS-PP e do PCP.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

FORTALEZA DE SÃO JOÃO BAPTISTA



Voltando novamente a este assunto, dado alguns comentários anteriores, para frisar que o facto de estar na posse da Marinha não justifica o abandono a que está votada por parte da Câmara Municipal do Funchal porque:

. É um monumento da cidade, que está aberto a visitas do público entre as 9 e as 18 horas;

. Poderia ser um ex-libris da cidade do Funchal, visitado por milhares de turistas, bastando para o efeito a CMF sinalizar o caminho´e contribuir para a manutenção;

. De certeza que não falta dinheiro à CMF - o seu presidente continua a defender a ideia estapafúrdia de gastar alguns milhões de euros para colocar areia branca na Praia Formosa, logo dinheiro não falta decerto!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

FUNCHAL 500 ANOS - QUEM TERÁ PAGO?

A propósito de um comentário de um leitor que fazia o paralelismo entre os gastos no Funchal 500 anos e o abandono de vários monumentos do Funchal, lembrei-me que D. Duarte foi convidado de honra na cerimónia de encerramento das comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal. Não percebo muito bem qual o interesse, mas enfim, cada qual convida quem quer...

E quem terá pago a estadia no Reid's?

OLHA, OLHA....

O AJJ já anda a fazer pedidos de ajuda ao Sr. Silva!

Quem te viu e quem te vê!

sábado, 3 de janeiro de 2009

 
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